International Journal of Cardiovascular Sciences, Volume: 30, Issue: 5, Published: 2017
  • Are my Values Different from Yours? The Value of Coronary Artery Disease Invasive Care in Brazil Editorial

    Colafranceschi, Alexandre Siciliano
  • Chimó, a Smokeless Tobacco Preparation, is Associated with a Lower Frequency of Hypertension in Subjects with Type 2 Diabetes Original Articles

    González-Rivas, Juan P.; Santiago, Raul José García; Mechanick, Jeffrey I.; Nieto-Martínez, Ramfis

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Fundamentos: O uso do tabaco e a hipertensão arterial sistêmica (HAS) são as principais causas preveníveis de morte a nível global. O tabaco é apresentado nas formas com ou sem fumaça (TSF). O uso do TSF tem sido relacionado à doença cardiovascular, diabetes tipo 2 (DM2) e câncer. Na Venezuela, o chimó é a preparação de TSF mais comum e a sua relação com a HAS é desconhecida. Objetivo: Avaliar a relação entre o uso de chimó e HAS em uma população com alta prevalência de uso de TSF na Venezuela. Métodos: Entre 2013-2014, um total de 1.938 indivíduos com 20 anos ou mais foram avaliados consecutivamente em um centro médico. Foram obtidas medidas antropométricas e de pressão arterial (PA), além de respostas a um questionário padrão. Resultados: Os participantes tinham uma média de idade de 49,2 anos, 59,5% eram do sexo feminino, 38,9% apresentavam HAS, 23,2% relataram uso de TSF e 11,6% relataram ter DM2. Um terço dos indivíduos com DM2 eram usuários de TSF, e este grupo mostrou valores mais baixos de frequência cardíaca, PA sistólica, índice de massa corporal (IMC) e frequência de HAS quando comparado a sujeitos com DM2 não usuários de TSF (p < 0,05). Em indivíduos com DM2 com 50 anos ou mais, o uso de TSF foi associado a uma frequência 69% mais baixa de HAS quando comparados a indivíduos que não usavam TSF. Em regressão logística ajustada pela frequência cardíaca, idade, ocorrência de DM2, sobrepeso/obesidade e história familiar de HAS, o uso de TSF esteve associado a uma frequência 30% mais baixa de HAS (razão de chances 0,70; intervalo de confiança de 95% 0,55 - 0,90). Conclusão: O chimó, um TSF frequentemente utilizado na região dos Andes na Venezuela, está associado a valores mais baixos de PA, frequência cardíaca, IMC e frequência mais baixa de HAS em indivíduos com DM2 com mais de 50 anos. Esta associação contraintuitiva negativa entre o chimó e alguns fatores de risco cardiometabólicos realça o caráter complexo destas relações e a necessidade de estudos adicionais.

    Abstract in English:

    Abstract Background: Tobacco use and hypertension are leading preventable causes of death globally. Tobacco is presented as smoked or smokeless tobacco (ST). ST use has been related to cardiovascular disease, type 2 diabetes (T2D), and cancer. In Venezuela, chimó is the most common ST preparation, and its relationship with hypertension is unknown. Objective: To evaluate the relationship between chimó use and hypertension in a population with a high prevalence of ST use in Venezuela. Methods: From 2013-2014, a total of 1,938 consecutive subjects aged 20 years or older were evaluated in a medical center. Anthropometrics and blood pressure (BP) measurements, and responses to a standard questionnaire were obtained. Results: The participants had a mean age of 49.2 years, 59.5% were female, 38.9% had hypertension, 23.2% reported ST use, and 11.6% reported having T2D. One-third of the subjects with T2D were ST users, and this group showed lower heart rate, systolic BP, body mass index (BMI), and frequency of hypertension when compared with T2D subjects who were not ST users (p < 0.05). In subjects with T2D who were 50 years or older, ST use was associated with a 69% lower frequency of hypertension when compared with subjects without ST use. On logistic regression adjusted by heart rate, age, occurrence of T2D, overweight/obesity, and family history of hypertension, ST use was associated with a 30% lower frequency of hypertension (odds ratio 0.70; 95% confidence interval 0.55 - 0.90). Conclusion: Chimó, a ST frequently used in the Andes region of Venezuela, is associated with lower BP, heart rate, BMI, and frequency of hypertension in subjects with T2D older than 50 years. This counter-intuitive negative association of chimó with some cardiometabolic risk factors highlights the complex nature of these relationships and the need for further studies.
  • Temporal Evaluation of Coronary Revascularization Procedures Performed through the Unified Health System (SUS) in Brazil: a 20-year overview Original Articles

