Neotropical Ichthyology, Volume: 16, Issue: 3, Published: 2018
  • Systematics of Clupeiformes and testing for ecological limits on species richness in a trans-marine/freshwater clade Original Article

    Bloom, Devin D.; Egan, Joshua P.

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Clupeiformes (apapás, sardinhas e manjubas) são um clado globalmente distribuído com quase 400 espécies marinhas, de água doce e diádromas. Embora mais conhecida pela presença de peixes filtradores formadores de cardumes, este grupo apresenta uma diversidade de guilda e habitats tróficos. A teoria sugere que a riqueza de espécies em clados é modulada por limites ecológicos, o que resulta em um crescimento dependente da diversidade, um padrão que a maioria dos clados exibem. Como um clado que sofreu repetidas transições entre águas marinhas e as águas doces, os clupeiformes são um excelente grupo para investigar a interação entre a diversidade ecológica e a dinâmica macroevolutiva. Neste estudo, revisamos a sistemática de Clupeiformes e exploramos a discordância nas relações filogenéticas e os tempos de divergência entre loci mitocondriais e nucleares. Em seguida, utilizamos métodos comparativos para testar se os limites ecológicos regulam a diversidade em Clupeiformes. Encontramos discordância nas relações filogenéticas em várias escalas taxonômicas, mas também considerável concordância entre os genomas. Nossos resultados sugerem que clados que sofreram sucessivas transições entre águas marinhas e águas doces são capazes de contornar os limites ecológicos do crescimento durante a sua diversificação em escala global, mas não localmente. Nosso estudo demonstra que as filogenias apresentam um vínculo crítico entre a ecologia e a dinâmica macroevolutiva, e sugere que as transições de hábitats podem desempenhar um papel fundamental na modelagem dos padrões de diversidade, particularmente no neotrópico.

    Abstract in English:

    ABSTRACT Clupeiformes (herring, sardines, shad, anchovies and allies) are a globally distributed clade with nearly 400 marine, freshwater, and diadromous species. Although best known as filter feeding fishes that form large schools, this group occupies a diverse array of trophic guilds and habitats. Theory suggests that species richness in clades is modulated by ecological limits, which results in diversity-dependent clade growth, a pattern that most clades exhibit. As a trans-marine/freshwater clade that has undergone repeated transitions between marine and freshwaters, Clupeiformes are an excellent system for investigating the interplay between ecological diversity and macroevolutionary dynamics. In this study we review the systematics of Clupeiformes and explore discordance in phylogenetic relationships and divergence times between mitochondrial and nuclear loci. We then use comparative methods to test whether ecological limits regulate diversity in Clupeiformes. We find discordance in phylogenetic relationships at various taxonomic scales, but also considerable agreement between genomes. Our results suggest that trans-marine/freshwater clades are able to circumvent ecological limits on clade growth at regional, but not on local scales. Our study demonstrates that phylogenies are a critical link between ecology and macroevolutionary dynamics, and suggests habitat transitions can play a key role in shaping diversity patterns, particularly in the neotropics.
  • Review of the family Rivulidae (Cyprinodontiformes, Aplocheiloidei) and a molecular and morphological phylogeny of the annual fish genus Austrolebias Costa 1998 Original Article

    Loureiro, Marcelo; Sá, Rafael de; Serra, Sebastián W.; Alonso, Felipe; Lanés, Luis Esteban Krause; Volcan, Matheus Vieira; Calviño, Pablo; Nielsen, Dalton; Duarte, Alejandro; Garcia, Graciela

    Abstract in Spanish:

    RESUMEN La familia Rivulidae es el cuarto clado más diverso dentro de los peces Neotropicales. Junto con algunos géneros de la familia Nothobranchiidae, muchos rivulidos presentan un característico ciclo de vida anual, con huevos resistentes a la desecación y embriones con diapausas que les permiten sobrevivir en los ambientes estacionales donde habitan. Los Rivulidae presentan también dos especies consideradas como los únicos vertebrados hermafroditas suficientes y algunas especies con inseminación interna. El primer objetivo de este artículo es actualizar la sistemática de la familia considerando las relaciones filogenéticas y las sinapomorfías de los clados que la componen, reuniendo información que se encuentra dispersa en la literatura. De esta revisión surge que las relaciones filogenéticas dentro de Rivulidae están todavía sin resolver, especialmente en uno de los grandes clados que la componen, la subfamilia Rivulinae, donde relaciones conflictivas entre géneros anuales y no anuales son evidentes. El segundo objetivo de este trabajo es presentar una hipótesis filogenética, basada en datos morfológicos, mitocondriales y nucleares, de uno de los géneros más diversos de la familia, el género Austrolebias. Nuestros resultados confirman la monofilia del género y de algunos clados subgenéricos previamente definidos, y propone nuevas relaciones entre ellos, particularmente de las especies del subgénero Acrolebias.

