Open-access Trepadeiras do Estado do Rio de Janeiro, Brasil

Climbers from the State of Rio de Janeiro, Brazil

RESUMO

O estudo apresenta a lista de trepadeiras, Angiospermas e Samambaias, ocorrentes no Estado do Rio de Janeiro, Brasil. Foram catalogadas 1175 espécies correspondentes a 262 gêneros e 65 famílias. Um total de 78 espécies se encontra categorizada como ameaçada de extinção, sendo 41 em perigo, 23 vulneráveis e 14 criticamente em perigo. Destas, Passiflora farneyi e Stigmaphyllon affine tiveram sua distribuição ampliada com base em expedições de campo. Adenocalymma ubatubense, Amphilophium scabriusculum e Lophopterys floribunda são novas ocorrências. Amphilophium scabriusculum foi recoletado após o ano de 1874 e Disciphania ernstii após 1892. Bronwenia peckoltii foi recoletada em 2024, totalizando apenas quatro coletas em todo Brasil, sendo três no Estado do Rio de Janeiro. Os municípios de Nova Friburgo, Paraty, Niterói, Itatiaia e Rio de Janeiro concentram o maior número de coletas de trepadeiras. Este panorama do Estado reflete os municípios nos quais os inventários florísticos incluíram esta forma de vida, contudo está subestimado devido a lacunas de amostragem e a ausência de estudos com objeto principal a pesquisa das plantas trepadeiras.

Palavras-chave:
Mata Atlântica; lianas; diversidade florística; conservação; endemismo

ABSTRACT

The study presents a list of climbing plants, Angiosperms and Ferns, occurring in the State of Rio de Janeiro, Brazil. 1175 species corresponding to 262 genera and 65 families were cataloged. A total of 78 species are categorized as threatened with extinction, 41 of which are endangered, 23 vulnerable and 14 critically endangered. Of these, Passiflora farneyi and Stigmaphyllon affine had their distribution expanded based on field expeditions, Adenocalymma ubatubense, Amphilophium scabriusculum and Lophopterys floribunda are new occurrences. Amphilophium scabriusculum was collected after 1874 and Disciphania ernstii after 1892. Bronwenia peckoltii was collected in 2024, totaling only four collections throughout Brazil, three of which were in the State of Rio de Janeiro. Nova Friburgo, Paraty, Niterói, Itatiaia and Rio de Janeiro concentrate the largest number of climbing plants collected. This panorama of the State reflects the municipalities in which the floristic inventories included this form of life; however it is underestimated due to sampling gaps and the absence of studies with the main objective of researching climbing plants.

Keywords:
Atlantic Forest; lianas; floristic diversity; conservation; endemism

Introdução

Trepadeiras são plantas terrestres que utilizam um suporte para seu estabelecimento e ascensão ao dossel, estando enraizadas durante todo seu ciclo de vida, não podendo sobreviver sem estar presas ao solo (Rezende et al. 2015). Tal conceituação as difere das plantas epífitas e hemiepífitas e justifica sua separação em uma forma de vida própria (Müller-Dombois & Ellenberg 1974, Rezende et al. 2015). Estão representadas por Samambaias, Gimnospermas e Angiospermas, sendo que neste último grupo foi onde ocorreu a maior diversificação (Gianoli 2004). Este hábito está presente em pelo menos metade das famílias de plantas vasculares e aparentemente evoluiu independentemente em vários táxons (Putz 1984).

A realização de inventários e listagens florísticas desse grupo apresenta diversas dificuldades, ressaltando-se a própria conceituação, que não é aplicada de forma padronizada, o que torna complexa a comparação da riqueza de espécies entre diferentes estudos (Barros et al. 2009, Resende et al. 2015). O desenho amostral também é muito diversificado, com implicações no número de espécies inventariadas (Gerwing et al. 2006, Udulutsch et al. 2010). Além disso, plantas trepadeiras muitas vezes são coletadas apenas casualmente. Em sua maioria, em clareiras ou na beira das trilhas, pois nas florestas as trepadeiras atingem grandes alturas no dossel, o que dificulta a visualização e a obtenção de amostras férteis de seus ramos (Barros et al. 2009). Historicamente as plantas trepadeiras foram consideradas “pragas” do ponto de vista de manejo e recuperação florestal. No entanto, esta visão vem mudando com os estudos que enfocam mais a conservação e suas interações ecológicas, o que gera maior atenção para o hábito (Engel et al. 1998, Villagra et al. 2014).

Vargas et al. (2021) apresentam uma revisão dos estudos de biologia de trepadeiras na Região Neotropical. No Brasil, os estudos que tratam exclusivamente de trepadeiras foram iniciados a partir da década de 1990, concentrados no Bioma Mata Atlântica, em sua maioria na Floresta Estacional, nas regiões Sudeste e Sul (e.g.Morellato & Leitão-Filho 1996, 1998, Citadini-Zanette et al. 1997, Hora & Soares 2002, Udulustch et al. 2004, Rezende & Ranga 2005, Tibiriçá et al. 2006, Rezende et al. 2007, Durigon et al. 2009, Santos et al. 2009, Udulustch et al. 2010, Villagra & Romaniuc Neto 2010, Carneiro & Vieira 2012, Vargas et al. 2013, Citadini-Zanette et al. 2014, Vargas & Araújo 2014, Delgado Júnior & Alves 2017, Oliveira-Gomes et al. 2018, Santos & Figueiredo 2018, Vargas et al. 2018, Scudeler et al. 2019, Pinheiro et al. 2020, Piovesani & Ferreira 2021, Vargas et al., 2021, Nascimento et al. 2022, 2023). Subsídios que sintetizaram o conhecimento desse hábito no Brasil constam do livro “Diversidade e conservação de trepadeiras: contribuição para a restauração de ecossistemas brasileiros” (Villagra et al. 2014), os trabalhos do Brazil Flora Group (BFG 2015) e de Prado et al. (2015). As publicações no Estado do Rio de Janeiro com enfoque na florística de trepadeiras ainda são restritas, podendo-se citar apenas Vaz (1993), Vaz & Vieira (1994), Lima et al. (1997), Barros et al. (2009) e Guimarães et al. (2024).