    Bienert, Igor Ribeiro de Castro; Rodrigues, Alexandre; Harada, Érika Airi; Silva, Karoline Lopes; Valente, Amanda Ribeiro; Silva, Paulo André da; Braga, Joao Carlos Moron Saes; Rinaldi, Fabio Salerno; Guimarães, Fábio Villaça; Andrade, Pedro Beraldo de

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Fundamento: As taxas de mortalidade relacionadas à doença aterosclerótica coronariana (DAC) vêm reduzindo nas últimas décadas devido, em parte, aos avanços nas técnicas de revascularização. Objetivos: O objetivo deste estudo foi apresentar um visão dos últimos 20 anos do tratamento da DAC pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. Métodos: Os dados foram obtidos através dos sistemas TABNET e SIGTAP do SUS e através do IBGE. Os procedimentos foram agrupados nas categorias de revascularização percutânea, cirúrgica e percutânea primária. Foram analisados o número de autorizações de internação hospitalar (AIH), duração média de permanência hospitalar, mortalidade hospitalar, valor do repasse total por procedimento e valores médios da AIH e dos serviços profissional e hospitalar. Resultados: Entre 1995 e 2015, houve aumento no número de revascularizações cirúrgicas (de 13.198 a 22.559) e percutâneas (de 10.522 a 66.345). De modo semelhante, o número de angioplastias primárias apresentaram aumento entre 2004 e 2015 (de 1.901 a 8.524). Houve uma queda no tempo médio de permanência hospitalar (de 14,4 a 12,8 dias) e da mortalidade hospitalar (de 7,6% a 5,9%) nas revascularizações cirúrgicas e queda da permanência hospitalar (de 5,3 dias a 3,7 dias) mas manutenção da taxa de mortalidade (2,2%) nas revascularizações percutâneas. Nas angioplastias primárias, o tempo médio de permanência hospitalar variou de 5,3 a 5,6 dias e a taxa de mortalidade variou de 7,94% a 7,43% entre 2004 e 2015, respectivamente. O valor médio do repasse total para as revascularização cirúrgicas variou de R$ 4.327,57 para R$ 12.839,13 e para as revascularizações percutâneas de R$ 2.615,81 a R$ 6.187,87 entre 1995 e 2015, respectivamente. Os valores equivalentes para as angioplastias primárias foram de R$ 5.415,58 em 2004 a R$ 6.581,51 em 2015. Conclusões: O número de procedimentos de revascularização aumentou no Brasil nos últimos 20 anos, juntamente com uma melhora nas taxas de mortalidade e redução no tempo de permanência hospitalar. Observou-se importante defasagem de valores financeiros em relação à inflação acumulada neste período.

    Abstract in English:

    Abstract Introduction: The mortality rates associated with coronary atherosclerotic disease (CAD) have been declining over the past decades driven, in part, by advances in revascularization techniques. Objective: The aim of this study was to provide an overview of the past 20 years in the treatment of CAD delivered by the Brazilian Unified Health Care System (SUS). Methods: The data were obtained from SUS's TABNET and SIGTAP systems and IBGE. The procedures were grouped into the categories percutaneous, surgical, and primary percutaneous revascularizations. The analysis included the number of hospital admission authorizations (AIH), mean length of hospital stay, in-hospital mortality, mean total amount paid by procedure, and mean values paid per AIH and for professional and hospital services. Results: Between 1995 and 2015, there were increases in the number of surgical revascularizations (from 13,198 to 22,559) and percutaneous revascularizations (from 10,522 to 66,345). Similarly, the number of primary angioplasties increased between 2004 and 2015 (from 1,901 to 8,524). There was a decrease in the mean length of hospital stay (from 14.4 to 12.8 days) and hospital mortality (from 7.6% to 5.9%) for surgical revascularizations, and decrease in mean length of hospital stay (from 5.3 days to 3.7 days) but maintenance of the mortality rates (2.2%) for percutaneous revascularizations. In primary angioplasties, the mean length of hospital stay varied from 5.3 to 5.6 days and the mortality rate varied from 7.94% to 7.43% between 2004 and 2015, respectively. The mean total amount paid for surgical revascularization varied from R$ 4,327.57 to $12,839.13 and for percutaneous revascularizations from R$ 2,615.81 to $6,187.87 between 1995 and 2015, respectively. Corresponding values for primary angioplasties were R$ 5,415.58 in 2004 to R$ 6,581.51 in 2015. Conclusions: The number of revascularization procedures increased in Brazil over the past 20 years, with an improvement in mortality rates and decrease in length of hospital stay. There was a substantial lag in economic values relative to the inflation accumulated during the period.
  • Doppler Echocardiographic Follow-Up of Mitral and Aortic Regurgitation in Children and Adolescents with Subclinical and Mild Rheumatic Carditis Original Articles

