ESCREVER CIÊNCIA COM QUALIDADE: SERIA O INGLÊS CIENTÍFICO UMA LÍNGUA LATINA DISFARÇADA?

Mauricio Rocha-e-Silva Sobre o autor

CONTEXTO:

O inglês é a língua franca da ciência; é a língua das duas mais recentes superpotências mundiais e a língua de quatro dos dez maiores produtores de ciência do mundo; é uma língua bastante simples e o idioma mais hibridizado da história, com o latim e o francês contribuindo com aproximadamente 60% do léxico inglês. O objetivo deste estudo é determinar se a frequência de uso de palavras importadas é uma função do gênero literário.

MÉTODO:

os textos foram selecionados aleatoriamente de (a) artigos científicos médicos, (b) relatórios financeiros dos jornais, (c) reportagens desportivas, (d) textos literários, (e) inglês coloquial; Para comparação, uma coleção de textos distribuídos de forma semelhante foi selecionada a partir do português; a frequência de ocorrência de palavras latinas ou neolatinas foi determinada nos textos em inglês e na ocorrência de palavras não latinas ou não neolatinas nos textos portugueses; uma análise de variância unidirecional foi utilizada para determinar se diferenças significativas ocorreram entre gêneros nas duas línguas.

RESULTADOS:

A frequência de ocorrência de palavras latinas / francesas em textos ingleses foi significativamente dependente do gênero literário, sendo máxima em textos científicos médicos e mínima em inglês coloquial; em contraste, a frequência de ocorrência de palavras não latinas em português foi constante ao longo dos mesmos gêneros literários.

CONCLUSÃO:

O uso de palavras de origem latina ou francesa em inglês é diretamente proporcional à complexidade do gênero literário, fenômeno não observado em português, uma língua neolatina típica.

PALAVRAS CHAVE:
Educação Médica; Linguagem Científica; Etimologia


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