Introdução: Os sintomas de Transtorno Mental Comum (TMC) são caracterizados por estados de ansiedade, sintomas depressivos, irritabilidade, insônia, fadiga, queixas somáticas, dificuldade de concentração e memória, sendo considerados um problema de saúde pública. A exacerbação desses sintomas e o comprometimento da saúde mental e do bem-estar do indivíduo podem estar associados ao uso excessivo de dispositivos eletrônicos. Considerando que a maioria dos adultos jovens encontra-se imersa em mídias eletrônicas, torna-se compreensível a preocupação com a associação desse comportamento sedentário com desfechos negativos em saúde. Diante desse contexto, o objetivo do presente estudo foi avaliar a correlação entre o tempo de tela e os escores de sintomas de Transtorno Mental Comum em acadêmicos de Medicina de uma universidade comunitária do sul do Brasil.
Método: Estudo transversal com 99 acadêmicos de Medicina, aos quais foram aplicados um questionário sociodemográfico e o Self Reporting Questionnaire (SRQ-20). Os dados foram coletados por meio da plataforma Google Forms e analisados no programa Excel. Realizou-se análise descritiva e correlação de Pearson entre tempo de tela e escore do SRQ-20.
Resultado: Observou-se correlação positiva e estatisticamente significativa entre o tempo de tela e os escores de sintomas de Transtorno Mental Comum.
Conclusão: Os achados sugerem que o tempo de tela constitui um fator relevante a ser considerado na avaliação da saúde mental de universitários. Além disso, reforçam a importância de ações de conscientização sobre o uso excessivo de dispositivos eletrônicos e da oferta de programas institucionais de acolhimento e apoio à saúde mental no ambiente universitário.
PALAVRAS-CHAVE
Tempo de Tela; Saúde Mental; Adultos Jovens
Thumbnail
