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Levantamento florístico de um remanescente de Mata Atlântica no litoral norte do Estado da Bahia, Brasil

Floristic survey from an Atlantic Forest remnant on the northern coast of Bahia State, Brazil

RESUMO

A Mata Atlântica do Nordeste brasileiro abriga diversas fisionomias, tendo cerca de 46% dos seus remanescentes localizados no Estado da Bahia. Entretanto, inventários florísticos realizados no Domínio Atlântico no Estado estão geralmente concentrados em áreas no litoral sul e de restinga no litoral norte. Dessa forma, o presente trabalho realizou o levantamento florístico de um remanescente de Floresta Estacional Semidecidual, na Fazenda Regional de Criação/UFBA, município de Entre Rios, litoral norte do Estado. Foram registradas 192 espécies, distribuídas em 139 gêneros e 59 famílias. A presença de duas espécies novas, uma espécie rara, quatro espécies com distribuição restrita para essa região e duas citadas como vulneráveis demonstram a importância dos remanescentes de Mata Atlântica do litoral norte da Bahia, visto que eles possuem riqueza e características fisionômicas não encontradas em outras áreas do Domínio Atlântico.

Palavras-chave:
Checklist de Angiospermas; Entre Rios; Floresta Atlântica; Floresta Estacional Semidecidual

ABSTRACT

The Atlantic Forest in the Northeastern Brazil is composed by several physiognomies, with about 46% of its remnants located in the State of Bahia. However, floristic inventories conducted in the Atlantic Forest in the State are mostly focused in areas on the southern coast and vegetation dunes on the northern coast. Thus, this study aimed at a floristic survey of a semideciduous forest remnant located at the Fazenda Regional de Criação/UFBA, Entre Rios municipality, on the northern coast of the State. We recorded 192 species belonging to 139 genera and 59 were families. The presence of two new species, one rare species, four species restricted to this region, and two cited as vulnerable reinforce the importance of inventories in the Atlantic Forest remnants in the northern coast of Bahia, since they present high species richness and have physiognomic features not found in other areas of the Atlantic domain.

Keywords:
Atlantic Forest; Checklist of Angiosperms; Entre Rios; Semideciduous Forest

Introdução

A Mata Atlântica do Nordeste brasileiro abriga formações pioneiras, porções de Floresta Ombrófila, Floresta Estacional Semidecidual e Decidual, ocupando hoje cerca de 2,21% de seu território original (Tabarelli et al. 2006Tabarelli, M., Melo, M.D.V.C. & Lira, O.C. 2006. A Mata Atlântica do nordeste. In: Campanili, M. & Prochnow, M. (eds.). Mata Atlântica - uma rede pela floresta. RMA, Brasília, pp. 1-17.). Pouco se conhece sobre as florestas estacionais no Nordeste (Rodal et al. 2005Rodal, M.J.N., Lucena, M.F.A., Andrade, K.V.S.A. & Melo, A.L. 2005. Mata do Toró: uma Floresta Estacional Semidecidual de terras baixas no nordeste do Brasil. Hoehnea 32: 283-294.), apesar de elas serem o segundo componente em importância no Domínio Atlântico (DA), antecedidas somente pelas Florestas Ombrófilas (MMA 2014MMA (Ministério do Meio Ambiente). 2014. Mapeamento da cobertura vegetal dos biomas brasileiros. Disponível em http://www.mma.gov.br/estruturas/sbf_chm_rbbio/_arquivos/mapas_cobertura_vegetal.pdf/ (acesso em 01-XII-2014).
http://www.mma.gov.br/estruturas/sbf_chm...
).