Este estudo objetiva o inventário das trepadeiras nativas com ocorrência no Estado do Rio de Janeiro, apresentando uma estimativa da riqueza de espécies para a Floresta Estacional e Ombrófila, para Restinga e Campo de Altitude. Além da catalogação para a flora fluminense, sinaliza novas ocorrências, espécies insuficientemente amostradas e/ou famílias pouco numerosas em termos de riqueza de espécies, registros feitos unicamente por coletas históricas. O grau de ameaça e o esforço de coleta por município também foram observados.

Material e Métodos

Área de estudo - O Estado do Rio de Janeiro está localizado na região Sudeste do Brasil, entre as latitudes 20°45’45’’ e 23°22’10’’ Sul e longitudes 40°57’20’’ e 44°53’20’’ Oeste, com uma extensão de 43.780 km2. Limita-se ao norte, com Minas Gerais; ao sul, leste, sudeste e sudoeste com o Oceano Atlântico; a oeste, com São Paulo e, a nordeste, com o Espírito Santo. É formado por 92 municípios, divididos em oito regiões, das quais apenas a Metropolitana reúne mais de 70% da população fluminense (Castro 2015, Ferreira et al. 2023).

Originalmente, a vegetação da Mata Atlântica recobria todo o Estado, estando atualmente reduzida a 18,8% da área fluminense (Fundação SOS Mata Atlântica 2024). Os remanescentes estão representados principalmente pelas Florestas Ombrófila Densa e Estacional Semidecidual, além das formações pioneiras de Manguezal, Restinga e os refúgios ecológicos Campos de Altitude e Savana-Estépica (Coelho et al. 2017).

Os tipos geológicos mais ocorrentes no Estado são as rochas Sedimentares, Magmáticas e Metamórficas, estas últimas as mais abundantes, representando mais de 80% do território. O relevo compreende áreas montanhosas e de baixadas, formado pelas Serras da Mantiqueira e do Mar, sendo o ponto culminante, o Pico das Agulhas Negras, com 2.791 m. A porção costeira fluminense se estende por 636 km, desde a foz do Rio Itabapoana (divisa com o Estado do Espírito Santo) até a Ponta da Trindade (divisa com o Estado de São Paulo).

Esta variação geográfica influencia a diversidade dos tipos climáticos no Estado, Aw, Am, Af, BSh, Cfa, Cfb, Cwb e Cwa, segundo a classificação de Köppen-Geiger, com predomínio do clima tropical; ocorre nas regiões mais interioranas o clima semiárido, e subtropical nas maiores altitudes, nas regiões serranas do Mar e da Mantiqueira (Bastos & Napoleão 2011, Coelho et al. 2017). Fialho & Machado (2023) adotam uma classificação climática na qual o Estado do Rio de Janeiro está em uma faixa de transição de 4 tipos climáticos, subdivididos em 5 Domínios no Estado: Tropical, Tropical Ameno, Subtropical, Temperado e Semiárido. Esses Domínios foram divididos em 4 Sub Domínios climáticos, levando em conta a quantidade de meses secos (úmido, semiúmido, semisseco e seco).

Inventário Florístico - O estudo constitui uma compilação oriunda de expedições a campo; de consultas aos herbários e de prospecção em bases de dados online. Foi realizada uma listagem preliminar tendo como base os dados pesquisados na plataforma Flora e Funga do Brasil (2024a). Foram filtrados concomitantemente os campos “Estado do Rio de Janeiro”, “forma de vida - liana/volúvel/trepadeira” e origem “nativa”. Esta lista inicial apresentava inconsistências quanto ao hábito e os registros de ocorrência. Espécies não apontadas na Flora e Funga para o Estado, mas com registros confirmados por especialistas, foram incluídas na listagem. Espécies erroneamente apontadas com ocorrência no Estado, juntamente com as exóticas, cultivadas, as correspondentes a outros hábitos e aquelas sem voucher confirmado foram revisadas e excluídas.

Os inventários pioneiros que enfocaram espécies de trepadeiras eram estudos de pesquisadores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, UERJ, UFRRJ e Museu Nacional (UFRJ). Contribuições foram dadas pelas pesquisas feitas pelos integrantes do Departamento de Conservação Ambiental da antiga FEEMA/RJ (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente), que na época era responsável pela elaboração dos planos de manejo das UC estaduais (Maurenza et al. 2018). A partir de 1990, com a intensificação dos estudos florísticos no Estado, as trepadeiras se destacaram tanto na inclusão nos inventários, quanto nos trabalhos onde foram especificamente amostradas. Os materiais destes estudos foram registrados principalmente nos herbários: Bradeanum (HB), do Museu Nacional (R), da Faculdade de Formação de Professores da UERJ (RFFP) e do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (RB).

A segunda etapa consistiu na consulta presencial (2013-2024) ao acervo dos herbários FCAB, HB, HRJ, HUENF, NIT, R, RB, RBR, RFA e RFFP (os acrônimos seguem Thiers 2022, continuamente atualizado). Foram analisados apenas os materiais coletados no Estado, já identificados por especialistas nas famílias botânicas. As exsicatas não determinadas foram identificadas e revistas aquelas com identificação incorreta. Foi realizada a prospecção nas bases de dados online Jabot Geral (JBRJ 2022), Reflora (2024) e SpeciesLink (CRIA 2022), sendo priorizadas as exsicatas identificadas por especialistas botânicos. Caso de incidirem imprecisões quanto ao hábito ou a ocorrência geográfica, as referências bibliográficas foram revisadas e contactados os especialistas para sanar as dúvidas.

Como a informação das fichas das exsicatas, em alguns casos, não é padronizada, foram utilizados diferentes descritores para ampliar o acesso aos dados, como o nome dos bairros, dos municípios, dos morros e das serras que compõem o relevo fluminense. Considerou-se os seguintes topônimos históricos: “Morro Mundo Novo” (elevação entre Botafogo/Laranjeiras), “Praia Grande” e “Vila Real da Praia Grande” (Niterói), “Sacopã”/Sacompam (Copacabana), “Serra da Estrela/Estrella” (Guapimirim, Magé e Petrópolis). O termo “Distrito Federal” foi avaliado para o período compreendido entre 1891 e 1960, quando o município do Rio de Janeiro foi capital da República Federativa do Brasil.

