Entre a escuta e o escutar: psicanálise, psicoterapia e pobreza urbana em Buenos Aires

María E. Epele Sobre o autor

Resumo

A partir de diferentes disciplinas e perspectivas tem se pesquisado as diversas técnicas, orientações e desenvolvimentos da psicanálise na Argentina; no entanto, somente alguns poucos estudos se dedicaram a pesquisar as psicoterapias e a psicanálise no sistema público de saúde, especificamente em hospitais. Partindo dos resultados da etnografia que vem sendo realizada desde 2013 em Centros de Saúde em um bairro da Área Metropolitana de Buenos Aires, este trabalho tem por objetivo problematizar a escuta. Isto é, os modos de escutar em sua diversidade que participam como tecnologias nos tratamentos centrados na palavra e orientados às populações marginalizadas. Através da articulação das perspectivas antropológicas que abordam as psicoterapias e tecnologias psi em populações marginalizadas e aquelas que estudam os sentidos, serão analisados aqui os modos de escutar em termos de ações corporais, de modo perceptivo e expressivo. Finalmente, e baseada em uma aproximação etnográfica da comunidade/bairro, o ouvir e o escutar, o ser escutado e o falar nos tratamentos centrados na palavra, se convertem em uma variação entre os diversos modos que estas ações assumem na vida cotidiana destas populações.

 Palavras-chave:
psicanálise; psicoterapia; pobreza urbana; etnografia; Buenos Aires.

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