Períodos de Interferência na Cultura da Soja em Razão da Época de Emergência de Plantas Daninhas

R.R. ZANDONÁ D. AGOSTINETTO B.M. SILVA Q. RUCHEL D.S. FRAGA Sobre os autores

RESUMO:

A época de emergência das plantas daninhas modifica a competição com as culturas. Assim, tem-se como hipótese que o aumento do fluxo de emergência de plantas daninhas diminui o período anterior à interferência (PAI) na soja, aumentando o período crítico de prevenção à interferência (PCPI). O objetivo foi determinar o PAI e o PCPI das plantas daninhas na cultura da soja, em função da época preferencial do fluxo de emergência de plantas daninhas. Realizaram-se três experimentos em campo, em delineamento experimental de blocos casualizados, com quatro repetições. Os tratamentos foram arranjados em esquema fatorial, sendo o fator A composto pela convivência ou controle de planta daninha na cultura da soja, e o fator B, por oito períodos (0, 7, 14, 21, 28, 35, 42 e 135 dias após a emergência da cultura -DAE). Avaliou-se o número de plantas emergidas e a massa seca das plantas daninhas por gênero, bem como a produtividade da cultura. A interferência das plantas daninhas na cultura durante todo o ciclo reduz a produtividade de soja, em média, em 73, 94 e 89% na primeira, segunda e terceira época de semeadura, respectivamente. O controle químico deve ser adotado ao final do PAI, o qual deve ser realizado aos 14, 15 e 5 DAE da cultura, para a primeira, segunda e terceira épocas, respectivamente. A semeadura realizada de forma antecipada e na época intermediária de recomendação aumenta o PAI em cerca de 10 dias, favorecendo o manejo das plantas daninhas na cultura da soja.

Palavras-chave:
Glycine max; competição; perdas de produtividade

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