    Abstract in English:

    ABSTRACT The family Rivulidae is the fourth most diverse clade of Neotropical fishes. Together with some genera of the related African family Nothobranchiidae, many rivulids exhibit a characteristic annual life cycle, with diapausing eggs and delayed embryonic development, which allows them to survive in the challenging seasonal ponds that they inhabit. Rivulidae also includes two species known as the only the self-fertilizing vertebrates and some species with internal fertilization. The first goal of this article is to review the systematics of the family considering phylogenetic relationships and synapomorphies of subfamilial clades, thus unifying information that is dispersed throughout the literature. From this revision, it is clear that phylogenetic relationships within Rivulidae are poorly resolved, especially in one of the large clades that compose it, the subfamily Rivulinae, where conflicting hypotheses of relationships of non-annual and annual genera are evident. The second goal of this work is to present an updated phylogenetic hypothesis (based on mitochondrial, nuclear, and morphological information) for one of the most speciose genus of Rivulidae, Austrolebias. Our results confirm the monophyly of the genus and of some subgeneric clades already diagnosed, but propose new relationships among them and their species composition, particularly in the subgenus Acrolebias.
  • Phylogenetic relationships of Chanidae (Teleostei: Gonorynchiformes) as impacted by Dastilbe moraesi , from the Sanfranciscana basin, Early Cretaceous of Brazil Original Article

    Ribeiro, Alexandre C.; Poyato-Ariza, Francisco J.; Bockmann, Flávio A.; Carvalho, Marcelo R. de

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Gonorynchiformes fósseis ocorrem desde do Cretáceo inferior ao Mioceno inferior, e são representados por alguns representantes viventes. A ordem está dividida atualmente em dois clados principais: Gonorynchoidei, que inclui as famílias Gonorynchidae e Kneriidae, e Chanoidei, compreendendo uma única família, Chanidae, com uma única espécie vivente, Chanos chanos, do Indo-Pacífico, além de vários representantes fósseis. Chanidae inclui alguns táxons problemáticos, tais como Dastilbe moraesi, descrito do Aptiano (Cretáceo Inferior) da Formação Areado, bacia Sanfranciscana, Brasil. Esta espécie é atualmente considerada um sinônimo júnior da espécie-tipo de seu gênero, Dastilbe crandalli, da Formação Santana, Aptiano do nordeste do Brasil. A análise de abundante material de D. moraesi revelou várias novas características anatômicas, muitas das quais haviam sido previamente mal interpretadas. Dastilbe moraesi foi incorporado em uma matriz revisada de caracteres da família Chanidae. Nós obtivemos uma única árvore mais parcimoniosa na qual D. moraesi é distinto e filogeneticamente distante de D. crandalli. De acordo com nossa análise, D. moraesi é o grupo-irmão de Chanos, um clado intimamente relacionado a Tharrhias, com todos compondo a tribo Chanini.

    Abstract in English:

    ABSTRACT Fossil gonorynchiform fishes range from the Lower Cretaceous to the early Miocene, and are represented by a few dozen living species. The order is currently divided into two major clades: Gonorynchoidei, which includes the families Gonorynchidae and Kneriidae, and Chanoidei, encompassing a single family, Chanidae, with a single recent species, the Indo-Pacific Chanos chanos, and several fossil taxa. Chanidae includes some poorly known taxa, such as Dastilbe moraesi, described from the Aptian (Lower Cretaceous) of the Areado Formation, Sanfranciscana basin, Brazil. This species is currently considered to be a junior synonym of the type species of its genus, Dastilbe crandalli, from Santana Formation, Aptian, northeastern Brazil. The analysis of abundant D. moraesi specimens revealed several new morphological features, many of which had previously been misinterpreted. Dastilbe moraesi was incorporated into a gonorynchiform character matrix as revised and modified for the Chanidae. We obtained a single most parsimonious tree in which D. moraesi is distinct and phylogenetically apart from D. crandalli. According our analysis, D. moraesi forms a sister pair with Chanos, a clade which is closely related to Tharrhias, all composing the tribe Chanini.
  • Phylogenetic relationships of the family Tarumaniidae (Characiformes) based on nuclear and mitochondrial data Review Article

