Rigidez Arterial: Aspectos Fisiopatológicos e Genéticos

Rafael de Oliveira Alvim Paulo Caleb Junior Lima Santos Luiz Aparecido Bortolotto José Geraldo Mill Alexandre da Costa Pereira Sobre os autores

Resumo

As doenças cardiovasculares (DCV) são a principal causa de morte e representam uma percentagem significativa das internações. No cenário de minimização dos custos ao sistema de saúde, métodos que identifiquem DCV subclínica seriam importantes. Algumas diretrizes incluem a medida da rigidez aórtica e da espessura íntima-média da artéria carótida como métodos para identificação de DCV subclínica em hipertensos. A velocidade de onda de pulso (VOP) é considerada padrão-ouro para avaliar a rigidez arterial. Nesta revisão, abordamos a fisiopatologia e os determinantes da rigidez arterial e justificamos sua inclusão na avaliação do paciente hipertenso dada a associação direta com o risco cardiovascular, como estabelecido na I Diretriz Brasileira de Prevenção Cardiovascular. Apresentamos ainda os principais estudos genéticos deste fenótipo que, dada sua complexidade, pode ser modulado por dezenas de genes. No entanto, um melhor entendimento da relação genética-rigidez arterial, e até mesmo uma intervenção baseada em genótipos, devem ser investigadas em estudos futuros.

Palavras-chave
Doenças Cardiovasculares; Envelhecimento; Fatores de Risco; Aterosclerose; Rigidez Vascular / Fisiopatologia; Polimorfismo Genético

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