Short-term movements and habitat preferences of sailfish, Istiophorus platypterus (Istiophoridae), along the southeast coast of Brazil

Bruno L. Mourato Felipe Carvalho Michael Musyl Alberto Amorim Jose C. Pacheco Humberto Hazin Fábio Hazin Sobre os autores

Quatro exemplares de agulhão-vela foram marcados com marcas eletrônicas monitoradas por satélite ('Pop-up satellite archival tags - PSATs') nas águas costeiras do Rio de Janeiro, sudeste do Brasil, durante janeiro e fevereiro de 2009 (agulhão-vela I e II) e entre novembro de 2010 e janeiro de 2011 (agulhão-vela III e IV). O número total de dias monitorados (ou seja, o tempo que as marcas permaneceram implantadas nos peixes) foram 12 (agulhão-vela I), 51 (agulhão-vela II), 16 (agulhão-vela III) e 43 dias (agulhão-vela IV). Os resultados demonstram um padrão claro de utilização do hábitat com a maior parte do tempo despendido predominantemente próximo à superfície do mar ocupando águas com uma faixa de temperatura restrita. Apesar da preferência por águas superficiais, os agulhões frequentemente realizaram mergulhos para águas mais profundas (ca. > 50 m) em intervalos de três a seis horas. A "rota mais provável" estimada a partir dos dados brutos de geolocalização e o modelo 'State-Space Kalman Filter' sugerem que os agulhões marcados não realizaram migrações significativas a partir do local de marcação. Em resumo, nossos resultados apresentam informações sobre a biologia da espécie no Atlântico Sudoeste e como as migrações verticais durante o dia e a noite são influenciadas pela temperatura da água e como essa informação pode auxiliar as avaliações de estoques de agulhão-vela no sudoeste do Atlântico.


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