    Arcila, Dahiana; Petry, Paulo; Ortí, Guillermo

    Abstract in Spanish:

    RESUMEN Characiformes es un orden de peces de agua dulce que incluye un gran numero de especies emblemáticas y de importancia comercial en Sur América y África como lo son las populares pirañas, los peces voladores, los peces tigre de África y los tetras. El orden se divide en dos subórdenes con un total de 24 familias, 282 géneros y cerca de 2100 especies. Aquí, presentamos una filogenia expandida de Characiformes, que incluye datos de 520 especies, tres genes (12S, 16S y RAG1) y la recientemente descrita familia Tarumaniidae, la cual no ha sido examinada en previos análisis moleculares. Aunque nuestra cobertura genética esta limitada a tres genes, el árbol inferido basado en máxima verosimilitud e inferencia bayesiana apoya la monófila de todas las familias de Characiformes y es en gran medida congruente con los resultados de estudios recientes que examinaron menos especies pero más genes. También de acuerdo con una hipótesis morfológica, nuestros resultados apoyan firmemente las relaciones de grupos hermanos entre las familias Tarumaniidae y Erythrinidae. Con base en nuestros resultados y el de otros estudios moleculares, proponemos una circunscripción revisada de la superfamilia Erythrinoidea que incluye solo a las familias Tarumaniidae y Erythrinidae.

    Abstract in English:

    ABSTRACT Characiformes is an order of freshwater fishes that includes many commercially important and emblematic species from South America and Africa, such as the popular piranhas, hatchetfishes, African tiger fishes and tetras. The order is split into two suborders with a total of 24 families, 282 genera and ca. 2,100 species. Here, we present an expanded phylogeny of characiform fishes, including data for 520 species and three genes (12S, 16S and RAG1), and the recently described family Tarumaniidae, which has not been examined by previous molecular analysis. Although our genetic coverage is limited to three gene fragments, the tree inferred based on maximum likelihood and Bayesian inference supports the monophyly of all characiform families and is largely congruent with results from recent studies that sampled less taxa but more genes. Also in agreement with a morphological hypothesis, our results strongly support the sister-group relationships between the family Tarumaniidae and Erythrinidae. Based on our results and that of the other molecular analyses, we propose a revised circumscription of the superfamily Erythrinoidea to include the families Tarumaniidae and Erythrinidae only.
  • Flowing into the unknown: inferred paleodrainages for studying the ichthyofauna of Brazilian coastal rivers Review Article

    Thomaz, Andréa T.; Knowles, L. Lacey

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO As bacias costeiras do leste do Brasil são formadas por uma série de rios pequenos e isolados que drenam diretamente para o Oceano Atlântico. Durante o Pleistoceno, o recuo do nível do mar causado por glaciações expôs a plataforma continental, resultando em paleodrenagens amplas que conectaram rios atualmente isolados. Usando o Sistema de Informações Geográficas (GIS), inferimos a distribuição destas paleodrenagens e suas propriedades ao longo da costa leste do Brasil. Especificamente, utilizando dados de elevação/batimetria para as maiores regressões marinhas do Pleistoceno, inferimos as paleodrenagens, suas áreas e quantas bacias contemporâneas foram conectadas por cada paleodrenagem. Para as 145 paleodrenagens inferidas, uma forte correlação é observada entre a área das paleodrenagens e a área atualmente exposta de cada paleodrenagem, bem como a quantidade de bacias contemporâneas conectadas por uma paleodrenagem. Diferenças na exposição da plataforma continental ao longo da costa afetaram o grau de conectividade passada entre os rios. Com estes resultados publicamente disponíveis, discutimos como as paleodrenagens são extremamente úteis para estudos biológicos, especialmente em regiões com dados geológicos limitados. A respeito da diversa ictiofauna da costa brasileira e seus altos níveis de endemismo, destacamos como estas paleodrenagens fornecem uma base importante para o teste de hipóteses a respeito do efeito da conectividade passada dos rios nos padrões de diversidade biológica.

