Levantamento de Calliphoridae, Fanniidae, Muscidae e Sarcophagidae em um fragmento de mata na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, Brasil

Calliphoridae, Fanniidae, Muscidae and Sarcophagidae in a rainforest fragment in Ilha do Governador, Rio de Janeiro, Brasil

Marcelo J. F. Leandro José M. D'Almeida Sobre os autores

Resumos

Os principais objetivos deste trabalho foram o estudo da diversidade dos dípteros das famílias Calliphoridae, Fanniidae, Muscidae e Sarcophagidae em um fragmento de Mata Atlântica localizado na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, Brasil, entre julho de 2001 e julho de 2002. Foi também analisada ocorrência das espécies mais freqüentes das famílias estudadas de acordo com a variação temporal na área do fragmento. As coletas foram feitas com armadilhas, utilizando iscas de peixe em decomposição. A espécie mais freqüente e constante foi Chrysomya megacephala (Fabricius, 1794) que é exótica e foi introduzida há pouco mais de vinte anos no continente americano.

Diptera; fragmento; Mata Atlântica; Ilha do Governador


This paper aimed to study the diversity of dipterans of the families Calliphoridae, Fanniidae, Muscidae and Sarcophagidae in a fragment of the Atlantic rainforest located in the Ilha do Governador, Rio de Janeiro State, Brazil, from July 2001 to July 2002. The temporal variation occurrence of the most frequent species of the studied families in the fragment was also analyzed. The collections were performed with traps using baits of rotten fish. The most frequent and most constant species was Chrysomya megacephala (Fabricius, 1794) which is exotic and was introduced about twenty years ago in the American Continent.

Diptera; fragment; Atlantic rainforest; Ilha do Governador


Levantamento de Calliphoridae, Fanniidae, Muscidae e Sarcophagidae em um fragmento de mata na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, Brasil

Calliphoridae, Fanniidae, Muscidae and Sarcophagidae in a rainforest fragment in Ilha do Governador, Rio de Janeiro, Brasil

Marcelo J. F. LeandroI; José M. D'AlmeidaII

IInstituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas, Departamento de Micro, Imuno e Parasitologia, Serviço de Imunologia, Fundação Oswaldo Cruz, Avenida Brasil, 4365, 21.045-900 Rio de Janeiro, RJ, Brasil (mfleandro@gmail.com)

IIUniversidade Federal Fluminense (UFF), Departamento de Biologia Geral, Instituto de Biologia, Campus do Valonguinho, Outeiro de São João Batista, s/nº, 24.020-150 Niterói, RJ, Brasil. (dalmeida@vm.uff.br)

RESUMO

Os principais objetivos deste trabalho foram o estudo da diversidade dos dípteros das famílias Calliphoridae, Fanniidae, Muscidae e Sarcophagidae em um fragmento de Mata Atlântica localizado na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, Brasil, entre julho de 2001 e julho de 2002. Foi também analisada ocorrência das espécies mais freqüentes das famílias estudadas de acordo com a variação temporal na área do fragmento. As coletas foram feitas com armadilhas, utilizando iscas de peixe em decomposição. A espécie mais freqüente e constante foi Chrysomya megacephala (Fabricius, 1794) que é exótica e foi introduzida há pouco mais de vinte anos no continente americano.

Palavras-chave: Diptera, fragmento, Mata Atlântica, Ilha do Governador.

ABSTRACT

This paper aimed to study the diversity of dipterans of the families Calliphoridae, Fanniidae, Muscidae and Sarcophagidae in a fragment of the Atlantic rainforest located in the Ilha do Governador, Rio de Janeiro State, Brazil, from July 2001 to July 2002. The temporal variation occurrence of the most frequent species of the studied families in the fragment was also analyzed. The collections were performed with traps using baits of rotten fish. The most frequent and most constant species was Chrysomya megacephala (Fabricius, 1794) which is exotic and was introduced about twenty years ago in the American Continent.

Keywords: Diptera, fragment, Atlantic rainforest, Ilha do Governador.

