BEBES COM CHORO E AGITAÇÃO EXCESSIVOS TÊM MAIS COMUMENTE PAIS COM SÍNDROME DE PERNAS INQUIETAS

José Carlos Pereira Jr Márcia Pradella Hallinan José Hugo de Lins Pessoa Sobre os autores

OBJETIVO:

Temos frequentemente observado que infantes que apresentam choro excessivo e agitação ou cólicas noturnas têm pais com Síndrome de Pernas Inquietas. Nosso objetivo foi determinar se estes infantes são mais propensos a terem pais com a Síndrome de Pernas Inquietas.

MÉTODOS.

Foram entrevistadas 67 famílias com infantes e crianças em busca de uma história de choro excessivo e agitação durante os primeiros 4 meses de vida. Seus pais foram investigadas para Síndrome de Pernas Inquietas.

RESULTADOS:

Dentre os 134 pais entrevistados, 39 (29%) tinham doença Willis-Ekbom. Entre as 96 crianças avaliadas 37 (38%) apresentaram choro excessivo e agitação. Destas, 28 (76%) apresentaram pelo menos um dos pais com Síndrome de Pernas Inquietas. Entre as 59 crianças sem choro excessivo e agitação, apenas 14 (23, 7%) apresentaram pelo menos um dos pais com a Síndrome de Pernas Inquietas. A associação entre os eventos (crianças de pais com ou sem Síndrome de Pernas Inquietas) foi medida pelo coeficiente phi (0,510), indicando uma associação mais do que trivial. As crianças com choro excessivo e agitação mostraram-se mais propensas a ter pelo menos um dos pais com a doença Willis-Ekbom (75,7 vs. 27,7, “Odds Ratio” = 10, com intervalo de confiança de 95%, 3,82-26,15).

CONCLUSÃO:

A evidência gerada por este estudo não é suficiente para concluir que o choro infantil excessivo e agitação é equivalente a um diagnóstico provável da doença Willis-Ekbom parental. No entanto, eles fornecem informações, bem como a motivação necessária para empreender estudos mais extensos sobre bebês com choro excessivo e agitação.

PALAVRAS-CHAVE:
Síndrome de pernas inquietas; cólicas; colic; Síndrome infantil de pernas inquietas


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