    Abstract in English:

    ABSTRACT The eastern coastal basins of Brazil are a series of small and isolated rivers that drain directly into the Atlantic Ocean. During the Pleistocene, sea-level retreat caused by glaciations exposed the continental shelf, resulting in enlarged paleodrainages that connected rivers that are isolated today. Using Geographic Information System (GIS), we infer the distribution of these paleodrainages, and their properties for the east Brazilian coast. Specifically, using elevation/bathymetric data for the largest sea-level retreats during the Pleistocene, the paleodrainages, their area and the number of contemporary basins connected by each palaeodrainage, was inferred. For the 145 inferred paleodrainages, total paleodrainage area is strongly correlated with the contemporary area encompassed by each paleodrainage, as well as with the number of contemporary basins encompassed by a paleodrainage. Differences in the continental shelf exposure along the coast affected the degree of past connectivity among contemporary rivers. With our results freely available, we discuss how paleodrainages have tremendous utility in biological studies, especially in regions with limited geologic data. With respect to the diverse ichthyofauna of the Brazilian coast, and its high endemism, we highlight how the inferred paleodrainages provide a backdrop to test hypotheses about the effect of past riverine connectivity on diversity patterns.
  • A history of the biogeography of Amazonian fishes Review Article

    Dagosta, Fernando C. P.; Pinna, Mário C. C. de

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO A história do conhecimento da biogeografia amazônica é tão rica quanto sua comunidade de peixes e um tema fascinante de estudo em si. Vários paradigmas e controvérsias atuais sobre a biogeografia de peixes amazônicos estão enraizados em princípios que datam da segunda metade do século 18 até a primeira metade do século 19. O presente trabalho estabelece uma relação entre as idéias biogeográficas atuais e seus antecessores antigos a partir de uma análise histórica cronologicamente orientada. O advento da teoria evolutiva não contribuiu significativamente para a transformação do conhecimento sobre a biogeografia dos peixes amazônicos. Por outro lado, as duas principais escolas de pensamento biogeográfico (dispersalista e vicariante) tiveram grandes implicações sobre a interpretação da distribuição de peixes amazônicos. O processo foi gradual e muitas hipóteses combinaram elementos de cada uma das duas tradições. Cronologicamente, praticamente toda a história da biogeografia amazônica ocorre dentro do paradigma evolutivo, embora seu fundador Louis Agassiz fosse ele próprio um anti-evolucionista. O nascimento da biogeografia amazônica é o relatório de viagem de Agassiz na Amazônia. Esse documento deixa claro que o autor não considerou o dispersalismo como uma explicação válida para os padrões biogeográficos que encontrou. Mais tarde, Carl Eigenmann ajuda a disseminar a tradição dispersalista como modelo para explicações biogeográficas na distribuição de peixes, uma fase que perdurou até o final do século 20. Uma grande mudança ocorre com as contribuições de Marylin Weitzman, Stanley Weitzman e Richard Vari, que associaram a dimensão temporal de hipóteses filogenéticas com padrões de distribuição, revelando o poder preditivo da biogeografia vicariante. O paradigma atual começa com o trabalho de John Lundberg e busca incorporar informações geomorfológicas e filogenéticas em hipóteses biogeográficas integrativas. Alguns problemas emblemáticos atrasaram a proposição de hipóteses gerais sobre a biogeografia vicariante de peixes da América do Sul, como o mau estado de conhecimento de sua sistemática em nível de espécie; o registro de distribuição geográfica incompleto para a maioria das espécies e dados escassos ou inexistentes sobre a história filogenética da maioria dos táxons supraespecíficos. Essas desvantagens agora estão sendo corrigidas em um ritmo acelerado. Avanços recentes na distribuição geográfica e um número crescente de hipóteses filogenéticas permitirão inéditas análises biogeográficas de grande escala, inclusive aquelas baseadas em modelos de eventos e inferência bayesiana. Assim, a biogeografia dos peixes sul-americanos, especialmente os amazônicos, deve experimentar em breve uma nova era de progresso. O sucesso dessa nova fase dependerá de sua capacidade de reconhecer e segregar múltiplas camadas temporais sobrepostas de mudanças hidrológicas e desenvolver ferramentas analíticas que possam lidar com a mistura temporal.