Segundo Tabarelli et al. (2006)Tabarelli, M., Melo, M.D.V.C. & Lira, O.C. 2006. A Mata Atlântica do nordeste. In: Campanili, M. & Prochnow, M. (eds.). Mata Atlântica - uma rede pela floresta. RMA, Brasília, pp. 1-17., mais de 46% dos remanescentes de Mata Atlântica mapeados no Nordeste estão localizados na Bahia. Contudo, grande parte dos inventários florísticos estão concentrados na porção sul do Estado, em florestas ombrófilas ou áreas transicionais (Amorim et al. 2005Amorim, A.M., Fiaschi, P., Jardim, J.G., Thomas, W.W., Clifton, B.C. & Carvalho, A.M.V. 2005. The vascular plants of a forest fragment in southern Bahia, Brazil. Sida 21: 1726-1752., Amorim et al. 2008Amorim, A.M., Thomas, W.W., Carvalho, A.M.V. & Jardim, J.G. 2008. Floristics of the Una Biological Reserve, Bahia, Brazil. In: W.W. Thomas (ed.). The Atlantic Coastal Forest of Northeastern Brazil. Memoirs of The New York Botanical Garden, New York, pp. 67-146., Amorim et al. 2009Amorim, A.M., Jardim, J.G., Lopes, M.M.M., Fiaschi, P., Borges, R.A.X., Perdiz, R.O. & Thomas, W.W. 2009. Angiospermas em remanescentes de floresta montana no sul da Bahia, Brasil. Biota Neotropica 9: 313-348., Thomas et al. 2009Thomas, W.W., Jardim, J.G., Fiaschi, P., Neto, E.M. & Amorim, A.M. 2009. Composição florística e estrutura do componente arbóreo de uma área transicional de Floresta Atlântica no sul da Bahia, Brasil. Revista Brasileira de Botânica 32: 65-78., Coelho & Amorim 2014Coelho, M.M. & Amorim, A.M. 2014. Floristic composition of the Montane Forest in the Almadina - Barro Preto axis, Southern Bahia, Brazil. Biota Neotropica 14: 1-41.), com apenas um estudo na porção central (Carvalho-Sobrinho & Queiroz 2005Carvalho-Sobrinho, J.G. & Queiroz, L.P. 2005. Composição Florística de um fragmento de Mata Atlântica na Serra da Jibóia, Santa Terezinha, Bahia, Brasil. Sitientibus série Ciências Biológicas 5: 20-28.) e quatro outros no litoral norte, em fisionomia de restinga (IBGE 2004IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 2004. Flora das Restingas do Litoral Norte da Bahia: Costa dos Coqueiros e Salvador. Projeto Flora/ Fauna - UE/BA - Microbiological Diagnosis: text and color atlas. Editora Médica e Científica Ltda Herbário Radambrasil, Salvador. Disponível em ftp://geoftp.ibge.gov.br/documentos/recursos_naturais/levantamento/florarestinga.pdf/ (acesso em 01-XII-2014).
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, Queiroz et al. 2012Queiroz, E.P., Cardoso, D.B.O.L. & Ferreira, M.H.S. 2012. Composição florística da vegetação de restinga da APA Rio Capivara, Litoral Norte da Bahia, Brasil Sitientibus série Ciências Biológicas 12: 119-141., Silva & Menezes 2012Silva, V.I.S. & Menezes, C.M. 2012. Contribuição para o conhecimento da vegetação de restinga de Massarandupió, município de Entre Rios, BA, Brasil. Revista da Gestão Costeira Integrada 12: 239-251., Gomes & Guedes 2014Gomes, F.S. & Guedes, M.L.S. 2014. Flora vascular e formas de vida das formações de restinga do litoral norte da Bahia, Brasil. Acta Biológica Catarinense 1: 22-43.).

O litoral norte baiano é considerado uma das áreas focais do Corredor de Mata Atlântica do Nordeste, que está em fase de implementação (Amane 2014Amane (Associação para a Proteção da Mata Atlântica do Nordeste). 2014. Mapa do Corredor da Mata Atlântica do Nordeste. Disponível em http://www.amane.org.br/publicacoes.asp?pag=2/ (acesso em 01-XII-2014).
http://www.amane.org.br/publicacoes.asp?...
). Segundo Gomes & Guedes (2014)Gomes, F.S. & Guedes, M.L.S. 2014. Flora vascular e formas de vida das formações de restinga do litoral norte da Bahia, Brasil. Acta Biológica Catarinense 1: 22-43., é possível perceber que a biodiversidade da região é grande, com potencial para ser ainda maior, devido ao pequeno esforço amostral. Sendo assim, com o intuito de aumentar o conhecimento sobre florestas estacionais e a flora do litoral norte do Estado, o presente trabalho teve como objetivo realizar o levantamento florístico de um remanescente de Floresta Estacional Semidecidual localizado no município de Entre Rios, Bahia.

