Relações entre a Autistic Behavior Checklist (ABC) e o perfil funcional da comunicação no espectro autístico

Resumos

TEMA: as alterações de comunicação e linguagem têm sido propostas como um dos três elementos fundamentais para a caracterização e o diagnóstico dos distúrbios globais do desenvolvimento (DGD). A Autistic Behavior Checklist (ABC) tem sido utilizada em diversas pesquisas, pois possibilita uma aplicação simples, que pode ser realizada a partir de amostras filmadas de comportamento, entrevistas com pais ou terapeutas, e pode ser utilizada por profissionais das áreas da saúde e da educação. OBJETIVO: a proposta deste estudo envolve a verificação das correlações entre o perfil funcional da comunicação e as diferentes pontuações na ABC. O objetivo geral desta pesquisa é identificar a possibilidade de contribuição da avaliação fonoaudiológica de crianças e adolescentes incluídos no espectro autístico a partir da verificação de relações entre seu desempenho comunicativo e a pontuação obtida na ABC. MÉTODO: foram sujeitos desta pesquisa 117 crianças e adolescentes, entre 2 e 16 anos de idade, já atendidos ou em atendimento no Laboratório de Investigação Fonoaudiológica em Distúrbios Psiquiátricos da Infância do Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da USP. RESULTADOS: indicaram a existência de correlações negativas entre a pontuação na ABC e a interatividade e complexidade da comunicação. As poucas correlações entre a sub-escala de linguagem e os outros dados sugerem a dissociação entre a descrição propiciada pela ABC e os critérios sugeridos pelo DSM-IV e pela CID-10 para o diagnóstico de autismo. CONCLUSÃO: a busca de critérios objetivos para a determinação de sub-grupos no espectro autístico permanece um desafio.

Transtorno Autístico; Linguagem; Criança


BACKGROUD: language and communication disorders are proposed as one of the three fundamental criteria for the description or diagnosis of pervasive developmental disorders (PDD), along with social disabilities and a narrow focus of interest. This way, the determination of simple procedures that can be used by health and education professionals to identify the persons that need specialized services is essential. The Autistic Behavior Checklist (ABC) is being used in several studies because it allows simple application and may be based on filmed behavior samples, interviews with parents or therapists. Its' results, on the other side, had been tested for a few decades and been shown reliable. AIM: the general aim of this study is to verify the possibility that the assessment of the relation between communicative profile and the ABC score contributes to the diagnostic process of persons with disorders of the autistic spectrum. METHOD: subjects were 117 children and adolescents with ages between 2 and 16 years attending language therapy. RESULTS: were statistically analyzed and indicated that there are negative correlations between the ABC scores and communicative interaction and complexity. The small amount of correlations between language sub-scale and the other data suggest that there is a dissociation of the description provided by the ABC and the criteria proposed by the DSM-IV and the ICD-10 to the diagnosis of autism. CONCLUSION: the search for objective criteria to determine subgroups of the autistic spectrum remains a challenge.

Child; Language; Autistic Disorder


ARTIGO ORIGINAL DE PESQUISA

Relações entre a Autistic Behavior Checklist (ABC) e o perfil funcional da comunicação no espectro autístico* * Trabalho Realizado no Laboratório de Investigação Fonoaudiologica nos Distúrbios do Espectro Autístico - Departamento de Fonoaudiologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Fapesp Projeto 2005/04113-8)

Fernanda Dreux Miranda FernandesI, 1 1 Endereço para correspondência: R. Cipotânea, 51 - Campus Cidade Universitária - São Paulo - SP - CEP 05360-160 ( fernandadreux@usp.br). ; Liliane Perroud MiilherII

IFonoaudióloga. Professor Associado do Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia

IIFonoaudióloga. Mestranda em Ciências da Reabilitação, Área de Concentração Comunicação Humana da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

RESUMO

TEMA: as alterações de comunicação e linguagem têm sido propostas como um dos três elementos fundamentais para a caracterização e o diagnóstico dos distúrbios globais do desenvolvimento (DGD). A Autistic Behavior Checklist (ABC) tem sido utilizada em diversas pesquisas, pois possibilita uma aplicação simples, que pode ser realizada a partir de amostras filmadas de comportamento, entrevistas com pais ou terapeutas, e pode ser utilizada por profissionais das áreas da saúde e da educação.