    Abstract in English:

    ABSTRACT The history of knowledge about Amazonian biogeography is as rich as its fish community, and a fascinating theme of study in itself. Several current paradigms and controversies about Amazonian fish biogeography are rooted in principles dating from the second half of the 18th to the first half of the 19th centuries. The present work establishes a relationship between current biogeographical ideas and their old predecessors, on the basis of a chronologically-oriented historical continuity analysis. The advent of evolutionary theory has not contributed significantly to a transformation of the knowledge on the biogeography of Amazonian fishes. On the other hand, the two main schools of biogeographical thought (dispersalist and vicariant) had major implications on how Amazonian fish distribution is interpreted. The process was gradual and many hypotheses have combined elements from each of the two schools. Chronologically, practically the entire tradition of Amazonian biogeography takes place within the evolutionary paradigm, although its founder Louis Agassiz was himself an anti-evolutionist. The birth of Amazonian biogeography is Agassiz´s travel in Amazon. That document makes it clear that the author did not consider dispersal as a valid explanation for the biogeographical patterns he found. Later, Carl Eigenmann helps to spread the dispersalist tradition as a model for biogeographical explanations in fish distributions, a phase which lasted until the late 20th century. A major shift occurs with the contributions of Marylin Weitzman, Stanley Weitzman and Richard Vari, who associated the temporal framework of phylogenetic hypotheses with distribution patterns, underscoring the predictive power of vicariant biogeography. The present-day paradigm begins with the work of John Lundberg and attempts to incorporate geomorphological and phylogenetic information into integrative biogeographical hypotheses. Some emblematic problems have delayed proposition of general hypotheses on the phylogenetic biogeography of South American fishes, such as the poor state of knowledge of their species-level systematics; an incomplete distributional record for most species and sparse or non-existent data on the phylogenetic history of most supraspecific taxa. Such drawbacks are now being corrected at a fast pace. Recent advances on geographical distribution and an increasing number of phylogenetic hypotheses will allow unprecedented large-scale biogeographic analyses, including those based on event models and Bayesian inference. Thus, the biogeography of South American fishes, especially Amazonian ones, should soon experiment a new age of progress. The success of that new phase will depend on its ability to recognize and segregate multiple overlapping temporal layers of hydrological changes, and to develop analytical tools that can deal with temporal mixing.
  • A review of the systematic biology of fossil and living bony-tongue fishes, Osteoglossomorpha (Actinopterygii: Teleostei) Review Article

    Hilton, Eric J.; Lavoué, Sébastien

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Os peixes da Superordem Osteoglossomorpha têm sido foco de inúmeros estudos sobre a morfologia, sistemática e evolução, particularmente devido à sua posição basal dentre os peixes teleósteos. Fazem parte deste grupo os “mooneyes” (Hiodontidae), “knifefishes” (Notopteridae), o “abu” (Gymnarchidae), peixes-elefante (Mormyridae), aruanãs e pirarucu (Osteoglossidae), e o peixe-borboleta africano (Pantodontidae). Esse grupo de morfologia heterogênea possui um longo e diverso registro fóssil, incluindo táxons de todos os continentes, oriundos tanto de depósitos de água doce quanto marinhos. As relações filogenéticas dentre a maioria das famílias de osteoglossomorfos é amplamente aceita. Entretanto, há muito a ser descoberto sobre a sistemática biológica desses peixes, particularmente com relação às afinidades filogenéticas de inúmeros fósseis, relações dentro de Mormyridae, e a posição filogenética de Pantodon. Neste manuscrito nós revisamos o atual estado de conhecimento dos peixes osteoglossomorfos. Nós primeiramente provemos uma abordagem geral da diversidade de Osteoglossomorpha, e então discutimos os estudos filogenéticos sobre Osteoglossomorpha sob a perspectiva morfológica e molecular, assim como uma análise biogeográfica do grupo. Finalmente, oferecemos nossas perspectivas sobre os futuros passos para pesquisa sobre a sistemática biológica de Osteoglossomorpha.