    Carvalho, Lelia Maria de Almeida; Araújo, Fátima Derlene da Rocha; Meira, Zilda Maria Alves

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Fundamento: As cardites reumáticas leve e subclínica se diferenciam basicamente pela ausculta de sopro regurgitativo mitral. A evolução destas formas não está bem estabelecida na literatura. Objetivo: Avaliar a evolução das cardites reumáticas leve e subclínica, considerando as valvites mitral e/ou aórtica (fase aguda) e a regressão, manutenção ou piora delas ao final do seguimento (fase crônica). Métodos: Estudo retrospectivo, longitudinal, incluindo pacientes com cardites reumáticas leve e subclínica. A evolução ecocardiográfica das valvites mitral e/ou aórtica foi comparada nos dois grupos, considerando a análise ao final do seguimento. Foram utilizados o teste qui quadrado e as curvas de sobrevida de Kaplan-Meier, com nível de significância p < 0,05. Resultados: Foram incluídos 125 pacientes, sendo 69 (55,2%) com cardite reumática subclínica e 56 (44,8%) com cardite reumática leve, com média de idade na fase aguda de 10,4 ± 2,6 anos e, ao final do estudo, de 19,9 ± 4,6 anos. O tempo de seguimento variou de 2 a 23 anos (média: 9,38 ± 4,3 anos). Na fase aguda, a regurgitação mitral leve/moderada ou moderada foi mais frequente nos pacientes com cardite reumática leve (p = 0,001). A regurgitação aórtica leve ou leve/moderada também foi mais comum no grupo de cardite reumática leve (p = 0,045). Na fase crônica, observou-se que tanto a regurgitação mitral (p < 0,0001) quanto a regurgitação aórtica (p = 0,009) foram mais frequentes nos pacientes com cardite reumática leve, e a sobrevida livre de valvopatia residual foi maior no grupo de cardite reumática subclínica (p = 0,010). A regurgitação mitral residual foi maior no grupo de cardite reumática leve p < 0,0001), e a regurgitação aórtica residual foi semelhante nos dois grupos (p = 0,099). Conclusão: A resolução da regurgitação mitral foi maior nos pacientes com cardite reumática subclínica, e a involução da regurgitação aórtica foi menos frequente e semelhante nos dois grupos.

    Abstract in English:

    Abstract Background: Mild rheumatic carditis (MRC) and subclinical rheumatic carditis (SRC) are basically differentiated through auscultation of mitral regurgitation murmur. The evolution of these forms is not well established in the literature. Objective: To evaluate the evolution of mild and subclinical rheumatic carditis, considering mitral and aortic regurgitation (acute phase) and regression, maintenance or worsening of these diseases at the end of follow-up (chronic phase). Methods: Retrospective, longitudinal study, including patients with mild and subclinical rheumatic carditis. The echocardiographic evolution of mitral and aortic regurgitation was compared in both groups, considering the analysis at the end of follow-up. The Chi-square test and Kaplan-Meier survival curves were used, with significance level established at p < 0.05. Results: A total of 125 patients were included, 69 (55.2%) with subclinical rheumatic carditis and 56 (44.8%) with mild rheumatic carditis, with a mean age in the acute phase of 10.4 ± 2.6 years and, at the end of study, 19.9 ± 4.6 years. The time of follow-up ranged from 2 to 23 years (mean: 9.38 ± 4.3 years). In the acute phase, mild/moderate or moderate mitral regurgitation was more frequent in patients with mild rheumatic carditis (p = 0.001). Mild or mild/moderate aortic regurgitation was also more common in the mild rheumatic carditis group (p = 0.045). In the chronic phase, we observed that both mitral (p < 0.0001) and aortic regurgitation (p = 0.009) were more frequent in patients with mild rheumatic carditis, and survival free of rheumatic heart disease was higher in the subclinical rheumatic carditis group (p = 0.010). Residual mitral regurgitation was higher in the mild rheumatic carditis group p < 0.0001), and residual aortic regurgitation was similar in both groups (p = 0.099). Conclusion: Mitral regurgitation resolution was higher in patients with subclinical rheumatic carditis, and the involution of aortic regurgitation was less frequent and similar in both groups. (Int J Cardiovasc Sci. 2017;30(5):391-400)
  • Hypertensive Adolescents: Correlation with Body Mass Index and Lipid and Glucose Profiles Original Articles

    Baroncini, Liz Andréa Villela; Sylvestre, Lucimary de Castro; Baroncini, Camila Varotto; Giroldo, Marcieli da Luz; Précoma, Dalton Bertolim; Pecoits, Roberto

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Fundamento: A presença de hipertensão durante a adolescência está correlacionada a mudanças metabólicas, obesidade e sobrepeso. Objetivos: Correlacionar o perfil lipídico e glicêmico de adolescentes hipertensos e não hipertensos com idade, sexo, índice de massa corpórea (IMC), peso e altura. Métodos: Foram selecionados 53 adolescentes hipertensos e 182 adolescentes saudáveis não hipertensos. Os adolescentes foram divididos em três grupos: grupo I (GI; n = 108, 58 do sexo masculino, idade média 15,2 ± 2,2 anos), que incluiu adolescentes saudáveis não hipertensos, filhos de pais saudáveis e sem diagnóstico de dislipidemia, hipertensão ou diabetes; grupo II (GII; n = 53, 28 do sexo masculino, idade média 13,9 ± 1,4 anos), que incluiu adolescentes com hipertensão confirmada; e grupo III (GIII; n = 74, 31 do sexo masculino, idade média 14,9 ± 2,2 anos), que incluiu adolescentes saudáveis não hipertensos, cujos pais possuíam diagnóstico de dislipidemia, hipertensão ou diabetes. Resultados: Sexo e peso não apresentaram diferença significativa entre os grupos. Os sujeitos no GII eram em geral mais jovem (ao redor de 1 ano), mais baixos e com IMC mais alto em comparação aos do GI e GIII. Após ajustes para idade e IMC, o GII apresentou valores mais altos de glicose e LDL-colesterol e mais baixos de HDL-colesterol em relação ao GI e GIII. Os valores de colesterol total e triglicerídeos não diferiram entre os grupos. O GI e GIII não apresentaram diferenças significativas em relação às variáveis estudadas. Conclusão: Adolescentes hipertensos apresentaram valores mais elevados de IMC e de glicose e LDL-colesterol séricos, além de níveis mais reduzidos de HDL-colesterol. Esses achados revelam que as mudanças no metabolismo glicídico e no perfil lipídico que ocorrem durante a adolescência podem ser influenciadas pela presença de hipertensão durante esta fase do desenvolvimento.

    Abstract in English:

    Abstract Background: The occurrence of hypertension during adolescence correlates with metabolic changes, obesity, and overweight. Objective: To correlate the lipid and glucose profiles of hypertensive and nonhypertensive adolescents with age, gender, body mass index (BMI), weight, and height. Methods: We selected 53 hypertensive adolescents and 182 healthy, nonhypertensive adolescents. The adolescents were divided into three groups: group I (GI; n = 108, 58 males, mean age 15.2 ± 2.2 years), consisted of healthy, nonhypertensive adolescents of healthy parents without a diagnosis of hypertension, dyslipidemia, or diabetes; group II (GII, n = 53, 28 males, mean age 13.9 ± 1.4 years), consisted of adolescents with confirmed hypertension; and group III (GIII; n = 74, 31 males, mean age 14.9 ± 2.2 years), consisted of healthy, nonhypertensive adolescents of parents with a diagnosis of hypertension, dyslipidemia, or diabetes. Results: Gender and weight did not differ significantly among the groups. The subjects in GII were overall younger (around 1 year), shorter, and had a higher BMI compared with those in GI and GIII. After adjustment for age and BMI, GII presented higher glucose and LDL-C levels and lower HDL-C levels compared with GI and GIII. Total cholesterol and triglycerides levels showed no differences between groups. GI and GIII had no significant differences with regard to the analyzed variables. Conclusion: Hypertensive adolescents showed higher values of BMI, and serum glucose and LDL-C levels, and lower serum HDL-C levels. These findings reveal that the changes in lipid profile and glucose metabolism that occur during adolescence may be influenced by the occurrence of hypertension during this developmental phase.
  • Effectiveness of Medical and Revascularization Procedures as the Initial Strategy in Stable Coronary Artery Disease: A Cohort Study Original Articles

    Furtado, Mariana Vargas; Araujo, Gustavo Neves de; Jost, Mariana Ferreira; Americo, Andre Dias; Peruzzo, Nicolas; Nasi, Guilherme; Telo, Guilherme Heiden; Borges, Flavia Kessler; Polanczyk, Carisi Anne

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Fundamento: A cirurgia de revascularização miocárdica (CRM) e a intervenção coronária percutânea (ICP) são estratégias amplamente utilizadas no manejo da doença arterial coronariana (DAC) estável. Objetivo: Avaliar o prognóstico de pacientes com DAC estável inicialmente tratada com terapia médica (TM), em comparação com os pacientes submetidos a procedimentos de revascularização. Métodos: Estudo prospectivo de coorte com 560 pacientes ambulatoriais de um hospital terciário com seguimento médio de 5 anos. Os pacientes foram classificados nos grupos TM (n = 288), ICP (n = 159) e CRM (n = 113) de acordo com sua estratégia inicial de tratamento. Os desfechos primários foram mortalidade global e eventos combinados de morte, síndrome coronária aguda e AVC. Resultados: Durante o seguimento, as taxas de mortalidade foram de 11,1% em TM, 11,9% em ICP e 15,9% em pacientes submetidos à CRM, sem diferença estatística (Hazard Ratio [HR] para ICP, 1,05; Intervalo de Confiança de 95% [IC95%], 0,59 a 1,84; e HR para CRM, 1,20; IC95%, 0,68 a 2,15). Os desfechos combinados ocorreram com maior frequência entre os pacientes inicialmente submetidos à ICP em relação à TM (HR 1,50, IC 95% 1,05 a 2,14) e não diferiram entre TM e CRM (HR 1,24, IC95% 0,84 a 1,83). Entre os pacientes com diabetes (n = 198), a ICP foi a única estratégia terapêutica preditiva de desfechos combinados (HR 2,14; IC 95%: 1,25 a 3,63). Conclusão: Neste estudo observacional de doença arterial coronariana estável, não houve diferença na mortalidade global entre as estratégias iniciais de terapia médico ou de cirurgia de revascularização. Os pacientes inicialmente tratados com ICP tiveram maior chance de desenvolver eventos cardiovasculares maiores combinados.

    Abstract in English:

