Preditores do excesso de peso ao nascer no Brasil: revisão sistemática Como citar este artigo: Czarnobay SA, Kroll C, Schultz LF, Malinovski J, Mastroeni SS, Mastroeni MF. Predictors of excess birth weight in Brazil: a systematic review. J Pediatr (Rio J). 2018. https://doi.org/10.1016/j.jped.2018.04.006

Sandra Ana Czarnobay Caroline Kroll Lidiane F. Schultz Juliana Malinovski Silmara Salete de Barros Silva Mastroeni Marco Fabio Mastroeni Sobre os autores

Resumo

Objetivo:

Descrever os principais preditores para o excesso de peso ao nascer em crianças brasileiras.

Fontes dos dados:

Revisão sistemática feita nos bancos de dados bibliográficos: PubMed/Medline, Cochrane, Scopus, Web of Science e Lilacs. A pesquisa na literatura cinzenta foi feita na base de dados Google Acadêmico. A análise do risco de viés foi adaptada da escala de Downs e Black, usada para avaliar a metodologia dos estudos incluídos.

Síntese dos dados:

Com o uso das classificações macrossomia fetal (> 4.000 g ou ≥ 4.000 g) e grande para idade gestacional acima do percentil 90, foram encontrados 64 fatores de risco para excesso de peso ao nascer em 33 artigos científicos nas cinco regiões do país. Dos 64 fatores de risco, 31 foram significativamente associados a excesso de peso ao nascer, os mais prevalentes foram ganho de peso gestacional excessivo, índice de massa corporal pré-gestacional ≥25 kg/m2 e diabetes mellitus gestacional.

Conclusão:

Os principais preditores para o excesso de peso ao nascer no Brasil são fatores de risco modificáveis. O estabelecimento de um estado nutricional adequado no período gestacional e mesmo após o parto parece ser a qualidade e a frequência do acompanhamento dos órgãos de saúde junto às mães e seus filhos.

PALAVRAS-CHAVE
Recém-nascido; Excesso de peso; Obesidade; Macrossomia; Ganho de peso gestacional; Revisão sistemática

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