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Avaliação clínica, funcional e morfológica de pacientes submetidas à esfincterotomia para tratamento da fissura anal. Identificação dos fatores que podem interferir na continência fecal

Graziela Olivia da Silva Fernandes Sthela Maria Murad-Regadas Francisco Sérgio Pinheiro Regadas Lusmar Veras Rodrigues Iris Daiana Dealcanfreitas Jacyara de Jesus Rosa Pereira Erico de Carvalho Holanda Francisco Sérgio Pinheiro Regadas FilhoSobre os autores

Objetivo:

Avaliar os resultados clínicos, funcionais e morfológicos de pacientes submetidas à esfincterotomia para tratamento de fissura anal, correlacionando os resultados com os fatores que podem interferir com a continência fecal.

Método:

Foram avaliadas prospectivamente pacientes do sexo feminino submetidas à esfincterotomia lateral interna devido à presença de fissura anal crônica utilizando o escore de incontinência de Wexner e distribuídas em dois grupos. Grupo 1 – Escore igual a zero e Grupo 2 – maior ou igual a 1. As pacientes foram submetidas à avaliação funcional e anatômica do canal anal utilizando manometria anorretal e ultrassonografia tridimensional anorretal.

Resultados:

Das 36 pacientes incluídas, 33% tinham história de parto vaginal. Dezessete pacientes foram incluídas no Grupo 1 e 19 no Grupo 2. Não houve diferença quanto à idade, paridade e tipo de parto entre grupos. Houve diferença significante em relação ao percentual de redução na pressão de repouso quando comparado o grupo 1 com grupo 2. Não houve diferença no comprimento da musculatura esfincteriana entre grupos. No entanto, o comprimento e o percentual de esfíncter anal interno seccionado foram significativamente maiores no grupo 2.

Conclusão:

Há correlação entre os sintomas de incontinência fecal pós esfincterotomia com o percentual de reducão das pressões de repouso, tamanho e percentual do esfíncter anal interno seccionado.

Fissura anal crônica; Esfincterotomia lateral interna; Manometria anorretal; Ultrassonografia anorretal tridimensional


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