    Abstract Background: Coronary artery bypass grafting surgery (CABG) and percutaneous coronary intervention (PCI) are widely-used strategies in the management of stable coronary artery disease (CAD). Objective: To evaluate the prognosis of patients with stable CAD initially treated by medical therapy (MT), compared to the patients who were submitted to revascularization procedures. Methods: We conducted a prospective cohort study of 560 patients from an outpatient clinic in a tertiary hospital, with a mean follow-up of 5 years. Patients were classified into MT (n = 288), PCI (n = 159) and CABG (n=113) groups according to their initial treatment strategy. Primary endpoints were overall mortality and combined events of death, acute coronary syndrome, and stroke. Results: During follow-up, death rates were 11.1% in MT, 11.9% in PCI and 15.9% in CABG patients, with no statistical difference (hazard ratio [HR] for PCI, 1.05; 95% confidence interval [95%CI], 0.59 to 1.84; and HR for CABG, 1.20; 95% CI: 0.68 to 2.15). Combined outcomes occurred more often among patients initially submitted to PCI compared to MT (HR 1.50, 95% CI 1.05 to 2.14), and did not differ between MT and CABG patients (HR 1.24, 95% CI 0.84 to 1.83). Among patients with diabetes (n=198), PCI was the only therapeutic strategy predictive of combined outcomes (HR 2.14; 95% CI 1.25 to 3.63). Conclusion: In this observational study of stable coronary artery disease, there was no difference in overall mortality between initial medical therapy or revascularization surgery strategies. Patients initially treated with PCI had greater chance to develop combined major cardiovascular events.
  • Association of Central Obesity with The Incidence of Cardiovascular Diseases and Risk Factors Original Articles

    Barroso, Taianah Almeida; Marins, Lucas Braga; Alves, Renata; Gonçalves, Ana Caroline Souza; Barroso, Sérgio Girão; Rocha, Gabrielle de Souza

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Fundamento: A obesidade tem sido apontada como um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. Objetivo: Avaliar a associação da obesidade central com a incidência de doenças e fatores de risco cardiovascular. Métodos: Estudo transversal, realizado com pacientes atendidos em um ambulatório de síndrome metabólica, que apresentavam índice de massa corporal ≥ 24,9 kg/m2. Foram analisados o estado nutricional, os exames laboratoriais (perfil lipídico e glicemia) e o uso de anti-hipertensivos. Os participantes foram estratificados em grupos em relação à presença ou à ausência dos seguintes fatores de risco: diabetes, hipertensão e dislipidemia. Resultados: Mulheres (n = 39), com idade média de 44,18 ± 14,42 anos, sendo 70% obesos e 38% hipertensos corresponderam à maioria da amostra estudada. A circunferência abdominal encontrada foi de 110,19 cm ± 15,88 cm; os triglicerídeos de 153,72 mg/dL ± 7,07 mg/dL; a glicemia de jejum de 188,6 mg/dL ± 116 mg/dL. Foi encontrada associação significativa entre a relação cintura/estatura e os achados de hipertensão (p = 0,007); entre o volume de gordura visceral e diabetes (p = 0,01); entre o índice de conicidade e os achados de hipertensão (p = 0,009) e diabetes (p = 0,006). Não foi encontrada associação significativa entre o índice de massa corporal e circunferência abdominal com os achados de hipertensão, diabetes e dislipidemia. Conclusão: A obesidade central esteve associada a uma maior incidência de desenvolvimento de fatores de risco relacionados a doenças cardiovasculares.

    Abstract in English:

    Abstract Background: Obesity has been identified as a major risk factor for cardiovascular disease. Objective: To evaluate the association of central obesity with the incidence of cardiovascular diseases and risk factors. Methods: This was a cross-sectional study, carried out with patients treated at a metabolic syndrome outpatient clinic, with body mass index ≥ 24.9 kg/m2. Nutritional status, laboratory tests (lipid and glycemic profile) and blood pressure status were analyzed. Participants were stratified into groups regarding the presence or absence of risk factors: diabetes, hypertension, and dyslipidemia. Results: Women (n = 39), mean age of 44.18 ± 14.42 years, of which 70% were obese and 38% were hypertensive, corresponded to most of the studied sample. Abdominal circumference was 110.19 cm ± 15.88 cm; levels of triglycerides were 153.72 mg/dL ± 7.07 mg/dL; and fasting glycemia was 188.6 mg/dL ± 116 mg/dL. A significant association was found between the waist/height ratio and the findings of hypertension (p = 0.007); between visceral fat volume and diabetes (p = 0.01); between the conicity index and the findings of hypertension (p = 0.009) and diabetes (p = 0.006). No significant association was found between body mass index and waist circumference with findings of hypertension, diabetes and dyslipidemia. Conclusion: Central obesity was associated with a higher incidence of development of risk factors related to cardiovascular diseases.
  • Cardiorenal Syndrome Type 2: A Strong Prognostic Factor of Survival Original Articles