A listagem florística foi organizada em ordem alfabética de família e os sistemas de classificação adotados foram o APG IV (APG 2016) e PPG I (PPG 2016). O voucher é apresentado juntamente com a indicação do acrônimo do herbário no qual a coleta está registrada. A redação e conferência dos nomes científicos seguiu a Flora e Funga do Brasil (2024a) e, ao longo do texto, estes foram citados sem a inclusão dos autores, por já constarem na listagem florística. Após a finalização da listagem, foram apontadas as espécies endêmicas, segundo a Flora e Funga do Brasil (2024a). As espécies ameaçadas seguiram Martinelli et al. (2018) e a Portaria n° 443/2014 (MMA 2014), revalidada em 30 de janeiro de 2023 pelo MMA.

A ocorrência das espécies de trepadeiras foi assinalada com base nas fichas de exsicatas. Visando conhecer a distribuição das coletas das trepadeiras no Estado foi elaborado um mapa de calor no Rstudio (2024). Esta técnica permite a visualização de dados por meio da variação de tonalidade, onde as cores quentes indicam maior número de coletas em contraposição com as cores mais frias. Para tal, o pacote “geobr” foi utilizado para download dos dados dos 92 municípios do Estado do Rio de Janeiro (Pereira et al. 2024) e o pacote “ggplot2” (Wickham et al. 2024) para a confecção do mapa. Sua estruturação contou com uma adaptação das escalas de cobertura/abundância de Braun-Blanquet (1979), modificada para as classes: “0.1” = 1 a 19 coletas; “0.2” = 20 a 49 coletas; “0.3” = 50 a 89 coletas; “0.4” = 90 a 190 coletas; “0.5” = 191 a 289 coletas; “0.6” = 290 a 490 coletas; “0.7” = 491 a 570 coletas; “0.8” = 571 a 729 coletas; “0.9” = 730 a 1145 coletas; “1.0” = 1146 a 4155 coletas.

Resultados e Discussão

Inventário florístico e conservação - Foi analisado um total de 22.000 exsicatas oriundas de coletas de trepadeiras no Estado do Rio de Janeiro. Para a Flora e Funga do Brasil, foram incluídas na listagem mais 42 espécies não apontadas nesta plataforma, com ocorrência no Estado do Rio de Janeiro, mas com registros confirmados por especialistas. Além de outras 46 espécies, que embora sejam trepadeiras, não estão classificadas como tal na plataforma. Estas constam no campo “Forma de vida” como ervas, arbustos e subarbustos e, nos campos denominados “Descrição livre” e “Descrição com campos controlados”, é dito que se trata de uma trepadeira. Além disso, foram excluídas 130 espécies da lista inicial por serem exóticas, cultivadas, estarem relacionadas a outros hábitos ou por não constar voucher atestando sua ocorrência no Rio de Janeiro. Deste modo, o montante final resultou em 1.175 espécies pertencentes a 263 gêneros e 65 famílias (tabela 1).

Tabela 1
Listagem florística de trepadeiras coletadas no Estado do Rio de Janeiro, Brasil. Família (número de gêneros/espécies). *Endêmica do Estado do Rio de Janeiro. Fitofisionomias de ocorrência das espécies - Floresta Estacional: E: Floresta Ombrófila: O. Campo de Altitude: C Restinga: R. Quando não houve informação suficiente para indicar pelo menos uma fitofisionomia, foram postos traços.
Table 1
Floristic list of climbing plants collected in the State of Rio de Janeiro, Brazil. Family (number of genera/species). *Endemic to the State of Rio de Janeiro. Phytophysiognomies of species occurrence - Seasonal Forest: E. Ombrophylous Forest: O. High-Altitude grassland: C. Restinga: R. When there was not enough information to indicate at least one phytophysiognomy, lines were added.

Das espécies inventariadas, apenas três são Samambaias (Lygodium venustum, Lygodium volubile e Salpichlaena volubilis), as demais são Angiospermas. De fato, Prado et al. (2015), indicam que as espécies de Samambaias no Brasil com esse hábito estão representadas apenas nos gêneros Salpichlaena (Blechnaceae) e Lygodium (Lygodiaceae). Delas Lygodium volubile foi a que obteve maior número de amostras em herbário (379 espécimes). Lygodium venustum apresentou 21 amostras e Salpichlaena volubilis apenas 11. Esse resultado pode estar relacionado a identificações erronêas, mas também refletir a baixa abundância dessas espécies nos ambientes de Mata Atlântica (M.G. Santos, com.pess.). Embora com poucos registros, L. venustum e S. volubilis ocorrem em todas as fitofisionomias e regiões do Estado, como observado nas exsicatas.

As Angiospermas com maior riqueza de espécies foram Apocynaceae (134 spp.), Fabaceae (133), Asteraceae e Malpighiaceae (97, cada), Bignoniaceae (90), Sapindaceae (84), Convolvulaceae (64), Cucurbitaceae e Dioscoreaceae (47, cada) e Passifloraceae (43), correspondendo a 71,1 % do total inventariado (tabela 1, figura 1), estando entre as mais representativas na Região Neotropical. Onde segundo Gentry (1991) 26 famílias de Angiospermas incluem 85% de todas as espécies com hábito trepador e a maioria dos gêneros está concentrada em poucas famílias. Algumas famílias representativas nos trópicos são compostas quase que exclusivamente por trepadeiras, como Aristolochiaceae, Cucurbitaceae, Dioscoreaceae, Menispermaceae, Passifloraceae e Smilacaceae (Judd et al. 2009). Esses grupos não são bem representados nas regiões temperadas e, quando ocorrem, a maioria dos táxons não apresenta esse hábito (Engel et al. 1998).

Figura 1
Famílias com maior riqueza de espécies de trepadeiras coletadas no Estado do Rio de Janeiro, Brasil.
Figure 1
Families with the highest species richness of climbing plants collected in the State of Rio de Janeiro, Brazil.

Os 30 gêneros mais representativos totalizaram 623 espécies (53%), sendo Mikania (62 spp.) o mais rico. Os demais são: Dioscorea e Serjania (47, cada), Passiflora (43), Ipomoea (30), Senegalia (25), Aristolochia e Oxypetalum (24, cada) e Heteropterys (23) (tabela 2). Esses gêneros, além de pertencerem às famílias com maior riqueza específica, são basicamente compostos por espécies de trepadeiras (figuras 2, 3 e 4).

