ÍNDICE VAGAL CARDÍACO VARIA COM A POSIÇÃO EM CAMPO DE JOGADORES DA ELITE DO FUTEBOL

Claudio Gil Soares de Araújo Altamiro Bottino Flávio Gomes Ferreira Pinto Sobre os autores

FUNDAMENTOS:

O índice vagal cardíaco (IVC) é supostamente maior em atletas e pode diferir entre esportes e dentro do mesmo esporte.

OBJETIVO:

Comparar o IVC: a) entre futebolistas e não atletas e b) de acordo com cinco posições do futebol.

MÉTODO:

242 jogadores da primeira divisão brasileira/angolana foram divididos em cinco posições (N): goleiros (17), zagueiros (44), laterais (34), meio-campistas (87) e atacantes (60) e comparados com 303 não-atletas saudáveis da mesma idade. IVC foi estimado a partir do teste de exercício de 4 segundos, quantificando a relação entre as durações de dois ciclos cardíacos - antes e ao final de uma pedalada rápida e sem carga

RESULTADOS:

As frequências cardíacas de repouso e máxima dos futebolistas foram, respectivamente, 59 e 190 bpm e o VO2max de 62,2 mL/(kg.min). Futebolistas e não-atletas mostraram resultados semelhantes de IVC (mediana- [P25-P75]) - 1,63- [1,46-1,84] vs 1,61- [1,41-1,81] (p = 0,22). Os laterais tenderam a ter maior IVC (1,84- [1,60-1,99]), especialmente quando comparados aos defensores (1,53- [1,41-1,72] (p = 0,01). Houve uma modesta associação fisiologicamente irrelevante entre VO2max e IVC (r = 0,15).

CONCLUSÕES:

jogadores da elite do futebol não diferem de não-atletas em IVC; entretanto, entre eles, os alas se mostraram mais frequentemente vagotônicos, o que pode representar uma vantagem hemodinâmica para situações de jogo, onde são necessárias transições rápidas da frequência cardíaca e um aporte mais rápido de oxigênio para os músculos ativos.

PALAVRAS-CHAVE:
esportes; sistema nervoso autônomo; frequência cardíaca; teste de exercício de 4 segundos; atividade parassimpática


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