Comunicação de risco no enfrentamento da COVID-19 no Brasil: uma análise retórica

Cícera Renata Diniz Vieira Silva Osvaldo Goes Bay Júnior Claudia Santos Martiniano Severina Alice da Costa Uchoa Sobre os autores

Resumo

Objetivou-se analisar as informações relacionadas à pandemia do novo coronavírus no Brasil, veiculadas pelas autoridades nacionais e estaduais, pelas lentes da comunicação de risco e engajamento comunitário. Trata-se de um estudo qualitativo, reflexivo, ancorado na análise retórica. Foram analisados dois grupos de discursos. O primeiro, de âmbito nacional, subdividido em discurso da Presidência da República do Brasil e do Ministério da Saúde. O segundo, dos estados, representados por seus atos normativos relacionados ao enfrentamento da pandemia. Algumas recomendações no manejo da doença têm compreensão unânime. Outras ações, no entanto, não encontram o mesmo amparo no discurso nacional e subnacional, por esse motivo sendo tomado para análise mais detalhada nesse artigo, a saber: a organização da comunicação de risco e o engajamento comunitário; a prática de distanciamento social; e o uso de medicamentos para o tratamento da doença. A comunicação de risco parte da premissa de que toda emergência de saúde pública enfrenta desafios de comunicação e pode se beneficiar das lições aprendidas anteriormente. O fato da existência de discursos distintos entre os entes da federação implica na desorganização das informações, desentendimentos e maior grau de incerteza da população sobre a doença e como se prevenir.

Palavras-chave:
Pandemias; Coronavírus; Comunicação; Saúde pública

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