Open-access Atualização das Diretrizes Brasileiras para o Tratamento e Avaliação do Distúrbio Mineral e Ósseo da Doença Renal Crônica

A versão anterior da diretriz data de 2011, época em que a aplicabilidade da densitometria óssea na avaliação dos pacientes com doença renal crônica era questionável; o tratamento da osteoporose, quase um tabu; ainda engatinhávamos na incorporação do paricalcitol e do cinacalcete ao arsenal terapêutico disponível para o tratamento do hiperparatireoidismo secundário em nosso país; e o departamento de DMO-DRC ainda era considerado um comitê. A publicação da atualização das diretrizes do DMO-DRC do Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO), juntamente com a publicação de novos es tudos clínicos relacionados ao diagnóstico e ao tratamento do DMO-DRC1, gerou, naturalmente, a necessidade de revisão e atua lização das Diretrizes Brasileiras pelo, ora então, Departamento de DMO-DRC da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN).

Em agosto de 2019, na sede da SBN, foi realizada a reunião que deu início à elaboração da atualização das diretrizes. Não poderíamos imaginar que, poucos meses depois, iniciaríamos a travessia da pandemia de covid-19, que tornou aquela primeira reunião a única do grupo das diretrizes e a última em que poderíamos estar juntos, presencialmente. Diante das novas e crescentes demandas profissionais e pessoais, que passaram abruptamente a fazer parte do nosso cotidiano, foi necessário esforço redobrado de todos para que as diretrizes, que passaram inevitavelmente para o plano secundário, não saíssem do nosso foco. A solidariedade e a amizade entre os elaboradores das diretrizes, o apoio irrestrito da Sociedade Brasileira de Nefrologia e o compromisso de entregarmos as novas diretrizes aos colegas nefrologistas nos deram a força necessária para concluirmos as diretrizes em meados de 2021.

A versão atual das diretrizes está estruturada em três secções. A primeira voltada para o diagnóstico do DMO-DRC (capítulos 1 a 3); a segunda, para o tratamento (capítulos 4 a 10); e a terceira, a qual denominamos miscelânea (capítulos 11 a 13), por compreender diferentes áreas, como paratireoidectomia, transplante renal e nefrologia pediátrica. Na versão atualizada, foram incorporados assuntos que ganharam grande relevância nos últimos anos e que não haviam sido abordados na versão anterior, como calcifilaxia, osteoporose e o uso da densitometria óssea nos pacientes com doença renal crônica. O caráter multidisciplinar das diretrizes foi fortalecido pela colaboração de colegas da cirurgia de cabeça e pescoço, juntamente com a tradicional participação de nutricionistas e de nefropediatras. Da mesma forma que para as versões anteriores das Diretrizes (2008 e 2011)2,3, atribuiu-se o termo “Evidência” toda vez que a diretriz foi baseada em evidência publicada na literatura, independentemente de seu grau. Do contrário, foi utilizado o termo “Opinião”, decorrente das opiniões contidas nas Diretrizes consultadas, muitas vezes adaptadas à experiência pessoal deste fórum.

AGRADECIMENTOS

O grupo coordenador, mais uma vez, agradece o empenho e a dedicação de todos os que contribuíram para este trabalho.

Agradecemos o apoio e incentivo da Diretoria da SBN, na sua gestão passada e atual. Agradecemos o apoio científico da Accord Farmacêutica para a publicação da atualização das diretrizes como suplemento do Brazilian Journal of Nephrology e, de forma inédita, na versão em língua inglesa.

Referências bibliográficas

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    03 Dez 2021
  • Data do Fascículo
    2021

Histórico

  • Recebido
    07 Nov 2021
  • Aceito
    08 Nov 2021
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