Figura 2
Espécies de trepadeiras relacionadas às famílias com maior riqueza no Estado do Rio de Janeiro, Brasil. a. Passiflora actinia Hook. (Passifloraceae). b. Stigmaphyllon auriculatum (Cav.) A. Juss. (Malpighiaceae). c. Paullinia carpopodea Cambess. (Sapindaceae). d: Funastrum clausum (Jacq.) Schltr. (Apocynaceae). e. Cratylia hypargyrea Mart. ex Benth. (Fabaceae). f. Aristolochia odora Steud. (Aristolochiaceae). g. Cuspidaria pulchella (Cham.) K.Schum. (Bignoniaceae). h. Ipomoea tiliacea (Willd.) Choisy (Convolvulaceae). i. Mansoa difficilis (Cham.) Bureau & K.Schum. (Bignoniaceae). j. Prestonia coalita (Vell.) Woodson (Apocynaceae). l. Distimake dissectus (Jacq.) A.R.Simões & Staples (Convolvulaceae). m. Anemopaegma chamberlaynii (Sims) Bureau. & K. Schum. (Bignoniaceae). Fotografias - a, c: A.A.M. de Barros (2010). b, d, g: L.R. Caires (2012). As demais: D.N.S. Machado (2016).
Figure 2
Species of climbing plants related to families with greater wealth in the State of Rio de Janeiro, Brazil. a. Passiflora actinia Hook. (Passifloraceae). b. Stigmaphyllon auriculatum (Cav.) A. Juss. (Malpighiaceae). c. Paullinia carpopodea Cambess. (Sapindaceae). d: Funastrum clausum (Jacq.) Schltr. (Apocynaceae). e. Cratylia hypargyrea Mart. ex Benth. (Fabaceae). f. Aristolochia odora Steud. (Aristolochiaceae). g. Cuspidaria pulchella (Cham.) K.Schum. (Bignoniaceae). h. Ipomoea tiliacea (Willd.) Choisy (Convolvulaceae). i. Mansoa difficilis (Cham.) Bureau & K.Schum. (Bignoniaceae). j. Prestonia coalita (Vell.) Woodson (Apocynaceae). l. Distimake dissectus (Jacq.) A.R.Simões & Staples (Convolvulaceae). m. Anemopaegma chamberlaynii (Sims) Bureau. & K. Schum. (Bignoniaceae). Photos - a, c: A.A.M. de Barros (2010). b, d, g: L.R. Caires (2012). The others: D.N.S. Machado (2016).

Figura 3
Espécies de trepadeiras relacionadas às famílias com maior riqueza no Estado do Rio de Janeiro, Brasil. a. Vigna vexillata (L.) Rich. (Fabaceae). b. Aristolochia raja Mart. & Zucc. (Aristolochiaceae). c. Dioscorea pseudomacrocapsa G.M.Barroso et al. (Dioscoreaceae). d - Wilbrandia glaziovii Cogn. (Cucurbitaceae). e. Lepidaploa persicifolia (Desf.) H.Rob. (Asteraceae). f. Stigmaphyllon vitifolium A.Juss. (Malpighiaceae). g. Adenocalymma ubatubense Assis & Semir (Bignoniaceae). h. Heteropterys chrysophylla (Lam.) DC. (Malpighiaceae). i. Disciphania ernstii Eichler (Menispermaceae). Fotografias - a, b: A.A.M. de Barros (2010). As demais: D.N.S. Machado (2016-2021).
Figure 3
Species of climbing plants related to families with greater wealth in the State of Rio de Janeiro, Brazil. a. Vigna vexillata (L.) Rich. (Fabaceae). b. Aristolochia raja Mart. & Zucc. (Aristolochiaceae). c. Dioscorea pseudomacrocapsa G.M.Barroso et al. (Dioscoreaceae). d - Wilbrandia glaziovii Cogn. (Cucurbitaceae). e. Lepidaploa persicifolia (Desf.) H.Rob. (Asteraceae). f. Stigmaphyllon vitifolium A.Juss. (Malpighiaceae). g. Adenocalymma ubatubense Assis & Semir (Bignoniaceae). h. Heteropterys chrysophylla (Lam.) DC. (Malpighiaceae). i. Disciphania ernstii Eichler (Menispermaceae). Photos - a, b: A.A.M. de Barros (2010). The others: D.N.S. Machado (2016-2021).

Figura 4
Espécies de trepadeiras relacionadas às famílias com maior riqueza no Estado do Rio de Janeiro, Brasil. a. Prestonia didyma (Vell.) Woodson (Apocynaceae). b. Pseudogynoxys cabrerae H.Rob. & Cuatrec. (Asteraceae). c. Passiflora farneyi Pessoa & Cervi (Passifloraceae). d - Lophopterys floribunda W.R.Anderson & C.C.Davis (Malpighiaceae). e. Cissampelos andromorpha DC. (Menispermaceae). f. Jacquemontia martii Choisy (Convolvulaceae). g. Lygodium volubile Sw (Lygodiaceae). Fotografias - d: M.T. Nascimento (2016). e: L.A. Ribas (2010). g: A.A.M. de Barros (2021). As demais: D.N.S. Machado (2020-2021).
Figure 4
Species of climbing plants related to families with greater wealth in the State of Rio de Janeiro, Brazil. a. Prestonia didyma (Vell.) Woodson (Apocynaceae). b. Pseudogynoxys cabrerae H.Rob. & Cuatrec. (Asteraceae). c. Passiflora farneyi Pessoa & Cervi (Passifloraceae). d - Lophopterys floribunda W.R.Anderson & C.C.Davis (Malpighiaceae). e. Cissampelos andromorpha DC. (Menispermaceae). f. Jacquemontia martii Choisy (Convolvulaceae). g. Lygodium volubile Sw (Lygodiaceae). Photos - d: M.T. Nascimento (2016). e: L.A. Ribas (2010). g: A.A.M. de Barros (2021). The others: D.N.S. Machado (2020-2021).