OBJETIVO: a proposta deste estudo envolve a verificação das correlações entre o perfil funcional da comunicação e as diferentes pontuações na ABC. O objetivo geral desta pesquisa é identificar a possibilidade de contribuição da avaliação fonoaudiológica de crianças e adolescentes incluídos no espectro autístico a partir da verificação de relações entre seu desempenho comunicativo e a pontuação obtida na ABC.

MÉTODO: foram sujeitos desta pesquisa 117 crianças e adolescentes, entre 2 e 16 anos de idade, já atendidos ou em atendimento no Laboratório de Investigação Fonoaudiológica em Distúrbios Psiquiátricos da Infância do Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da USP.

RESULTADOS: indicaram a existência de correlações negativas entre a pontuação na ABC e a interatividade e complexidade da comunicação. As poucas correlações entre a sub-escala de linguagem e os outros dados sugerem a dissociação entre a descrição propiciada pela ABC e os critérios sugeridos pelo DSM-IV e pela CID-10 para o diagnóstico de autismo.

CONCLUSÃO: a busca de critérios objetivos para a determinação de sub-grupos no espectro autístico permanece um desafio.

Palavras-Chave: Transtorno Autístico; Linguagem; Criança.

Introdução

O conceito de espectro autístico tem sido proposto como uma forma de incluir os diversos distúrbios globais de desenvolvimento numa perspectiva articulada que inclui a complexa inter-relação entre os diversos quadros clínicos, e não apenas sua justaposição (1). As questões de linguagem relacionadas aos distúrbios psiquiátricos incluídos no espectro autístico foram objeto de revisões anteriores (2-3) e descrições minuciosas (4).

As perspectivas mais atuais consideram que provavelmente há um componente genético envolvido na origem dos quadros de autismo (5), que são considerados uma síndrome comportamental com sintomas variáveis de acordo com a idade e intervenções (6).

Um ponto importante dessa discussão é marcado também pelos critérios propostos pela CID-10 e pelo DSM-IV, que indicam a necessidade de "prejuízos qualitativos" em cada uma das grandes áreas observadas. Essa observação refere-se à grande variação fenotípica observada, em que critérios de presença e/ou ausência de sintomas não seriam suficientes para descrever cada caso clínico (7-8). Grande parte dos trabalhos envolvidos na descrição dos diferentes quadros clínicos incluídos no espectro autístico enfatizam a necessidade de perspectivas multidisciplinares para o diagnóstico (9). A busca de critérios diagnósticos mais apropriados tem gerado diversos estudos (10-14).

A Autism Behavior Checklist (ABC) compõe o Autism Screening Instrument for Educational Planing (ASIEP) (15). Trata-se de uma escala de comportamentos não adaptativos, criada para triar e indicar probabilidade de diagnóstico de autismo. Foi validada no Brasil (16), e tem sido amplamente utilizada em contextos acadêmicos e institucionais. (Anexo). Entretanto, não há unanimidade quanto aos valores indicados nessa proposta, eles são considerados altos demais, tendendo a não classificar uma proporção importante de crianças (17).

É importante destacar, principalmente, o fato de que crianças não verbais não pontuam nos itens referentes à linguagem expressiva da subescala linguagem e isso representa um viés importante para o diagnóstico. Isso levou diversos autores a consideraram a ABC uma escala com alta especificidade, ou seja, não inclui indivíduos não autistas, mas com baixa sensibilidade, quer dizer, tende a não incluir muitos indivíduos autistas (13,15,17-18,23).

O desempenho em atividades funcionais de comunicação foi o melhor indicador do desempenho futuro (19) num estudo que investigou os progressos de crianças atendidas em escolas especializadas.