A Mata Atlântica é uma das florestas tropicais mais ameaçadas pela ocupação humana e em décadas mais recentes, foi quase que inteiramente devastada para a produção de cana-de-açúcar, café e cacau, restando menos de 5% da vegetação original (MYERS, 1986). O restante da floresta está dividido em fragmentos isolados de diversos tamanhos e em diferentes estágios de sucessão secundária (PAGLIA et al., 1995) que, muito provavelmente, não dão suporte às populações de várias espécies que necessitam de grandes áreas para poder existir.

Para WILCOVE et al. (1986), a fragmentação do habitat é o processo pelo qual uma grande e contínua área é tanto reduzida em sua extensão, quanto dividida em duas ou mais partes. É relativamente pouco o que se sabe sobre os efeitos de fragmentação de habitat sobre as comunidades de invertebrados (OFFERMAN et al., 1995; DIDHAM, 1997) e muitos deles podem ser bons indicadores biológicos devido ao seu ciclo vital curto e à baixa resistência a desequilíbrios ambientais (KREMEN et al., 1993; BROWN & HUTCHINGS, 1997).

A Ilha do Governador, como tantas áreas, sofreu e continua sofrendo constantes alterações ambientais, relacionadas principalmente com a expansão urbana. Mesmo assim, apresenta três fragmentos de Mata Atlântica, todos inseridos em áreas militares. Diferentes parâmetros são utilizados para avaliar os impactos ambientais sobre as áreas verdes, dentre os quais pode-se citar a substituição da dipterofauna de muscoídeos silvestres pela sinantrópica. Objetiva-se estudar a diversidade das famílias Calliphoridae, Fanniidae, Muscidae e Sarcophagidae (Diptera) em um fragmento de Mata Atlântica no Rio de Janeiro (RJ) e avaliar as variações temporais desses insetos.

MATERIAL E MÉTODOS

O estudo foi realizado na Ilha do Governador, Município do Rio de Janeiro, em fragmento de Mata Atlântica localizado em uma área da Marinha do Brasil (22º 49' 3'' – 22º 49' 54'' S; 43º 10' – 43º 12' 36'' W), com aproximadamente quatro hectares.

Para a captura dos dípteros muscóides, foram utilizadas armadilhas descritas por FERREIRA (1978) e modificadas por KHOURI (1995), empregando como isca sardinha com 48 horas de exposição ambiental.

Realizaram-se duas coletas mensais no período de julho de 2001 a junho de 2002. No local de coleta foram montadas quatro armadilhas, contendo cada uma 100 g de isca e colocadas a 50 cm do solo, distanciadas pelo menos 5 m entre si.

Após um período de 24 horas de exposição, as armadilhas foram retiradas e os espécimens coletados levados ao Laboratório de Diptera do Museu Nacional, Rio de Janeiro, para identificação.

Os espécimens foram identificados com o auxílio de microscópio estereoscópio e utilização de chaves de identificação específicas, para califorídeos (MELLO, 2003); faniídeos (ALBUQUERQUE et al., 1981) e muscídeos (CARVALHO & COURI, 2002). A identificação dos sarcofagídeos foi efetuada com o auxílio da Dra. Cátia de Mello-Patiu, do Setor de Diptera do Museu Nacional do Rio de Janeiro.

Os dados climatológicos de temperatura e de pluviosidade referentes ao período de coleta foram obtidos através da página eletrônica da FUNDAÇÃO GEO-RIO (2002).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foram capturados 3.440 exemplares de 45 espécies (Tab. I). O número pode ser considerado pequeno, mas TURNER (1996) constatou que quanto menor o fragmento, menor o número de espécies e menor a densidade, apesar das exceções (LOMAN & VON SCHANTZ, 1991; LUCZAK, 1991; PUNTILLA et al., 1994).

