As forçantes meteoceanográficas agem diariamente com rápidas mudanças na geomorfologia costeira e nas construções humanas localizadas perto do mar, em especial nas áreas de baixa elevação. Atualmente, a subida do nível do mar potencialmente promovida pelas mudanças climáticas é também uma fonte de grande preocupação para os órgãos públicos de poder local e regional. Nesse sentido, os modelos geoespaciais de inundação costeira estão evoluindo juntamente com as ferramentas morfométricas e suas aplicações. Essas iniciativas permitem ações de médio e longo prazo para minimizar os efeitos das inundações. Para tanto, uma série de etapas metodológicas devem ser analisadas. Os Modelos Digitais de Elevação (MDEs) tornam-se cada vez mais precisos com relação ao emprego de referências altimétricas e de dados verticais, bem como a qualidade de aquisição dos sensores empregados. Por exemplo, o uso da abordagem bathtub tem sido aplicada na avaliação da inundação costeira com relativo sucesso. A escolha do próprio modelo de inundação deve acompanhar um esforço metodológico seletivo para sua correta aplicação.
Palavras-chave:
Geomorfometria; Áreas Costeiras Baixas; Levantamento Costeiro; Sensoriamento Remoto
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