Tabela 2
Gêneros com maior riqueza de espécies de trepadeiras coletadas no Estado do Rio de Janeiro, Brasil.
Table 2
Genera with the highest species richness of climbing plants collected in the State of Rio de Janeiro, Brazil.

Apocynaceae, Bignoniaceae, Fabaceae, Malpighiaceae e Sapindaceae também apresentaram elevada riqueza de espécies para a Região Sudeste (Vaz & Vieira 1994, Lima et al. 1997, Udulutsch et al. 2004, 2010, Barros et al. 2009, Vargas & Araújo 2014, Vargas et al. 2018) e na Região Neotropical (Gentry 1991). Dentre essas, Gentry (1991) já ressaltava a riqueza específica apresentada por Apocynaceae nessa faixa biogeográfica. No entanto, esta família em sua circunscrição atual (APG 2016), inclui também as espécies de Asclepiadoideae, o que torna ainda mais expressiva sua riqueza. Rezende & Weiser (2014) ao analisar 20 estudos feitos com trepadeiras entre 1996 e 2011 na Mata Atlântica das Regiões Sudeste e Sul, também observaram Apocynaceae como uma das mais ricas em sua maioria.

A distribuição das espécies nas diferentes formações vegetacionais mostrou um predomínio de ocorrência na Floresta Ombrófila (1.055), seguida da Estacional (500), Restinga (400) e Campo de Altitude (242), sendo apenas 31 espécies (2,6%) compartilhadas entre as quatro fitofisionomias. Esta distribuição reflete o maior número de coletas nos remanescentes da Floresta Ombrófila Densa no Estado do Rio de Janeiro. Esta fitofisionomia é resguardada em um maior número de UC em relação a Estacional Semidecidual (Fidalgo et al. 2009, Castro 2015). As áreas de Restinga, assim como a Floresta Estacional, foram intensamente fragmentadas, sendo continuamente alvo da especulação turística e imobiliária (Rocha et al. 2007). Os Campos de Altitude ocupam áreas peculiares e restritas devido às suas dimensões e isolamento nas partes mais altas das Serras do Mar, dos Órgãos e da Mantiqueira (Martinelli & Vaz 1986). Concomitantemente, as condições ambientais extremas atuam como filtros, limitando a ocupação das planícies arenosas e dos Campos de Altitude (Neves et al. 2017).

Das espécies listadas, 63 trepadeiras são endêmicas do Estado do Rio de Janeiro (tabela 1), pertencentes a 37 gêneros e 20 famílias. Destas, 14 foram apontadas como raras por Giulietti et al. (2009) (Ditassa maricaensis, Ditassa subumbellata, Gonolobus dorothyanus, Oxypetalum costae, Oxypetalum lutescens, Bignonia costata, Fridericia elegans, Heteropterys occhionii, Heteropterys ternstroemiifolia, Galianthe polygonoides, Manettia parvula). Outras doze são alvo da atual campanha “Procura-se” do Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora) (Bignonia costata, Bonamia umbellata, Gonolobus dorothyanus, Gurania cogniauxiana, Heteropterys occhionii, Marsdenia glaziovii, Matelea quinquedentata, Oxypetalum costae, Oxypetalum lutescens, Mikania alexandreae, Mikania casarettoi, Mikania paranahybensis, Piptadenia polyptera e Serjania itatiaiensis) (Rosa et al. 2018).

Destaca-se Adenocalymma ubatubense, uma espécie de Bignoniaceae lenhosa com síndrome de dispersão anemocórica, conhecida, até então, apenas pelo material typus, descrita para um trecho de planície arenosa no município de Ubatuba (Assis & Semir 1999), no litoral norte do Estado de São Paulo. No entanto, coletas oriundas do Parque Estadual da Ilha Grande (PEIG), permitiram a identificação por especialistas do Herbário SPF e ampliaram a ocorrência dessa espécie para o Estado do Rio de Janeiro. No PEIG, a espécie é encontrada em uma área de transição entre a Mata de Encosta e uma antiga Restinga descaracterizada pelas instalações carcerárias, atualmente desativadas. Esta distribuição disjunta pode ser ocasionada por lacunas de coletas, a existência restrita de planícies arenosas na região, possivelmente somado à antropização dos ecossistemas de restingas.

Quanto ao status de conservação, 78 espécies foram categorizadas como ameaçadas de extinção, sendo 41 EN (Em perigo), 23 VU (Vulnerável) e 14 CR (Criticamente em perigo) (tabela 3). A maior parte está concentrada nas famílias Malpighiaceae (13 spp.), Asteraceae (11 spp.), Apocynaceae (10 spp.), Dioscoreaceae (8 spp.), Sapindaceae e Smilacaceae (5 spp., cada). As principais ameaças são a perda de área de ocupação e habitat em decorrência da especulação imobiliária, queimadas, agricultura, pecuária, turismo desordenado e invasão de espécies exóticas (Martinelli et al. 2018). Contudo, ressalta-se que a maioria das espécies de plantas trepadeiras listadas ainda não foi avaliada quanto à categoria de ameaça (NE).

Tabela 3
Listagem das espécies de trepadeiras ameaçadas de extinção no Estado do Rio de Janeiro, com a indicação dos municípios de ocorrência. Categorias - CR: criticamente em perigo. EN: em perigo. VU: vulnerável.
Table 3
List of climbing species threatened with extinction in the State of Rio de Janeiro, indicating the municipalities of occurrence. Categories - CR: critically endangered. EN: endangered. VU: vulnerable.

Passiflora farneyi e Stigmaphyllon affine são exemplos de espécies endêmicas do Estado e ameaçadas de extinção, ambas na categoria Vulnerável (VU). Passiflora farneyi (figura 2) tem ocorrência registrada no Centro de Diversidade Vegetal de Cabo Frio (CDVCF), nos municípios de Niterói (Morro das Andorinhas e da Viração) (Barros et al. 2009) e Rio das Ostras (Praia Virgem) (Mezzonato-Pires et al. 2018). Stigmaphyllon affine ocorre nos extremos do Estado (Itaguaí/Volta Redonda e Cambuci), além das florestas dispostas em diferentes altitudes (Duque de Caxias, Nova Friburgo e na capital) (Almeida et al. 2018). Expedições a campo pelos membros do Herbário RFFP ampliaram sua distribuição para outros municípios da região Metropolitana, como Cachoeiras de Macacu, Maricá e Niterói (Reflora 2024).