    Salim, Arous; Benouna, Mohamed El Ghali; Habbal, Rachida; El Mourid, Monia

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Fundamento: A insuficiência renal é comum em pacientes com insuficiência cardíaca crônica, com uma prevalência entre 20% a 57%, e está associada a um mau prognóstico e um alto risco de reinternações. Objetivo: O objetivo deste estudo foi apresentar características epidemiológicas, clínicas e terapêuticas de pacientes marroquinos com insuficiência cardíaca crônica que desenvolveram insuficiência renal crônica. Métodos: Foram avaliados 563 pacientes acompanhados por insuficiência cardíaca crônica na Unidade de Insuficiência Cardíaca do Departamento de Cardiologia do Hospital Universitário de Ibn Rushd em Casablanca, Marrocos, entre 30 de julho de 2012 e 30 de julho de 2016. Os pacientes foram divididos em dois grupos de acordo com a presença ou ausência de síndrome cardiorrenal. Resultados: Em comparação a pacientes que não desenvolveram síndrome cardiorrenal, os pacientes com síndrome cardiorrenal tenderam a ser mais velhos, hipertensos e diabéticos. Clinicamente, uma porcentagem mais alta dos pacientes apresentou dispneia estágio III ou IV. Biologicamente, os pacientes com SCR apresentaram níveis menores de hemoglobina e níveis plasmáticos maiores de ácido úrico. Em relação aos achados ecocardiográficos, esses pacientes também apresentaram menor FE do ventrículo esquerdo, com maior prevalência de hipertensão ventricular direita e hipertensão pulmonar, e maior risco de readmissão hospitalar (p < 0,0001). Conclusão: A deterioração da função renal na insuficiência renal crônica está associada com um pior prognóstico, incluindo um maior risco de readmissão hospitalar, eventos cardiovasculares, e morte. Maior atenção deve ser dada a pacientes idosos, diabéticos, com valores muito baixos de fração de ejeção do ventrículo esquerdo ou com hipertensão pulmonar.

    Abstract in English:

    Abstract Background: Renal failure is common in patients with chronic heart failure, with a prevalence ranging from 20 % to 57% worldwide. It is associated with a poor prognosis and a high risk of readmission. Objectives: The purpose of our study is to show the epidemiological, clinical, paraclinical and therapeutic features of Moroccan patients with chronic heart failure who had developed a chronic renal failure. The endpoints were cardiac death and any cause of hospitalization. Methods: 563 patients followed for chronic heart failure at the heart failure unit in the Department of Cardiology of the University Hospital Ibn Rushd of Casablanca in Morocco, between July 30, 2012 and July 30, 2016 were assessed. Patients were divided into two groups according to the presence or absence of cardiorenal syndrome. Results: Compared to patients who had no cardiorenal syndrome, patients with cardiorenal syndrome tended to be more aged, hypertensive and diabetic. Clinically more patients were at dyspnea stage III or IV. Biologically their hemoglobin was lower and their blood uric acid level was higher. Regarding echocardiography, their ejection fraction of the left ventricle was lower, with more of systolic dysfunction of the right ventricle and pulmonary hypertension in the CRS group, with a higher risk of readmission (p < 0.0001). The mortality was significantly higher in the group CRS (p < 0.0001). Conclusion: The deterioration of renal function in chronic renal failure is associated with poor prognosis, including a high risk of rehospitalization, cardiovascular events and death. Patients who are elderly, diabetic, with a low left ventricular ejection fraction and pulmonary hypertension are the most concerned.
  • Arterial Stiffness: Pathophysiological and Genetic Aspects Review Articles

    Alvim, Rafael de Oliveira; Santos, Paulo Caleb Junior Lima; Bortolotto, Luiz Aparecido; Mill, José Geraldo; Pereira, Alexandre da Costa

    Abstract in Portuguese:

    Resumo As doenças cardiovasculares (DCV) são a principal causa de morte e representam uma percentagem significativa das internações. No cenário de minimização dos custos ao sistema de saúde, métodos que identifiquem DCV subclínica seriam importantes. Algumas diretrizes incluem a medida da rigidez aórtica e da espessura íntima-média da artéria carótida como métodos para identificação de DCV subclínica em hipertensos. A velocidade de onda de pulso (VOP) é considerada padrão-ouro para avaliar a rigidez arterial. Nesta revisão, abordamos a fisiopatologia e os determinantes da rigidez arterial e justificamos sua inclusão na avaliação do paciente hipertenso dada a associação direta com o risco cardiovascular, como estabelecido na I Diretriz Brasileira de Prevenção Cardiovascular. Apresentamos ainda os principais estudos genéticos deste fenótipo que, dada sua complexidade, pode ser modulado por dezenas de genes. No entanto, um melhor entendimento da relação genética-rigidez arterial, e até mesmo uma intervenção baseada em genótipos, devem ser investigadas em estudos futuros.

    Abstract in English:

    Abstract Cardiovascular diseases (CVD) are the main cause of mortality and it represents a significant percentage of hospitalizations. In the scenario of minimization of costs of the health system, methods that identify subclinical CVD would be important. Some guidelines include the measures of aortic stiffness and intima-media thickness of the carotid artery as methods to identify subclinical CVD in hypertensive patients. The pulse wave velocity (PWV) is the gold standard for the evaluation of arterial stiffness. In this review, we report the pathophysiology, the determinants of arterial stiffness, and justify its inclusion in the assessment of hypertensive patient due its direct association with cardiovascular risk, as show in the I Diretriz Brasileira de Prevenção Cardiovascular. In addition, we raised the main genetic studies of this phenotype, due to its complexity, can be modulated by dozens of genes. However, a better understanding of the relationship genetic-arterial stiffness and, even an intervention based on genotypes, should be achieved in future studies.
  • Antiplatelet Agents in Acute Coronary Syndromes Review Articles

    Andrade, Pedro Beraldo de; Borges, Leonardo Silva Roever

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Em condições de equilíbrio, a hemostasia é mantida através de uma complexa interação entre endotélio, plaquetas e fatores de coagulação. Situações que cursam com injúria e descontinuidade do revestimento endotelial estimulam a adesão, ativação e agregação de plaquetas, culminando com a formação de trombos arteriais ou venosos. Neste contexto, a terapia antiplaquetária ocupa um papel de destaque no manejo das patologias advindas deste processo, notadamente as síndromes coronarianas agudas.O maior domínio conceitual dos receptores, agonistas e antagonistas das cascatas fisiopatológicas envolvidasneste processo possibilitou o desenvolvimento de novos fármacos e o refinamento da terapêutica atual, tornando necessário o pleno conhecimento do arsenal antiplaquetário no que tange à sua indicação, posologia, momento de administração e duração do tratamento. O objetivo desta revisão é definir o papel dos fármacos antiplaquetários no manuseio da síndrome coronariana aguda, revisitando aspectos já consolidados e abordando tópicos atuais e ainda controversos acerca do tema.

    Abstract in English:

    Abstract Under balanced conditions, hemostasis is maintained by a complex interaction between endothelium, platelets, and coagulation factors. Situations involving injury and discontinuation of the endothelial lining stimulate the adhesion, activation, and aggregation of platelets, culminating in the formation of arterial or venous thrombi. In this context, antiplatelet therapy occupies a prominent role in the management of pathologies arising from this process, notably acute coronary syndromes. The increased conceptual understanding of receptors, agonists, and antagonists of the pathophysiological cascades involved in this process has allowed the development of new drugs and refinement of the current therapy, demanding a complete knowledge of the arsenal of antiplatelet agents with respect to their indication, dosage, moment of administration, and duration of treatment. The objective of this review is to define the role of antiplatelet drugs in the management of acute coronary syndrome, revisiting aspects that have been already consolidated and addressing current and still controversial topics on the subject.
  • Use of Thrombolysis in PE Said to be of no High-Risk, which Presents Acute Cor Pulmonale Case Reports

    Guenther, Nicolle Lopes; Nunes, Nágela Simão Vinhosa; Souza, Valdênia Pereira de; Souza, Ronaldo Vegni e
  • Risk Correlation between Obstructive Sleep Apnea and Heart Failure in Primary Care Brief Communication

    Leite, Adson Renato; Macedo, Erica de Abreu; Jorge, Antonio José Lagoeiro; Rosa, Maria Luiza Garcia
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