Antibioticoterapia ambulatorial como fator de indução da resistência bacteriana: uma abordagem racional para as infecções de vias aéreas

OBJETIVOS: Apresentar as recomendações baseadas em evidência para uso de antibióticos no tratamento das infecções respiratórias agudas (IRA) mais freqüentes e as informações disponíveis sobre a importância desse tipo de conduta. FONTES DOS DADOS: Bases de dados MEDLINE, LILACS, publicações técnicas de organizações internacionais, diretrizes nacionais e internacionais. Foram utilizados os unitermos acute respiratory infection, otitis, sinusitis, tonsillitis, pneumonia, antibiotic, guidelines, bacterial resistance. Artigos citados pelos artigos incluídos foram analisados quanto à apresentação de informação de interesse. SÍNTESE DOS DADOS: A resistência bacteriana tem crescido, sendo atualmente reconhecida como problema mundial de saúde pública. As IRA são a causa mais freqüente para uso de antibiótico na comunidade; grande parte desses casos, tanto nas vias aéreas superiores (otite, sinusite, faringoamidalite) como nas inferiores (pneumonia), são decorrente de infecção viral. As recomendações para racionalizar o uso de antibióticos nos pacientes com IRA têm como objetivo comum minimizar o uso desnecessário de antibióticos, visto que a "pressão antibiótica" é um dos fatores desencadeantes da resistência bacteriana. CONCLUSÕES: É de grande importância a distinção, entre os pacientes com IRA, daqueles que podem se beneficiar do uso de antibióticos. O uso das recomendações para a prescrição de antibióticos é uma estratégia para minimizar a freqüência de resistência bacteriana.

Antibióticos; resistência bacteriana; otite; sinusite; faringoamidalite; pneumonia


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