Material e métodos

O estudo foi realizado na Fazenda Regional de Criação (FRC), Universidade Federal da Bahia (UFBA), município de Entre Rios, litoral norte da Bahia, entre as coordenadas 11º55'20" S e 38º08'42"W. A área possui cerca de 200 ha de remanescente de MataAtlântica, que correspondem a aproximadamente 56% de sua área total (figura 1). O remanescente é um trecho de mata contínua, com clareiras provocadas pelo corte seletivo de madeira. A área é circunvizinha à comunidade do Distrito deAguazinha, onde existem casas, plantações e pasto para criação de gado, além da plantação de eucalipto e estradas automotivas de terra.

Figura 1.
Município de Entre Rios, litoral norte do Estado da Bahia, Brasil, com destaque para a área de estudo. Figure 1. Entre Rios municipality, northern coast of Bahia State, Brazil, with the area of study in detail.

Para o levantamento foram realizadas 14 expedições de coleta entre agosto de 2009 e fevereiro de 2011. Todos os indivíduos férteis (flor e/ou fruto) foram coletados através de caminhamento pelas trilhas pré-existentes. As identificações foram feitas com base em literatura especializada e consulta a especialistas. O sistema de classificação utilizado foi o proposto pela APG III (APG 2009APG III. 2009. An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants: APG III. Botanical Journal of the Linnean Society 161: 105-121.), e a descrição dos hábitos seguiu Radford et al. (1974)Radford, A.E., Dickison, W.C., Massey J.R. & Bell, C.R. 1974. Vascular Plant Systematics. Harper & Row Pub. New York.. Os dados de distribuição de espécies foram retirados da Lista de Espécies da Flora do Brasil (2015). Os espécimes coletados foram herborizados e inseridos no herbário Alexandre Leal Costa (ALCB) do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia, com duplicatas enviadas ao Smithsonian Institution (US) e ao herbário do Museu Botânico de Curitiba (MBM) (acrônimos conforme Thiers 2015Thiers, B. 2015. Index Herbariorum: A global directory of public herbaria and associated staff. New York Botanical Garden’s Virtual Herbarium. Disponível em http://sweetgum.nybg.org/ih/ (acesso em 15-IV-2015).
http://sweetgum.nybg.org/ih/...
).

Para a confecção do mapa de localização da área de estudo foi utilizado ArcGIS software (ESRI 2010ESRI (Environmental Systems Reserch Institute, Inc.). 2010. ArcGIS version 9.3.1. Environmental Systems Reserch Institute, Inc. (United States of America).).

Resultados e Discussão

A área de estudo pode ser caracterizada como um remanescente de Floresta Estacional Semidecidual (FES) por ocorrer entre a área costeira-úmida e interiorana-árida, pelo baixo número de espécies epífitas (ca. 1%) e pela estação seca bem marcada, com índices pluviométricos entre 62 a 87 mm mensais no período seco e 118 a 175 mm no período chuvoso (Embrapa 2014Embrapa. 2014. Banco de dados climáticos do Brasil. Disponível em http://www.bdclima.cnpm.embrapa.br/ (acesso em 01-XII-2014).
http://www.bdclima.cnpm.embrapa.br/...
).

Foram registradas 192 espécies, distribuídas em 139 gêneros e 59 famílias (tabela 1, figuras 4, 5). As famílias mais representativas foram Fabaceae (18 spp.), Rubiaceae (15 spp.), Asteraceae (12 spp.), Bignoniaceae, Myrtaceae e Sapindaceae (10 spp. cada) e Malvaceae (nove spp.) (figura 2). Das espécies amostradas, 76 espécies (39%) tem hábito arbóreo, com alturas média de 7 m, e as emergentes entre 10 a 12 m de altura, 59 espécies (31%) pertencem ao hábito arbustivo, 40 (21%) são trepadeiras herbáceas ou lenhosas, 15 (8%) são ervas, 2 (1%) são epífitas (figura 3). Os gêneros mais representativos foram Solanum (cinco spp.), Cupania, Eugenia, Guapira e Myrcia (quatro spp. cada), Casearia, Coccoloba, Erythroxylum, Lantana, Miconia, Ocotea, Passiflora, Pavonia, Psychotria, Senna e Serjania (três spp. cada) (tabela 1).

