Viajantes-naturalistas no Brasil oitocentista: experiência, relato e imagem

Scientific travellers in eighteenth-century Brazil: their experience, reports and graphic representations

Lorelai Kury Sobre o autor

As concepções sobre o modo de fazer ciência que privilegiam o trabalho de campo ou o de gabinete coexistem no século XIX. Os naturalistas que vieram ao Brasil haviam feito a opção de "ver com os próprios olhos". Nas grandes expedições científicas, os viajantes buscam dar conta das sensações e impressões experimentadas durante sua estada no Brasil não só utilizando o desenho e a pintura, mas também fazendo ricas descrições textuais. Para grande parte dos naturalistas do século XIX, a multiplicidade de sensações que envolvem o naturalista em sua viagem poderia e deveria ser descrita pela ciência. Assim, o cientista que se faz viajante escolheu não apenas ver com os próprios olhos, mas ouvir e sentir com o próprio corpo os fenômenos lá onde acontecem. Porém, o viajante romântico, se por um lado produzia ciência in loco, por outro, acabou se especializando no registro preciso de sensações e fenômenos, em consonância com os métodos científicos estabelecidos na época.

viajantes; história natural; viagens; iconografia


Casa de Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz Av. Brasil, 4365 - Prédio do Relógio, 21040-900 Rio de Janeiro RJ Brazil, Tel./Fax: (55 21) 3865-2208/2195/2196 - Rio de Janeiro - RJ - Brazil
E-mail: hscience@coc.fiocruz.br
Accessibility / Report Error