Do número total de espécimens, 2.267 pertencem à família Calliphoridae, representando 65,9% do número de indivíduos coletados (Tab. I). Dentre as espécies capturadas, Chrysomya megacephala foi a mais numerosa (1349; 59,5%) e mais constante, segundo índice proposto por BODENHEIMER (1955) (Tab. II). Esta espécie teve seu pico no verão, quando foram obtidos 535 indivíduos, tendo sido a mais abundante nos estudos de D'ALMEIDA & LOPES (1983), que a consideraram sinantrópica na região metropolitana do Rio de Janeiro.

É importante ressaltar que somente na segunda metade da década de 1970 que C. megacephala foi introduzida no continente americano (GUIMARÃES et al., 1978, 1979; BAUMGARTNER & GREENBERG, 1984). Esta espécie, junto com outros califorídeos introduzidos, dispersou-se rapidamente, causando um declínio significativo em populações nativas (GUIMARÃES et al., 1979; BAUMGARTNER & GREENBERG, 1984; DEAR, 1985). Segundo PRADO & GUIMARÃES (1982), C. megacephala é uma espécie r-estrategista, de hábito alimentar generalista, daí a possibilidade de se adaptar em variados ambientes, inclusive em fragmentos de mata. Segundo DIDHAM et al. (1996), as espécies generalistas e oportunistas respondem melhor às mudanças ambientais do que as especialistas.

Chrysomya albiceps (Wiedemann, 1819), C. putoria (Wiedemann, 1830) e Phaenicia eximia (Wiedemann, 1819), também pertencentes à família Calliphoridae, foram consideradas constantes (Tab. II). Chrysomya albiceps foi a segunda espécie mais coletada, com 546 exemplares, sendo 281 deles (51,46% do total de indivíduos da espécie) coletados no período de inverno (Tab. II). Outro fator que provavelmente contribui para a sua alta abundância, foi o fato da espécie ser uma k-estrategista, com larvas incorporando de forma máxima o alimento, em um período curto de tempo (PRADO & GUIMARÃES, 1982). Segundo D'ALMEIDA & LOPES (1983), foi mais coletada em peixe, sendo rara na mata e o sucesso em sua disseminação pelo país pode estar associado ao hábito predador de suas larvas.

Chrysomya putoria teve apenas 66 exemplares coletados, sendo a espécie menos abundante do gênero (Tab. II). Teve sua maior representatividade na primavera, quando foram coletados 35 indivíduos. Segundo Madeira et al. (1982), possui ampla variação de ambientes ecológicos, contrariando trabalhos anteriores que destacavam-na como sinantrópica (LINHARES, 1981a; FERREIRA, 1978; D'ALMEIDA & LOPES, 1983). Há que se ressaltar que a classificação utilizada por MADEIRA et al. (1982) varia de acordo com a zona climática. Segundo FERREIRA (1978), C. putoria teria dispersão mais rápida que a das outras espécies do gênero no país, entretanto talvez não seja a mais abundante pelos tipos de estratégia por ela adotada.

Phaenicia eximia teve coletados 143 exemplares, sendo a terceira espécie mais capturada do gênero (Tab. II). Sua maior representatividade ocorreu na primavera, com 51 indivíduos. Segundo MELLO (1961), P. eximia seria, na década de 1950, a espécie mais abundante e com maior população em todo o Brasil, principalmente em ambientes florestais; MADEIRA et al. (1982) reiteraram suas palavras com seu estudo em ambiente de mata.

Foram capturados 120 espécimens de Chloroprocta idioidea (Towsend, 1935) (Tab. II), entretanto a espécie não se apresentou constante, e sim acidental, com freqüência extremamente irregular. Foi coletada em apenas quatro ocasiões, sendo que em uma delas em janeiro, na estação do verão, ocorreu seu pico populacional, com 116 indivíduos. Trata-se de uma espécie de bionomia desconhecida; o pouco que se conhece deve-se a relato do Professor Hugo de Souza Lopes, que encontrou este califorídeo associado a cupinzeiros (Rubens P. de Mello, comunic. pess.). D'ALMEIDA & LOPES (1983) coletaram 76,82% dos indivíduos desta espécie na Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro e 50% deles na estação do verão, enquanto que, no presente trabalho, foram coletados em fragmento de mata, também no mesmo município.