Figura 2.
Número de gêneros e espécies das famílias mais representativas encontradas no remanescente da FRC/UFBA. Figure 2. Number of genera and species of the most representative families found in the remnant of FRC /UFBA.
Figura 3.
Hábito das espécies encontradas no remanescente da FRC/UFBA. Figure 3. Habit of the species found in the remnant of FRC/UFBA
Figura 4.
Remanescente de Mata Atlântica na FRC/UFBA, município de Entre Rios, BA, Brasil. a. Trilha pré-existente. b. Lippia macrophylla. c. Koellensteinia spiralis. d. subosque. e. Plinia cauliflora. Fotos: Roque, N. Figure 4. Remnant of Atlantic Forest in FRC/UFBA, municipality of Entre Rios, Bahia State, Brazil. a. Trail. b. Lippia macrophylla. c. Koellensteinia spiralis. d. understory. e. Plinia cauliflora. Photos: Roque, N.
Figura 5.
a. Swartzia apetala. b. Aechmea multiflora. c. Hirtella racemosa. d. Cordia pilosa. e. Piptadenia ramosissima. f. Pavonia malacophylla. Fotos: Roque, N. Figure 5. a. Swartzia apetala. b. Aechmea multiflora. c. Hirtella racemosa. d. Cordia pilosa. e. Piptadenia ramosissima. f. Pavonia malacophylla. Photos: Roque, N.
Tabela 1
Lista de famílias e espécies encontradas no remanescente de Mata Atlântica da FRC/UFBA, município de Entre Rios, BA, Brasil. *: Espécies endêmicas do Nordeste do Brasil; Não-DA: não citada para o Domínio Atlântico (Stehmann et al. 2009Stehmann, J.R., Forzza, R.C., Salino, A., Sobral, M., Costa, D.P. & Kamino, L.H.Y. 2009. Plantas da Floresta Atlântica. Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.); Não-FES: não citada para a Floresta Estacional Semidecidual (Stehmann et al. 2009Stehmann, J.R., Forzza, R.C., Salino, A., Sobral, M., Costa, D.P. & Kamino, L.H.Y. 2009. Plantas da Floresta Atlântica. Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.). List of families and species found in the remnant of Atlantic Forest in FRC/UFBA, municipality of Entre Rios, Bahia State, Brazil. *: Endemic species of the Northeast of Brazil; Não-DA: not cited for the Atlantic Domain (Stehmann et al. 2009Stehmann, J.R., Forzza, R.C., Salino, A., Sobral, M., Costa, D.P. & Kamino, L.H.Y. 2009. Plantas da Floresta Atlântica. Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.); Não-FES: not cited for Semideciduous Forest (Stehmann et al. 2009Stehmann, J.R., Forzza, R.C., Salino, A., Sobral, M., Costa, D.P. & Kamino, L.H.Y. 2009. Plantas da Floresta Atlântica. Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro..).

