RESPOSTAS CARDIOVASCULARES APÓS EXERCÍCIO ISOMÉTRICO COM HANDGRIP EM DIFERENTES INTENSIDADES EM HOMENS SAUDÁVEIS

Igor Marcelino da Silva Matheus Ferreira Leonardo Sobrinho Raphael Mendes Ritti-Dias Brunno Phellype Silveira Valença Sobral André Luiz Torres Pirauá Luciano Machado Ferreira Tenório de Oliveira Breno Quintella Farah Sobre os autores

RESUMO

O protocolo com 30% da contração voluntária máxima do exercício isométrico com handgrip é amplamente utilizada para melhoria do sistema cardiovascular. Todavia, é desconhecido se a modulação da intensidade afetam essas respostas. Objetivou analisar as respostas cardiovasculares agudas após exercício isométrico com handgrip realizado em diferentes intensidades. Fizeram parte deste estudo cross-over 23 homens saudáveis. Os voluntários realizaram três sessões experimentais: 4x2 minutos de contração a 30% (S30) e 4x2 minutos de contração a 50% (S50) da contração voluntária máxima e controle (SC). A pressão arterial (PA) e os parâmetros da variabilidade da frequência cardíaca do domínio do tempo (SDNN, RMSSD e PNN50) e da frequência (LF, HF e LF/HF) foram obtidos antes e após as sessões. Nenhuma das sessões experimentais promoveram alterações estatisticamente significantes na PA sistólica e diastólica (p>0,05 para todos). Após a S50, houve menor aumento do SDNN nos cinco minutos pós-exercício (S50:+5±6; S30:+20±5;SC:+10±2 ms, p<0,05) e maior aumento do LF/HF após 20 minutos (S50:+1,59±0,80;S30:-0,49±0,49;SC:+0,39±0,49, p<0,05) comparado as demais sessões. Conclui-se que as respostas da PA ao exercício isométrico de handgrip são similares entre as intensidade, no entanto, o exercício mais intenso promoveu maior aumento da modulação simpática e redução da modulação parassimpática após exercício.

Palavras-chave:
Pressão arterial; Exercício; Treinamento de resistência; Frequência cardíaca

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