Outro exemplo é Disciphania ernstii, que no Brasil está distribuída no Acre, Amazonas, Ceará, Mato Grosso e Pará (Flora e Funga do Brasil 2024b) e era conhecida, até então, no Estado do Rio de Janeiro apenas por coletas do botânico Auguste Glaziou, realizadas entre 1886 e 1892 e registradas nos herbários K e P (Reflora 2024). No entanto, coletas no Parque Estadual da Serra da Tiririca permitiram sua identificação por especialistas do Herbário RB, atestando sua ocorrência atual no Estado. O mesmo aconteceu com Glicophyllum paludosum, que tem ocorrência natural na Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais, e era conhecida no Rio de Janeiro por uma única coleta de Glaziou, sem localização precisa. Expedições recentes empreendidas pelo Herbário RFFP nas áreas rurais dos municípios de Itaboraí e de Cachoeiras de Macacu, permitiram sua identificação e confirmaram sua ocorrência no Estado.

Bronwenia peckoltii era conhecida apenas por três coletas em todo Brasil, sendo duas no Rio de Janeiro. Em 2024, expedições realizadas no município de Cachoeiras de Macacu, permitiram uma nova coleta da espécie (Reflora 2024). Adenocalymma divaricatum era conhecida apenas por coletas de John Miers, William John Burchell, sendo a última realizada em 1885 por Auguste Glaziou. Em todas, a localidade não é precisa. O esforço em determinação de exsicatas, somadas as expedições do Herbário RFFP, permitiu apontar a ocorrência de A. divaricatum para os municípios de Cachoeiras de Macacu, Maricá e São Francisco de Itabapoana. Amphilophium scabriusculum foi recoletada em 2023 também em Cachoeiras de Macacu, sendo a primeira coleta após 149 anos daquela realizada por Glaziou.

Lophopterys floribunda tem ocorrência no Amazonas, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e Pará (Pessoa & Almeida 2024). No entanto, expedições realizadas desde 2004, mostram sua presença também no Estado do Rio de Janeiro (Reflora 2024). As identificações feitas pelos especialistas atestam sua presença nas matas de tabuleiro na Região Norte Fluminense, nos municípios de Campos dos Goytacazes e São Francisco de Itabapoana. Igualmente Adenocalymma albiflorum foi confirmada para o Estado a partir de coletas no Noroeste fluminense (Bom Jesus do Itabapoana, Cambuci, Santo Antônio de Pádua) (Reflora 2024). Gurania bignoniacea, embora apontada na Flora e Funga para o Estado, não tinha voucher atestando sua ocorrência. Essa confirmação foi realizada apenas em 2024, com expedições realizadas no município de Cachoeiras de Macacu (Reflora 2024). Isso demonstra a necessidade de ampliação da amostragem deste hábito, sobretudo nos remanescentes de Floresta Estacional limítrofes com Espírito Santo e Minas Gerais.

Os resultados confirmam a elevada representatividade das trepadeiras na Mata Atlântica fluminense, como observado nos estudos de Vaz & Vieira (1994), Lima et al. (1997), Barros et al. (2009), Guimarães et al. (2024). Embora com pequena extensão, a ampla variação altitudinal, associada às condições climáticas, geológicas, hidrológicas e pedológicas, propiciam um dos mais diversos conjuntos bióticos presentes em um único Estado (Coelho et al. 2017).

Estudos com trepadeiras e lacunas de amostragem - Municípios litorâneos (Rio de Janeiro, Niterói, Maricá, Saquarema, Macaé, Angra dos Reis, Mangaratiba e Paraty) e serranos (Nova Friburgo, Teresópolis e Itatiaia) concentram o maior número de coletas de trepadeiras (figura 5). Esse resultado reflete projetos cujos inventários contemplaram trepadeiras na amostragem. O Rio de Janeiro é o município com o maior número de coletas, o que está relacionado ao amplo número de UC e ao fato de concentrar a maioria dos institutos de pesquisa (Moraes et al. 2013, Pontes, 2015).

Figura 5
Mapa de calor mostrando a distribuição das coletas das trepadeiras no Estado do Rio de Janeiro. Cores quentes indicam maior número de coletas em contraposição a cores mais frias. Para a elaboração deste mapa foi considerada uma adaptação das escalas de cobertura/abundância de Braun-Blanquet (1979), modificada para as classes: “0.1”: 1 a 19 coletas; “0.2”: 20 a 49; “0.3”: 50 a 89; “0.4”: 90 a 190; “0.5”: 191 a 289; “0.6”: 290 a 490; “0.7”: 491 a 570; “0.8”: 571 a 729; “0.9”: 730 a 1145; “1.0”: 1146 a 4155.
Figure 5
Heat map showing the distribution of collections of climbing plants in the State of Rio de Janeiro, warm colors indicate a greater number of collections as opposed to colder colors. For the preparation of this, an adaptation of the Braun-Blanquet (1979) coverage/abundance scales was considered, modified for the classes: “0.1”: 1 to 19 collections; “0.2”: 20 to 49; “0.3”: 50 to 89; “0.4”: 90 to 190; “0.5”: 191 to 289; “0.6”: 290 to 490; “0.7”: 491 to 570; “0.8”: 571 to 729; “0.9”: 730 to 1145; “1.0”: 1146 to 4155.

Nos municípios serranos destaca-se o papel dos naturalistas em coletas históricas (século XIX ao início do XX), desde coletas aleatórias até inventários clássicos como os da Flora Itatiaiensis (Brade 1942, 1956) e Flora Organensis (Rizzini 1952, 1953, 1956, Barcia et al. 1980). Em Nova Friburgo, além dos estudos realizados na Área de Proteção Ambiental (APA) de Macaé de Cima (Vaz & Vieira 1994, Lima et al. 1997), ressalta-se o papel dos religiosos que integraram o Colégio Anchietano, que coletaram em diferentes localidades do município, como: no Parque Estadual Furnas do Catete, Reserva Florestal da Cascatinha, Morro da Cruz e Cascata do Pinel (Siqueira 1986, 1990, 1991, Siqueira & Araujo 2000). Dentre eles, está o Padre Jayme Capell que, embora tenha permanecido apenas três anos na escola, coletou 2.000 plantas. Destas, Ipomoea setosa, Mikania salviifolia, Passiflora tenuifila, Passiflora villosa e Serjania leptocarpa foram registradas em 1952/53, constituindo coletas históricas, sem registros posteriores nos herbários.

