Hipertensão em pacientes em diálise: diagnóstico, mecanismos e tratamento

Sérgio Gardano Elias Bucharles Krissia K.S. Wallbach Thyago Proença de Moraes Roberto Pecoits-Filho Sobre os autores

Resumo

A hipertensão (pressão arterial > 140/90 mmHg) é muito comum em pacientes submetidos à diálise regular, com uma prevalência de 70-80%, e apenas a minoria tem controle adequado da pressão arterial (PA). Em contraste com a associação incerta entre de PA pré-dialítica com mortalidade cardiovascular, estudos prospectivos mostraram que a PA interdialítica, registrada como PA domiciliar ou pela monitorização ambulatorial da pressão arterial em pacientes em hemodiálise, está mais relacionada à mortalidade e eventos cardiovasculares. Embora a PA seja medida com frequência no ambiente de tratamento de diálise, aspectos relacionados à técnica de medição tradicionalmente empregada podem ser insatisfatórios. Várias outras ferramentas estão agora disponíveis, e estão sendo usadas em ensaios clínicos e na prática clínica para avaliar e tratar a PA elevada em pacientes com doença renal crônica (DRC). Enquanto esperamos pela revisão das diretrizes do KIDGO para a pressão sanguíneana DRC, não há nenhuma diretriz para a população em diálise abordando essa importante questão. Assim, o objetivo desta revisão é fornecer uma análise crítica das informações disponíveis sobre a epidemiologia, os mecanismos patogênicos e os principais pilares sustentadores do manejo da pressão arterial no estágio 5-D da DRC, com base no conhecimento atual.

Palavras-chave:
Hipertensão; Diálise Renal; Diálise Peritoneal

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