Contexto As veias lombares ascendentes (VLAs) e sua continuação no tórax como veias do sistema ázigo e hemiázigo consistem em uma das principais vias de circulação colateral do sistema caval. Porém, existem dúvidas quanto à sua eficiência, sobretudo quanto ao direcionamento do fluxo decorrente da presença ou não de válvulas em seu lúmen.
Objetivos Estudar anatomicamente as VLAs quanto à frequência, ao número e aos tipos de válvulas, bem como sua morfometria, tributárias, sintopia, desembocadura e continuidade.
Métodos Trata-se de estudo anatômico descritivo realizado em cadáveres humanos, no qual foram incluídos 15 cadáveres, totalizando 30 dissecções.
Resultados Foram observados seis válvulas e quatro septos. A desembocadura da VLA ocorreu com maior frequência na veia ilíaca comum (VIC), e não houve continuidade longitudinal após a quarta vértebra lombar em 40% dos casos. As tributárias musculares foram as mais frequentes. A VLA apresentou diâmetro médio de 2,75 mm no lado direito e de 3,65 mm no lado esquerdo. Encontrava-se lateralmente aos corpos vertebrais e discos intervertebrais; medialmente ao músculo psoas maior e nervo obturador; posteriormente à cadeia linfonodal parietal abdominopélvica e à VIC; e anteriormente aos processos transversos das vértebras lombares.
Conclusões Considerando a presença de válvulas e septos nas VLAs e o fato de que nem sempre houve continuidade além da quarta vértebra lombar, conclui-se que as VLAs não podem sempre ser definidas como vias de circulação colateral com fluxo ascendente e descendente em apoio ao sistema caval.
Palavras-chave:
anatomia; válvulas venosas; circulação colateral; veias cavas; veia ilíaca
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