Após 1980, houve a intensificação dos projetos de inventários florísticos coordenados por diferentes instituições de ensino e pesquisa (FFP, JBRJ, UERJ, UFRJ, UFRRJ). Destacam-se o inventário da APA de Cairuçu (Marques 1997), Restinga de Jurubatiba (Costa & Dias 2001), Poço das Antas (Lima et al. 2006), nas restingas e áreas florestadas do CDVCF (Araujo & Henriques 1984, Araujo et al. 2009, Barros 2009) e em Maricá e Niterói (Barros et al. 2009).

No entanto, nos municípios com estudos com foco em particular nas trepadeiras são apenas sete. Em Angra dos Reis estão concentradas na Ilha Grande (Callado et al. 2009). Em Campos dos Goytacazes, na APA da Serra do Itaoca. Em Maricá e Niterói abrangem o Parque Estadual da Serra da Tiririca (Barros et al. 2009) e as APA do Morro do Morcego, da Fortaleza de Santa Cruz e dos Fortes do Pico e do Rio Branco (APA dos Fortes). Em Nova Friburgo, na APA de Macaé de Cima (Vaz & Vieira 1994, Lima et al. 1997) e em Paracambi, no Parque Natural Municipal do Curió. Na capital fluminense, recentemente na APA da Brisa (Guimarães et al. 2024).

Apesar da relativa riqueza de espécies de trepadeiras no Estado do Rio de Janeiro, essa informação pode estar subestimada, uma vez que ainda são poucos os inventários que incluem essa forma de vida e menos ainda aqueles direcionados exclusivamente a esse hábito (figura 5). Para ampliar o conhecimento sobre a flora, é imprescindível investir nos inventários florísticos e fitossociológicos com vistas ao monitoramento das espécies e ao entendimento da diversidade de plantas (Chaves et al. 2013, Pinheiro et al. 2020). Portanto, os dados obtidos evidenciam a importância de trabalhos com foco nas comunidades de trepadeiras ou que as inclua, o que aprimorará o conhecimento da diversidade do grupo no Estado do Rio de Janeiro.

Dentre as iniciativas nesse sentido, destaca-se a atuação do CNCFlora/Jardim Botânico do Rio de Janeiro, que com o apoio dos pesquisadores, reencontraram espécies conhecidas apenas pelo material typus ou com pouca representatividade nas coleções científicas como Banisteriopsis magdalenensis, Dioscorea campanulata, Galianthe polygonoides e Piptocarpha verticillata. Dessas, Banisteriopsis magdalenensis, uma Malpighiaceae, foi encontrada em expedições realizadas no Parque Estadual do Desengano (Almeida et al. 2018). As espécies de Bignoniaceae, Bignonia costata e Fridericia elegans, também foram encontradas após coletas de 1970 (Rosa et al. 2018), no entanto boa parte fora de UC, como no município de Itaboraí. Demonstrando a carência de coletas ainda existente nessas áreas e a necessidade de expandir os inventários florísticos, mesmo em fragmentos florestais pequenos e de sucessão recente (Coelho et al., 2017).

A grande lacuna de conhecimento ainda reside em áreas de Florestas Estacionais (figura 5). O Noroeste (Aperibé, Bom Jesus do Itabapoana, Itaocara, Itaperuna, Laje do Muriaé, Miracema, Natividade, Porciúncula, Santo Antônio de Pádua, Varre-Sai) e Norte fluminense (Campos dos Goytacazes, São Francisco do Itabapoana) são regiões que foram historicamente exploradas para o plantio de cana-de-açúcar (Golfari & Moosmayer 1980). Nas regiões do Médio Paraíba (Barra Mansa, Quatis, Rio das Flores, Valença, Rio Claro), do Centro-Sul (Comendador Levy Gasparian, Paraíba do Sul, Três Rios) e Serrana (Carmo, Cantagalo, Sapucaia), além de cana-de-açúcar, também o café foi cultivado posteriormente (Martins 2008).

Grande parte da vegetação original de Floresta Estacional nestas regiões foi desmatada, restando apenas uma parcela muito pequena de sua área vegetada (apenas 10,0%), muito fragmentada, sendo que 48,9% dos remanescentes vegetais têm no máximo 100 ha (Fidalgo et al. 2009). Apesar da degradação histórica oriunda das atividades agrícolas e, mais recentemente, outros cultivares e a pecuária, alguns fragmentos de mata seca ainda permanecem inexplorados. Estes fragmentos remanescentes são distribuídos de forma dispersa (Fidalgo et al. 2009, Coelho et al. 2017), e são ambientes que têm revelado inúmeras novidades florísticas que, até então, só estavam catalogadas em outros Estados da Região Sudeste (e.g. Adenocalymma albiflorum e Lophopterys floribunda).

As áreas de Floresta Estacional Semidecidual também são as mais afastadas das instituições de ensino e pesquisas, concentradas na Região Metropolitana do Estado. Situação que começa a mudar somente com a instalação, em 1991, da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), sediada em Campos dos Goytacazes, com atuação também em Macaé. Em 2008, foi aprovada a institucionalização do campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro-Macaé (UFRJ). Posteriormente, com a criação do herbário HUENF, priorizou-se a catalogação da flora dessas matas secas (Reis et al. 2017).

Mesmo municípios bem inventariados e com extensas áreas de Floresta Ombrófila, ainda carecem de dados sobre trepadeiras. Como em Cachoeiras de Macacu, onde os estudos foram realizados na Estação Ecológica Estadual do Paraíso, no Parque Estadual dos Três Picos e na Reserva Ecológica de Guapiaçu. No entanto, existem outras UC neste município, ainda desconhecidas floristicamente, como as Áreas de Proteção Ambiental da Bacia do Rio Macacu e da Bacia do Rio São João/Mico-Leão-Dourado; os Monumentos Naturais Municipais da Pedra do Colégio e da Serra do Soarinho e inúmeras Reservas Particulares do Patrimônio Natural. Expedições empreendidas pelo Herbário RFFP nestas áreas possibilitaram o encontro das espécies Adenocalymma divaricatum, Amphilophium scabriusculum, Bronwenia peckoltii e Glicophyllum paludosum.