    Abstract in English:

    ABSTRACT The bony-tongue fishes, Osteoglossomorpha, have been the focus of a great deal of morphological, systematic, and evolutionary study, due in part to their basal position among extant teleostean fishes. This group includes the mooneyes (Hiodontidae), knifefishes (Notopteridae), the abu (Gymnarchidae), elephantfishes (Mormyridae), arawanas and pirarucu (Osteoglossidae), and the African butterfly fish (Pantodontidae). This morphologically heterogeneous group also has a long and diverse fossil record, including taxa from all continents and both freshwater and marine deposits. The phylogenetic relationships among most extant osteoglossomorph families are widely agreed upon. However, there is still much to discover about the systematic biology of these fishes, particularly with regard to the phylogenetic affinities of several fossil taxa, within Mormyridae, and the position of Pantodon. In this paper we review the state of knowledge for osteoglossomorph fishes. We first provide an overview of the diversity of Osteoglossomorpha, and then discuss studies of the phylogeny of Osteoglossomorpha from both morphological and molecular perspectives, as well as biogeographic analyses of the group. Finally, we offer our perspectives on future needs for research on the systematic biology of Osteoglossomorpha.
  • Otomorphs (= otocephalans or ostarioclupeomorphs) revisited Review Article

    Arratia, Gloria

    Abstract in Spanish:

    RESUMEN Se realizó una revisión morfológica de la cohorte Otomorpha la que se interpreta como el grupo más primitivo dentro de la gran supercohorte Clupeocephala. Otomorpha incluye peces con una gran diversidad corporal la que está representada por clupeiformes, alopocefáliformes y ostariofisos (gonorinchiformes, cipriniformes, caraciformes, siluriformes y gimnotiformes), los que habitan diversos ambientes marinos y de aguas continentales del planeta. Otomorfos son el grupo de peces más grande a nivel mundial y al mismo tiempo, el más grande de la Región Neotropical. Mientras estudios moleculares confirman la monofilia de Otomorfa, la mayoría de las sinapomorfías morfológicas del grupo se interpretan como homoplásticas debido fundamentalmente a la naturaleza peculiar de ciertos caracteres morfológicos (ya sea pérdidas o transformación de estados de caracteres) de alepocefaliformes. La fusión de los arcos hemales con sus respectivos centros vertebrales anterior al centro preural 2 es una sinapomorfía de la cohorte. La anquilosis o fusión de los huesos extrascapular y parietal y la presencia de áreas plateadas asociadas con la vejiga natatoria son interpretados como sinapomorfías, independientemente de que son caracteres homoplásticos debido a pérdidas o transformaciones de tales caracteres en los alepocefáliformes.

    Abstract in English:

    ABSTRACT A morphological revision is presented here on the cohort Otomorpha, a clade currently interpreted as the most primitive among the large supercohort Clupeocephala. Otomorpha is a morphologically heterogeneous group represented by clupei forms , alepocephaliforms, and ostariophysans (gonorynchiforms, cypriniforms, characiforms, siluriforms, and gymnoti forms) that inhabit various marine and freshwater environments worldwide. Otomorphs have a long (ca. 145 Ma) and diverse fossil record. They are the largest fish teleostean clade worldwide, as well as the largest of the Neotropical Region. While molecular studies strongly confirm the monophyly of Otomorpha, most potential morphological synapomorphies of the group become homoplastic largely due to the peculiar morphological character states (either losses or transformations) present in alepocephaliforms. The fusion of haemal arches with their respective vertebral centra anterior to preural centrum 2 stands as an unambiguous synapomorphy of the clade. The ankylosis or fusion of the extrascapular and parietal bones, and silvery areas associated with the gas bladder are also interpreted as synapomorphies, although they are homoplastic characters mainly due to secondary losses or further transformations of the morphological features in the alepocephaliforms.
  • The changing course of the Amazon River in the Neogene: center stage for Neotropical diversification Review Article

