Sofrimento psíquico e qualidade de vida em pacientes da atenção primária de duas cidades do Brasil

Flávia Batista Portugal Mônica Rodrigues Campos Daniel Almeida Gonçalves Jair de Jesus Mari Linda Gask Peter Bower Christopher Dowrick Sandra Fortes Sobre os autores

Objetivo:

Identificar as associações entre qualidade de vida (QV), determinantes sociais e sofrimento psíquico na Atenção Primária (AP) em dois municípios do Brasil.

Métodos:

Estudo transversal com 1.466 pacientes atendidos na AP de São Paulo e Rio de Janeiro nos anos de 2009 e 2010.

Resultados:

As prevalências de Transtorno Mental Comum (TMC-3), Transtorno Mental Comum de intensidade grave (TMC-5), casos sugestivos de ansiedade e de depressão foram de 20,5%, 32%, 37% e 25,1%, respectivamente. Observou-se a associação entre as variáveis socioeconômicas e a presença de sofrimento psíquico, em especial para aqueles com idade superior a 40 anos. Nos casos de TMC-3, aqueles com maior renda e nível educacional apresentaram maiores escores nos domínios físico e psicológico. Para os casos sugestivos de ansiedade, maior nível educacional apresentou menores escores nos domínios físico e relações sociais.

Conclusão:

Entre os pesquisados, o sofrimento psíquico associou-se a menores escores de qualidade de vida, podendo ser influenciado pelas condições socioeconômicas. Dessa forma, é importante estruturar uma assistência centrada no paciente, que também deve incluir o contexto social dos pacientes.

Saúde mental; atenção primária à saúde; qualidade de vida; transtornos mentais; fatores socioeconômicos


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