Qualidade de vida e autoestima em pacientes com estoma intestinal

O objetivo deste estudo foi investigar a qualidade de vida e a autoestima em pacientes com estoma intestinal. Trata-se de um estudo clínico, primário, descritivo e analítico. Este estudo foi realizado no Pólo dos ostomizados de Pouso Alegre, após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências da Saúde “Dr. José Antônio Garcia Coutinho", sob o parecer no 23.277. Foram utilizados três instrumentos para a coleta de dados da pesquisa: questionário sobre os dados demográficos e estoma, Escala de Autoestima de Rosenberg/UNIFESP-EPM e Escala de Qualidade de Vida de Flanagan. Foram utilizados para a análise estatística os seguintes testes: Qui-quadrado e Kruskal-Wallis e correlação de Spearman. Para todos os testes estatísticos, foi considerado o nível de significância de 5% (p < 0,05). A maioria dos participantes tinha mais de 60 anos, eram do gênero masculino e partici-pavam de grupo de apoio. Vinte e um (30%) dos participantes da pesquisa eram analfabetos. Neoplasia foi a causa mais frequente para a aquisição da ostomia; o tipo de ostomia foi colostomia permanente. Os indivíduos não foram submetidos à demarcação do estoma e nem realizaram irrigação. Com relação ao tipo de complicação, 34 (48,60%) apresentavam dermatite; 14 (20%) retração. A média da Escala de Autoestima de Rosenberg/UNIFESP-EPM foi 10,81 e a média da Escala de Qualidade de Vida de Flanagan (EQVF) foi 26,16. Concluiu-se que os indivíduos com estoma intestinal que participaram da pesquisa apresentavam autoestima e qualidade de vida prejudicadas.

Estomia; Qualidade de vida; Imagem corporal; Autoimagem; Autoestima


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