De uma forma geral, a família Calliphoridae foi a mais representativa devido aos números obtidos com as coletas de C. megacephala, que provavelmente refletem sua facilidade de adaptação e conseqüente colonização de novos ambientes. Outro fator que pode ter contribuído para tanto é o fato da colônia de pescadores ser contígua à área de proteção ambiental, o que pode ter facilitado a invasão de moscas consideradas sinantrópicas.

Dos 426 indivíduos da família Fanniidae, 213 (50%) tiveram maior abundância no inverno (Tab. I). Desta família, a única espécie constante foi Fannia canicularis (Linnaeus, 1761), com 56 exemplares coletados (Tab. III). Deve ser ressaltada a dificuldade de coletar os exemplares desta espécie, pois os machos não adentravam as armadilhas, ficando "enxameando" do lado de fora e, conseqüentemente, dificultando as identificações posteriores no laboratório, pelo seu baixo número.

Os muscídeos foram mais abundantes no verão, quando 163 (38%) dos 429 indivíduos foram capturados (Tab. I), sendo as espécies consideradas constantes: Atherigona orientalis Schiner, 1868; Neomuscina pictipennis (Bigot, 1868) e Synthesiomyia nudiseta (Wulp, 1883), com 171, 117 e 74 espécimens coletados, respectivamente (Tab. IV). Atherigona orientalis e S. nudiseta são, segundo LINHARES (1981b) e D'ALMEIDA (1993), espécies bem adaptadas aos centros urbanos, o que faz crer que suas presenças podem estar associadas à forte pressão da área urbana que circunda a mata ou a uma vantagem competitiva frente a outras espécies. Neomuscina pictipennis foi um dos muscídeos mais frequentes (27,27 %) no fragmento de mata estudado. Segundo D'ALMEIDA (1993), foi encontrada apenas em área florestal.

Entre os 318 representantes da família Sarcophagidae, 100 (31,4%) foram mais abundantes na primavera: Oxysarcodexia amorosa (Schiner, 1868), Peckia (Peckia) chrysostoma (Wiedemann, 1830) e Sarcodexia lambens (Wiedemann, 1830) foram as espécies constantes (Tabs. I, V ).

  • Houve correlação negativa entre o número total de indivíduos e a umidade relativa do ar (-0,76), e negativa entre esse mesmo número de exemplares e as médias de temperatura (-0,11) e pluviosidade (-0,07) nas estações do ano.

    Com os resultados obtidos, pode-se inferir que, apesar de estar em uma área protegida, o fragmento de mata encontra-se impactado, devido à presença significativa das espécies consideradas urbanas da região metropolitana do Rio de Janeiro, em detrimento das consideradas nativas e, de uma forma geral, isso deve ter ocorrido devido à dificuldade de recolonização dos fragmentos após as populações originais terem desaparecido (LOVEJOY et al., 1986; BIERREGAARD et al., 1992). Outro fato importante que ocorre em fragmentos e pode ter acontecido no local em questão é a diminuição da oferta de alimentos para as espécies nativas (PRIMACK & RODRIGUES, 2001), o que facilita a invasão por espécies mais generalistas e adaptadas a ambientes que tiveram interferência antrópica (SOULÉ, 1990), como por exemplo, C. megacephala.

    Agradecimentos. À Marinha do Brasil, por permitir nosso acesso e a realização do estudo dentro de uma de suas instalações, à Dra. Márcia Souto Couri e Dra. Cátia de Mello-Patiu (Museu Nacional do Rio de Janeiro) pela orientação e pela identificação dos sarcofagídeos, respectivamente.

    FUNDAÇÃO GEO-RIO. 2002. Instituto de Geotécnica do Município do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://www.rio.rj.gov.br/georio/>. Acesso em: 08.2002.

    Recebido em fevereiro de 2005. Aceito em setembro de 2005.

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    Datas de Publicação

    • Publicação nesta coleção
      09 Maio 2006
    • Data do Fascículo
      Dez 2005

    Histórico

    • Recebido
      Fev 2005
    • Aceito
      Set 2005
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