A proposta deste estudo envolve a verificação da hipótese de que é possível identificar correlações entre o perfil funcional da comunicação de crianças e adolescentes com diagnósticos psiquiátricos incluídos no espectro autístico e a sua pontuação na ABC.

Objetivo

O objetivo desta pesquisa é determinar a existência de correlações entre o perfil funcional da comunicação de crianças e adolescentes com diagnósticos psiquiátricos incluídos no espectro autístico e sua pontuação na ABC.

Método

Sujeitos

Foram sujeitos desta pesquisa 117 crianças e adolescentes, entre 2 e 16 anos de idade, com média de 7,8 anos, atendidos ou em atendimento no Laboratório de Investigação Fonoaudiológica em Distúrbios Psiquiátricos da Infância do Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da USP e cujos pais ou responsáveis assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido aprovado pela comissão de ética da instituição (Cappesq - 460/02).

Procedimentos

Foram analisadas as gravações em videotape realizadas durante os processos de coleta de dados para as avaliações realizadas no Laboratório de Investigação Fonoaudiológica nos Distúrbios Psiquiátricos da Infância do Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da USP.

Essas gravações registram 30 minutos de situação de interação entre sujeito e fonoaudiólogo, em situação de brincadeira com material escolhido pelo próprio sujeito.

As fitas foram analisadas pelo próprio pesquisador, pelos fonoaudiólogos que avaliaram cada um dos sujeitos e por um terceiro juiz (bolsista de capacitação técnica), para garantir a fidedignidade dos resultados. Os dados foram registrados em protocolo individual específico (Anexo) e sintetizados em planilhas digitais de dados.

Para a aplicação do protocolo da ABC, os dados foram complementados por entrevistas com pais e terapeutas.

Para o estudo estatístico foi aplicada a análise de correlação de spearman, com o objetivo de verificar o nível de relacionamento entre as variáveis, com nível de significância de 5%.

Resultados

No que diz respeito ao perfil funcional da comunicação, apenas as funções "Narrativa" e de "Pedido de Consentimento" não figuram entre as mais freqüentemente expressadas por nenhum dos sujeitos.

A Tabela 1 mostra os valores referentes a cada uma das sub-escalas e do escore total na ABC de todo o grupo de sujeitos.

A análise da correlação entre os aspectos estudados foi realizada através da análise de correlação de Spearman, e também utilizou índices de significância de 5%.

A Tabela 2 mostra os resultados significativos da correlação entre o perfil funcional da comunicação e os resultados da aplicação da ABC, em cada uma das sub-escalas e em seu resultado total.

A Tabela 3 apresenta os valores significativos da correlação entre a pontuação total e em cada uma das sub-escalas da ABC e as funções comunicativas expressadas com maior freqüência pelos sujeitos deste estudo.

Discussão

Foi possível observar que apenas as funções: "Narrativa" e de "Pedido de Consentimento", não figuram entre as mais freqüentes para nenhum dos sujeitos estudados. Ambas podem ser associadas à necessidade de meta-representação, pois implicam em pelo menos alguma compreensão a respeito dos diversos papeis dos interlocutores. Dessa forma, sua ausência pode estar relacionada às dificuldades de meta-representação e teoria da mente, frequentemente associadas aos quadros do espectro autístico (1,4,12). Ficaram evidentes também as grandes variações individuais mencionadas na literatura há várias décadas (11,14,19-20,23).

Na Tabela 1, a possibilidade de ausência de pontuação em alguma das sub-escalas, por outro lado, pode indicar dificuldades relativas à tradução e/ou à aplicação do protocolo. Embora se tenha tentado controlar essa possibilidade através da utilização de material filmado, além de entrevistas com pais e terapeutas (11,19-20), pode ser que o levantamento dos comportamentos apenas em termos de presença e ausência (8,21-22) tenha levado todos a buscar identificar qualquer possibilidade de ocorrência de cada um dos comportamentos.

