Biologia de Agistemus brasiliensis Matioli, Ueckermann & Oliveira (Acari: Stigmaeidae) e sua potencialidade de predação sobre Brevipalpus phoenicis (Geijskes) (Acari: Tenuipalpidae)

Biology of Agistemus brasiliensis Matioli, Ueckermann & Oliveira (Acari: Stigmaeidae) and its predation potential on Brevipalpus phoenicis (Geijskes) (Acari: Tenuipalpidae)

André L. Matioli Carlos A.L. de Oliveira Sobre os autores

O presente trabalho objetivou estudar a biologia de Agistemus brasiliensis Matioli, Ueckermann & Oliveira nas temperaturas de 15; 20; 25; 30 e 35°C, alimentada com Brevipalpus phoenicis (Geijskes) e pólen de Thypha sp. em condições de laboratório. Tabelas de vida de fertilidade foram calculadas para determinar os parâmetros biológicos. A temperatura ideal para o desenvolvimento de A. brasiliensis foi 29°C. Os valores de T (ciclo de vida - dias), R0 e r m, na temperatura de 30°C, foram de 13,95; 16,25 e 0,20, respectivamente. A potencialidade de predação de A. brasiliensis foi estudada para as densidades populacionais de 5; 10; 20; 40 e 60 adultos de B. phoenicis a 29°C, em arenas de 3 cm de diâmetro, sobre frutos de laranja-pêra. A densidade de 20 ácaros foi suficiente para que o predador consumisse seu número máximo de presas (7,6 ácaros por dia). Densidades acima de 40 ácaros da leprose proporcionaram 4,7 ovos por dia, em comparação aos 2,5 ovos por dia obtidos na densidade de 20 ácaros da leprose.

Controle biológico; tabela de vida; resposta funcional; estigmeídeo; Citrus sinensis


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