O desenvolvimento da consciência fonoarticulatória e a relação entre a percepção e a produção do gesto fonoarticulatório

Débora Vidor-Souza Helena Bolli Mota Rosangela Marostega Santos Sobre os autores

OBJETIVOS: Investigar a consciência fonoarticulatória de crianças com desenvolvimento fonológico normal de acordo com gênero, idade e escolaridade e analisar os desempenhos em tarefas de percepção e produção da fala. MÉTODOS: Noventa crianças da Educação Infantil e primeira série do Ensino Fundamental, com idades entre 5 e 7 anos, foram avaliadas por meio do Instrumento de Investigação da Consciência Fonoarticulatória (ICFA). O instrumento é subdividido em três tarefas de percepção (T1, T3 e T4) e duas de produção do gesto fonoarticulatório (T2 e T5). RESULTADOS: Meninas apresentaram melhor desempenho em T1, T2, T3, escore total e tarefas de percepção da consciência fonoarticulatória. Crianças de 7 anos apresentaram desempenho superior em T1, T4, T5, escore total do teste, tarefas de percepção e produção da consciência fonoarticulatória quando comparadas às crianças de 5 anos. Crianças de 7 anos apresentaram melhor desempenho do que as de 6 anos em T4. Crianças de 6 anos apresentaram desempenho superior em relação às de 5 anos em T5, escore total e tarefas de produção da consciência fonoarticulatória. Escolares de ensino fundamental apresentam desempenho superior ao de escolares de educação infantil em T1, T3, T4, T5, escore total, tarefas de percepção e produção da consciência fonoarticulatória. Houve diferença na correlação entre tarefas de percepção e produção do gesto fonoarticulatório, evidenciando que quanto melhor for o desempenho nas tarefas de percepção, melhor será o desempenho nas tarefas de produção. CONCLUSÃO: A consciência fonoarticulatória aprimora-se de acordo com idade e escolaridade. Crianças do gênero feminino apresentam melhor desempenho do que as do gênero masculino. Quanto melhor o desempenho nas tarefas de percepção, melhor o desempenho nas tarefas de produção da consciência fonoarticulatória.

Percepção da fala; Testes de articulação da fala; Distribuição por idade; Fatores sexuais; Escolaridade


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