Os dados da Tabela 2 indicam que as correlações do resultado total são positivas com o uso do meio comunicativo gestual e com a expressão de funções menos interativas e negativas com as funções mais interativas. Ou seja, quanto melhor o perfil funcional da comunicação, menor a pontuação na escala ABC. Todas as correlações significativas do uso de funções interativas são negativas, enquanto as do uso de funções não interativas, é positiva. Esses dados podem indicar que há consistência na associação entre o uso de funções não interativas e o diagnóstico no espectro autístico (10), embora esse não seja um critério da ABC. A correlação positiva entre o uso de comunicação verbal e a sub-escala de linguagem (quanto mais comunicação verbal, mais alta a pontuação na ABC) parece confirmar a fraca relação entre ela e o diagnóstico de autismo já mencionada anteriormente (6,15).

A ausência de correlações com a sub-escala de linguagem, como verificado na Tabela 3, parece indicar, mais uma vez, a fraca relação entre os itens dessa sub-escala e as alterações de linguagem observadas em indivíduos do espectro autístico (17). Por outro lado, a correlação negativa com as funções mais interativas e positivas com as menos interativas sugere, novamente, a caracterização funcional das alterações de linguagem no espectro autístico.

Conclusão

O presente estudo propôs a determinação da existência de correlações entre o perfil funcional da comunicação de crianças e adolescentes com diagnósticos psiquiátricos incluídos no espectro autístico e sua pontuação na ABC. Genericamente os dados indicam correlações negativas entre a interatividade da comunicação e o uso do meio verbal de comunicação e a pontuação nas sub-escalas de Estímulo Sensorial e de uso de Corpo e Objetos. Os resultados indicam proporcionalmente mais correlações entre os resultados totais e de cada sub-escala da ABC e os aspectos referentes à interatividade da comunicação e aos meios comunicativos utilizados do que ao uso de determinadas funções comunicativas. No que diz respeito a cada uma das sub-escalas destaca-se a ausência de correlações entre a sub-escala de Linguagem e as funções comunicativas. Por outro lado, merece atenção também a correlação negativa entre a pontuação em todas as sub-escalas, exceto a de Linguagem, da ABC e o uso da função de Comentário. Esses dados parecem indicar que há correlações significativas entre a pontuação na ABC e os resultados referentes ao perfil funcional da comunicação, exceto no que se refere à sub-escala de Linguagem. Seguramente isso constitui um forte argumento a favor da complementaridade entre a aplicação da ABC e a determinação do perfil funcional da comunicação de indivíduos do espectro autístico.

O grande número de sujeitos desta pesquisa e o fato de que todos eles tinham diagnósticos psiquiátricos incluídos no espectro autístico, segundo os critérios propostos pela CID-10 ou pelo DSM-IV argumentam a favor dos estudos que questionam a validade da utilização da ABC como critério diagnóstico para o autismo. Os resultados apóiam a noção de que há incompatibilidade entre a descrição diagnóstica proposta pela ABC e os critérios sugeridos pelo DSM-IV e pela CID-10.

Nesse sentido, na ausência de diagnóstico psiquiátrico, sugere-se que a aplicação da ABC pode confirmar hipóteses diagnósticas mas não deve funcionar como um instrumento único de determinação de encaminhamentos ou escolhas terapêuticas.

Recebido em 22.08.2007.

Revisado em 9.05.2008.

Aceito para Publicação em 9.05.2008.

Artigo Original de Pesquisa

Artigo Submetido a Avaliação por Pares

Conflito de Interesse: não

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Anexo

  • *
    Trabalho Realizado no Laboratório de Investigação Fonoaudiologica nos Distúrbios do Espectro Autístico - Departamento de Fonoaudiologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Fapesp Projeto 2005/04113-8)
  • 1
    Endereço para correspondência: R. Cipotânea, 51 - Campus Cidade Universitária - São Paulo - SP - CEP 05360-160 (

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    07 Jul 2008
  • Data do Fascículo
    Jun 2008

Histórico

  • Aceito
    09 Maio 2008
  • Recebido
    22 Ago 2007
  • Revisado
    09 Maio 2008
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