Os levantamentos florísticos realizados em áreas no Domínio Atlântico no Nordeste do país (Amorim et al. 2005Amorim, A.M., Fiaschi, P., Jardim, J.G., Thomas, W.W., Clifton, B.C. & Carvalho, A.M.V. 2005. The vascular plants of a forest fragment in southern Bahia, Brazil. Sida 21: 1726-1752., Carvalho-Sobrinho & Queiroz 2005Carvalho-Sobrinho, J.G. & Queiroz, L.P. 2005. Composição Florística de um fragmento de Mata Atlântica na Serra da Jibóia, Santa Terezinha, Bahia, Brasil. Sitientibus série Ciências Biológicas 5: 20-28., Rodal et al. 2005Rodal, M.J.N., Lucena, M.F.A., Andrade, K.V.S.A. & Melo, A.L. 2005. Mata do Toró: uma Floresta Estacional Semidecidual de terras baixas no nordeste do Brasil. Hoehnea 32: 283-294., Pereira & Alves 2007Pereira, M.S.P. & Alves, R.R.N. 2007. Composição Florística de um remanescente de Mata Atlântica na Área de Proteção Ambiental Barra do Rio Mamanguape, Paraíba, Brasil. Revista de Biologia e Ciências da Terra 7: 1-10., Amorim et al. 2008Amorim, A.M., Thomas, W.W., Carvalho, A.M.V. & Jardim, J.G. 2008. Floristics of the Una Biological Reserve, Bahia, Brazil. In: W.W. Thomas (ed.). The Atlantic Coastal Forest of Northeastern Brazil. Memoirs of The New York Botanical Garden, New York, pp. 67-146., entre outros), em sua maioria, destacaram as famílias Fabaceae, Myrtaceae e Rubiaceae entre as mais representativas, resultado semelhante ao encontrado neste estudo (tabela 2). Nota-se que as famílias Orchidaceae e Bromeliaceae estão entre as mais representativas em Florestas Ombrófilas, montanas ou em áreas transicionais (Amorim et al. 2005Amorim, A.M., Fiaschi, P., Jardim, J.G., Thomas, W.W., Clifton, B.C. & Carvalho, A.M.V. 2005. The vascular plants of a forest fragment in southern Bahia, Brazil. Sida 21: 1726-1752., Carvalho Sobrinho & Queiroz 2005Carvalho-Sobrinho, J.G. & Queiroz, L.P. 2005. Composição Florística de um fragmento de Mata Atlântica na Serra da Jibóia, Santa Terezinha, Bahia, Brasil. Sitientibus série Ciências Biológicas 5: 20-28., Amorim et al. 2008Amorim, A.M., Thomas, W.W., Carvalho, A.M.V. & Jardim, J.G. 2008. Floristics of the Una Biological Reserve, Bahia, Brazil. In: W.W. Thomas (ed.). The Atlantic Coastal Forest of Northeastern Brazil. Memoirs of The New York Botanical Garden, New York, pp. 67-146.), enquanto Poaceae e Cyperaceae estão bem representadas nos levantamentos em áreas de restinga (Oliveira Filho & Carvalho 1993Oliveira-Filho, A.T. & Carvalho, D.A. 1993. Florística e fisionomia da vegetação no extremo norte do litoral da Paraíba. Revista Brasileira de Botânica 16: 115-130., Almeida Jr. et al. 2007Almeida Jr., E.B., Pimentel, R.M.M. & Zickel, C.S. 2007. Flora e formas de vida em uma área de restinga no Litoral Norte de Pernambuco, Brasil. Revista de Geografia 24: 19-34., Mendes et al. 2010Mendes, K., Gomes, P. & Alves, M. 2010. Floristic inventory of a zone of ecological tension in the Atlantic Forest of Northeastern Brazil. Rodriguésia 61: 669-676., Queiroz et al. 2012Queiroz, E.P., Cardoso, D.B.O.L. & Ferreira, M.H.S. 2012. Composição florística da vegetação de restinga da APA Rio Capivara, Litoral Norte da Bahia, Brasil Sitientibus série Ciências Biológicas 12: 119-141., Silva & Menezes 2012Silva, V.I.S. & Menezes, C.M. 2012. Contribuição para o conhecimento da vegetação de restinga de Massarandupió, município de Entre Rios, BA, Brasil. Revista da Gestão Costeira Integrada 12: 239-251.).

Tabela 2
Comparação das dez famílias com maior número de espécies em dez levantamentos florísticos realizados no Nordeste do Brasil. % flora top 10: Porcentagem das dez famílias mais representativas nos levantamentos florísticos em relação ao total da flora. Comparing ten families with the highest number of species in ten floristic surveys in the Northeast of Brazil. % flora top 10: Percentage of the ten most representative families in floristic surveys in relation to the total flora.

Quando comparado aos trabalhos citados anteriormente, a Serra da Itabaiana em Sergipe (Mendes et al. 2010Mendes, K., Gomes, P. & Alves, M. 2010. Floristic inventory of a zone of ecological tension in the Atlantic Forest of Northeastern Brazil. Rodriguésia 61: 669-676.) destacou-se pelo maior número de espécies em comum (58) com o remanescente da FRC/UFBA. Destas, nove espécies foram registradas somente para estas duas localidades (Chamaecrista swainsonii (Benth.) H.S. Irwin & Barneby, Lantana radula Sw., Margaritopsis chaenotricha (DC.)

C.M. Taylor, Maytenus obtusifolia Mart., Tetracera boomii Aymard, Trimezia martinicensis (Jacq.) Herb., Mandevilla moricandiana (A.DC.) Woodson, Coccoloba lucidula Benth., Jacquemontia pentanthos (Jacq.) G. Don). Esta similaridade na flora ocorreu, provavelmente, devido à proximidade geográfica entre as áreas e ao fato de a Serra da Itabaiana ser uma área de tensão ecológica entre Caatinga e Mata Atlântica, possuindo, desta forma, uma grande quantidade de espécies comuns à Florestas Estacionais Semideciduais do Domínio Atlântico.

