Qualidade de vida em pacientes pediátricos com dermatite atópica

OBJETIVO: Avaliar o impacto da dermatite atópica (DA) sobre a qualidade de vida de pacientes pediátricos e de seus familiares, estabelecendo correlações com escores de severidade da doença. MÉTODOS: Estudo observacional com correlação entre indicador clínico de gravidade e dois questionários sobre qualidade de vida: o Índice de Qualidade de Vida da Dermatite Atópica em Crianças (IDQOL) e o Impacto da Dermatite Atópica na Família (DFI). O estudo incluiu também um escore de gravidade do eczema (Índice de Gravidade do Eczema por Área). Foram investigadas 42 crianças com DA e 44 crianças com outras dermatoses em relação ao impacto do eczema na qualidade de vida. Na análise de correlação, utilizou-se o teste de correlação de Pearson, e a comparação entre os dois grupos foi realizada através do teste de Mann-Whitney. RESULTADOS: A análise dos dados demonstrou significativa diferença entre a pontuação dos dois grupos. A média de pontuação no grupo com DA foi de 9,2 (variando de 1 a 19) para o IDQOL e de 8,5 (variando de 0 a 17) para o DFI. Os domínios mais comprometidos no IDQOL foram os relativos ao prurido, alterações de humor e problemas com o tratamento. Quanto ao DFI, os domínios de maior impacto foram os relacionados a despesas com o tratamento e a perturbação do sono de membros da família. CONCLUSÕES: A DA interfere negativamente na qualidade de vida dos pacientes pediátricos e dos seus familiares. Dados obtidos nos estudos de qualidade de vida em DA devem nortear a prática clínica de modo a individualizar as estratégias de tratamento e levar à adoção de medidas que possam minimizar o impacto da doença sobre pacientes e familiares.

Qualidade de vida; dermatite atópica; criança


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