A região de Angra dos Reis exemplifica lacunas em áreas bem inventariadas, contudo o conhecimento sobre as trepadeiras não provém da área continental. Mas sim da parte insular, especificamente da Ilha Grande, a maior ilha do Estado, onde está localizado um campus da UERJ, que desde 1998 realiza estudos sobre a biodiversidade local (Bastos & Callado 2009). Todavia existem muitas outras ilhas na Baía da Ilha Grande e grandes extensões de floresta no continente, como o Parque Estadual do Cunhambebe e parte do Parque Nacional da Bocaina, que ainda são pouco inventariadas. Angra dos Reis é passagem para o litoral Norte do Estado de São Paulo e para a Região do Médio Paraíba no Estado do Rio de Janeiro. Cortada por duas rodovias, a facilidade de acesso, não reflete no conhecimento.

O estudo também atenta para a falta de padronização nomenclatural, que dificulta o entendimento do hábito trepador nas sinúsias florestais. Tal condição compromete comparações e conclusões quanto ao real número de espécies (Villagra & Romaniuc Neto 2014). Sperotto et al. (2020, 2023) sugerem que as hemiepífitas também sejam consideradas trepadeiras. No entanto, Müller-Dombois & Ellenberg (1974), Rezende et al. (2015) e Vargas et al. (2021) conceituam como trepadeiras apenas as plantas que “durante todo seu ciclo de vida não perdem a conexão com o solo”, o que não é o caso das hemiepífitas, que podem se desconectar do solo e mesmo assim sobreviver.

Ressalta-se a necessidade de atenção para com as coletas, pois delas são obtidos os dados primários básicos. A prensagem e herborização de trepadeiras requer o cuidado de que estruturas como acúleos, espinhos, estípulas e gavinhas não sejam removidos e possam ser bem visualizados na exsicata, favorecendo a identificação do material. A falta de precisão de informações de localização geográfica nas etiquetas também é um problema que dificulta o mapeamento da distribuição, recoletas para sequenciamento de DNA, inferências e a busca por espécies pouco amostradas ou conhecidas apenas pelo material typus. As informações registradas pelos coletores nas fichas, bem como dados precisos da localização das coletas acrescidas de georreferenciamento e detalhamento nas observações do indivíduo, contribuirá na compreensão do hábito e na melhor interpretação de dados de ocorrência para Estados, Regiões ou Biomas.

Dessa forma, o presente estudo por meio de uma revisão e compilaçãodas ocorrências de trepadeiras no Estado do Rio de Janeiro, estabelece o estado da arte e amplia oconhecimento do hábito no Brasil, observando as lacunas de conhecimento e perspectivas paraestudos com esse grupo de plantas. Esse entendimento compõe atualmente um dos maiores desafios da pesquisa no Brasil. Assim, na medida com que esta documentação de plantas contribui com os objetivos da Convenção sobre Diversidade Biológica e da Estratégia Global para Conservação de Plantas (CDB 2010), também chama a atenção para a ênfase nas coletas em municípios tão pouco amostrados. Nesse sentido, a realização destes inventários certamente colaborará para novas descobertas e despontará o Estado quanto a riqueza de plantas trepadeiras. E, para além das listas florísticas, quando estas compilações forem integradas, permitirão concentrar esforços de coleta e conservação das espécies menos conhecidas. Igualmente avançar nas comparações florísticas nos níveis territoriais, formações vegetacionais e biomas, além de elucidar questões voltadas à diversidade beta.

Agradecimentos

Ao Departamento de Estágios e Bolsas/CETREINA/ Universidade do Estado do Rio de Janeiro, ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, pelas bolsas concedidas a Leonor de Andrade Ribas, Letícia Rocha Caires, Deyvison Bernardo Marinho Damasceno e Davi Nepomuceno da Silva Machado. À Alessandro Rapini, Alexandre Zuntini, Carolina Mezzonato, André Amorim, Ângela Vaz, Artur Medeiros, Caetano Oliveira, Cyl Farney, Claudio Nicoletti, Cristiane Snak, Daniela Zappi, Deibson Belo, Denise Braz, Efigênia de Melo, Eliane Jacques, Elton Lírio, Elsie Guimarães, Fabiana Filardi, Fabiana Firetti, Fábio França, Fernanda Fraga, George Queiroz, Genise Somner, Graziela Barroso (in memorian), Igor Azevedo, Inaldo Espírito Santo, Haroldo Lima, Jackson Xu Sun, Jéssica Francisco, João Marcelo, João Stehmann, Joelcio Freitas, Jorge Fontella, Juan Morales, Julio Lombardi, Leandro Sousa, Lucas Jordão, Lucia Carvalho, Lucia Lohmann, Luiz Fonseca, Luiz Pinto, Mara Ritter, Marcelo Guerra, Marco Pellegrini, Maria Farinaccio, Maria Medeiros, Mário Gomes, Michelly Araújo, Miriam Kaehler, Monique Goes, Nilda Marquete, Pablo Feliz, Polla Machado, Pollyana Feteira, Rafael Almeida, Regina Andreata, Renata Santos, Ricardo Couto, Roberto Esteves, Robson Daumas (in memorian), Thalita Mendes, Vera Klein e Vidal Mansano, pela identificação de parte do material. Aos Curadores pelas consultas aos acervos dos Herbários. Às instituições Centro de Estudos Ambientais e Desenvolvimento Sustentável (CEADS) campi Maracanã e Ilha Grande, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Faculdade de Formação de Professores da UERJ (FFP/UERJ), Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (IP/JBRJ), Escola Nacional de Botânica Tropical (ENBT/JBRJ). A todos os estagiários que colaboraram com as expedições de campo, herborização, montagem, identificação e incorporação do material ao acervo do RFFP.

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Editado por

  • Editor Associado:
    Juliana Paula-Souza

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    27 Jan 2025
  • Data do Fascículo
    2024

Histórico

  • Recebido
    02 Out 2023
  • Aceito
    03 Jul 2024
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