Destaca-se, também, a grande quantidade de espécies com hábito trepador (21%) encontradas no remanescente da FRC/UFBA, quando comparado a outros inventários no Nordeste, onde as trepadeiras (lenhosas ou não) ocorreram em até 12% das espécies (Pereira & Alves 2007Pereira, M.S.P. & Alves, R.R.N. 2007. Composição Florística de um remanescente de Mata Atlântica na Área de Proteção Ambiental Barra do Rio Mamanguape, Paraíba, Brasil. Revista de Biologia e Ciências da Terra 7: 1-10., Amorim et al. 2008Amorim, A.M., Thomas, W.W., Carvalho, A.M.V. & Jardim, J.G. 2008. Floristics of the Una Biological Reserve, Bahia, Brazil. In: W.W. Thomas (ed.). The Atlantic Coastal Forest of Northeastern Brazil. Memoirs of The New York Botanical Garden, New York, pp. 67-146., Queiroz et al. 2012Queiroz, E.P., Cardoso, D.B.O.L. & Ferreira, M.H.S. 2012. Composição florística da vegetação de restinga da APA Rio Capivara, Litoral Norte da Bahia, Brasil Sitientibus série Ciências Biológicas 12: 119-141.). Além de a elevada riqueza de trepadeiras ser um importante atributo de fragmentos de Florestas Estacionais Semideciduais (Udulutsch et al. 2004Udulutsch, R.G., Assis, M.A. & Picchi, D.G. 2004. Florística de trepadeiras numa floresta estacional semidecídua, Rio Claro - Araras, Estado de São Paulo, Brasil. Revista Brasileira de Botânica 27: 125-134.), o presente estudo concentrou esforços de coleta neste hábito.

Das espécies encontradas, 25 (13%) têm distribuição restrita ao Nordeste do Brasil (tabela 1) e destas, dez possuem registro apenas para a Bahia (Anthurium longipes N.E. Br., Davilla sessilifolia Fraga, Denscantia monodon (K. Schum.) E.L. Cabral & Bacigalupo, Helicteres laciniosa Cristóbol, Kielmeyera neglecta Saddi, Koellensteinia spiralis Gomes-Ferreira & L.C. Menezes, Lippia macrophylla Cham., Piptadenia ramosissima Benth., Poecilanthe itapuana G.P. Lewis, Specklinia ianthina E. Pessoa & F. Barros).

Dentre as espécies coletadas no remanescente da FRC/UFBA, dois gêneros (Descantia, Salzmannia) e 35 (18%) espécies são considerados endêmicos do Domínio Atlântico (Stehmann et al. 2009Stehmann, J.R., Forzza, R.C., Salino, A., Sobral, M., Costa, D.P. & Kamino, L.H.Y. 2009. Plantas da Floresta Atlântica. Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.). Das espécies encontradas na área de estudo, 13% não foram citadas por Stehmann et al. (2009)Stehmann, J.R., Forzza, R.C., Salino, A., Sobral, M., Costa, D.P. & Kamino, L.H.Y. 2009. Plantas da Floresta Atlântica. Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. para este Domínio e 45% foram citadas para outras fisionomias, exceto Florestas Estacionais Semideciduais (tabela 1).

Foi registrada a ocorrência de duas espécies novas para a ciência, Bauhinia sp. nov. (L.P. de Queiroz, com. pess.), encontrada em Entre Rios e em outros municípios do litoral norte baiano e em Sergipe, e Specklinia ianthina E. Pessoa & F. Barros, epífita com até 2 cm de altura com registro apenas dos materiais-tipo, três no município de Jequié e um na área do presente trabalho (Pessoa et al. 2014Pessoa, E., Barros, F. & Alves, M. 2014. Specklinia integripetala and S. ianthina spp. nov. (Orchidaceae - Pleurothallidinae) from northeastern Brazil. Nordic Journal of Botany 32: 129-132.). Cordia pilosa M. Stapf & Taroda, Davilla sessilifolia Fraga e Tetracera boomii Aymard têm o município de Entre Rios como localidade típica.