    Albert, James S.; Val, Pedro; Hoorn, Carina

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Este trabalho é uma revisão das evidências geológicas sobre a origem do moderno rio Amazonas transcontinental, e a história paleogeográfica das conexões ribeirinhas entre as principais bacias sedimentares do norte da América do Sul durante o Neógeno. São revisados novos conjuntos de dados geocronológicos usando isótopos radiogênicos e estáveis, e de métodos geocronológicos tradicionais, incluindo sedimentologia, mapeamento estrutural, exploração sísmica e bioestratigrafia. O atual rio Amazonas e sua bacia continental se formaram durante o final do Mioceno e do Plioceno, através de alguns dos maiores eventos de captura de rio na história da Terra. Os sedimentos andinos são registrados pela primeira vez no leque fluvial do Amazonas por volta de 10,1-9,4 Ma, com um grande aumento na sedimentação a cerca de 4,5 Ma. O rio Amazonas transcontinental, portanto, se formou durante um período de cerca de 4,9 a 5,6 milhões de anos, por meio de vários eventos de captura de rios. Acredita-se que as origens do moderno rio Amazonas estejam ligadas às paisagens de inundação da América do Sul tropical (por exemplo, várzeas, pantanais, savanas sazonalmente inundadas). As áreas pantanosas persistiram em cerca de 10% do norte da América do Sul sob diferentes configurações por mais de 15 milhões de anos. Embora as reconstruções paleogeográficas apresentadas sejam simplistas, elas são oferecidas para inspirar a coleta e análise de novos conjuntos de dados sedimentológicos e geocronológicos.

    Abstract in English:

    ABSTRACT We review geological evidence on the origin of the modern transcontinental Amazon River, and the paleogeographic history of riverine connections among the principal sedimentary basins of northern South America through the Neogene. Data are reviewed from new geochronological datasets using radiogenic and stable isotopes, and from traditional geochronological methods, including sedimentology, structural mapping, sonic and seismic logging, and biostratigraphy. The modern Amazon River and the continental-scale Amazon drainage basin were assembled during the late Miocene and Pliocene, via some of the largest purported river capture events in Earth history. Andean sediments are first recorded in the Amazon Fan at about 10.1-9.4 Ma, with a large increase in sedimentation at about 4.5 Ma. The transcontinental Amazon River therefore formed over a period of about 4.9-5.6 million years, by means of several river capture events. The origins of the modern Amazon River are hypothesized to be linked with that of mega-wetland landscapes of tropical South America (e.g. várzeas, pantanals, seasonally flooded savannahs). Mega-wetlands have persisted over about 10% northern South America under different configurations for >15 million years. Although the paleogeographic reconstructions presented are simplistic and coarse-grained, they are offered to inspire the collection and analysis of new sedimentological and geochronological datasets.
  • Preface: How far has Neotropical Ichthyology progressed in twenty years? Review Article

    Birindelli, José L. O.; Sidlauskas, Brian L.

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Estudos sobre diversidade, taxonomia, filogenia e biogeografia de peixes neotropicais prosperaram nos últimos vinte anos, desde o primeiro simpósio sobre filogenia e classificação em Porto Alegre, Brasil. Aqui, os novos avanços nos estudos de peixes neotropicais são discutidos e a diversidade conhecida reavaliada para espécies de água doce. Foram descobertas 6.255 espécies de peixes de água doce para na região Neotropical até o momento, e estimamos que haja mais de 9.000 espécies quando o inventário estiver completo. Nós resumimos as informações do segundo Simpósio sobre Filogenia e Classificação de Peixes Neotropicais ocorrido no ano passado em Londrina, Brasil. Além de apresentações de convidados sobre Biodiversidade dos grandes grupos de peixes Neotropicais, de uma série de apresentações sobre o estado da arte das coleções científicas, e de diversas outras apresentações, o simpósio incluíu uma sessão especial em homenagem ao Dr. Richard Vari, um dos membros mais prolíficos e amados da nossa comunidade.

    Abstract in English:

    ABSTRACT Studies on the diversity, taxonomy, phylogeny, and biogeography of Neotropical Fishes have thrived over the twenty years that have elapsed since the first symposium on their phylogeny and classification in Porto Alegre, Brazil. Here, we review recent advances in the study of Neotropical fishes and assess the known diversity of freshwater species in that region. 6,255 valid freshwater species have been discovered in the Neotropics so far, and we estimate that over 9,000 species will be known when the inventory is complete. We also summarize the events of the second Symposium on Phylogeny and Classification of Neotropical Fishes that took place last year in Londrina, Brazil. Along with invited talks on the biodiversity of all major groups of Neotropical fishes, a series of presentations on the development of fish collections, and numerous contributed talks, the meeting included a special session to honor Dr. Richard Vari, who was one of the most prolific and beloved members of our community.
Sociedade Brasileira de Ictiologia Universidade Estadual de Maringá, Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Aquicultura/Coleção Ictiologia, Av. Colombo, 5790, 87020-900 Maringá, PR, Brasil, Tel.: (55 44)3011 4632 - Maringá - PR - Brazil
E-mail: neoichth@nupelia.uem.br