Apuleia leiocarpa (Vog.) J.F. Macbr., e Calycolpus legrandii Mattos foram classificadas como espécies vulneráveis (VU) (Martinelli & Moraes 2013Martinelli, G. & Moraes, M.A. 2013. Livro Vermelho da Flora do Brasil. Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.). Segundo estes autores, A. leiocarpa, apesar de amplamente distribuída no Brasil, tem sido muito utilizada pela indústria madeireira, e C. legrandii, por ocorrer em populações restritas nos Estados de Alagoas, Bahia e Sergipe, principalmente na restinga, áreas que vêm sofrendo forte degradação pela especulação imobiliária.

Outras espécies merecem atenção por possuírem menos de dez registros de coleta, entre elas, Piptadenia ramosissima Benth. e Koellensteinia spiralis Gomes-Ferreira & L.C. Menezes. Destacam-se, também, Cordia pilosa M. Stapf & Taroda, classificada como espécie Deficiente em Dados (DD) e de ocorrência em vegetações de restinga nos Estados de Alagoas, Bahia e Sergipe (Stapf et al. 2010Stapf, M.N.S., Ranga, N.T. & Silva, T.R.S. 2010. A new species of Cordia (Cordiaceae, Boraginales) from Brazil. Novon 20: 212-214.), além de Davilla sessilifolia Fraga, considerada rara e endêmica do Norte do Recôncavo Baiano (Fraga 2009Fraga, C.N. 2009. Dilleniaceae. In: Giulietti, A.M., Rapini, A., Andrade, M.J.G., Queiroz, L.P. & Silva, J.M.C. (eds.). Plantas Raras do Brasil. Conservação Internacional, Belo Horizonte, pp. 159-160.).

Kasecker et al. (2009)Kasecker, T.P., Silva, J.M.C., Rapini, A., Ramos-Neto, M.B., Andrade, M.J.G., Giulietti, A.M. & Queiroz, L.P. 2009. Áreas-chave para espécies raras de fanerógamas. In: Giulietti, A.M., Rapini, A., Andrade, M.J.G., Queiroz, L.P. & Silva, J.M.C. (eds.). Plantas raras do Brasil. Conservação Internacional, Belo Horizonte, pp. 433-471. definiram áreas-chave como sítios de significância global para a conservação da biodiversidade, afirmando que as mesmas podem ser baseadas em vulnerabilidade e insubstituibilidade, critérios comumente utilizados em planejamento sistemático da conservação. Os mesmos autores apontaram dois locais próximos a Entre Rios (município de Esplanada e a Fazenda do Bu, município de Conde) como áreas-chave, devido à presença de Davilla sessilifolia Fraga. A área do presente estudo, além de possuir a espécie citada, possui ainda quatro espécies com distribuição restrita, Cordia pilosa M. Stapf & Taroda, Koellensteinia spiralis Gomes-Ferreira & L.C. Menezes, Piptadenia ramosissima Benth. e Specklinia ianthina E. Pessoa & F. Barros, duas outras classificadas como vulneráveis, Apuleia leiocarpa (Vog.) J.F. Macbr., e Calycolpus legrandii Mattos (Martinelli & Moraes 2013Martinelli, G. & Moraes, M.A. 2013. Livro Vermelho da Flora do Brasil. Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.), além de ser localidade tipo de Specklinia ianthina E. Pessoa & F. Barros, podendo deste modo no futuro também ser considerada uma área-chave para a conservação da biodiversidade e vir a compor o Corredor da Mata Atlântica do Nordeste.

Agradecimentos

Os autores agradecem à Universidade Federal da Bahia pelo alojamento e transporte para a realização deste trabalho; aos taxonomistas que visitaram a coleção do Herbário ALCB e auxiliaram nas identificações; a Lídia Campos Nascimento pela confecção do mapa; aos revisores pelas sugestões ao manuscrito; às agências de fomento CNPq e FAPESB pelas bolsas de Iniciação Científica concedidas ao segundo autor e à terceira autora; aos projetos financiadores REFLORA (Proc. 563541/2010-5), PRONEM (PNE 1642/2011), INCT/HVFF e SiB-br/ CNPq e ao CNPq pela bolsa PQ concedida à última autora.

Literatura citada

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    Jul-Sep 2015

Histórico

  • Recebido
    07 Jan 2015
  • Aceito
    01 Jun 2015
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