Gordura corporal: entre a patologização e a falência moral

RESENHAS REVIEWS

IDoutorando em Saúde Coletiva pelo Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IESC-UFRJ). Endereço eletrônico: alan10@zipmail.com.br

IIProfessora adjunta do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IESC-UFRJ). Endereço eletrônico: jaquetf@gmail.com

MATTOS, R.

Sobrevivendo ao estigma da gordura.

São Paulo: Vetor, 2012. 202 p.

Graduado em Educação Física, mestre e doutor em Saúde Coletiva, Rafael Mattos é autor do livro intitulado Sobrevivendo ao estigma da gordura. Embora parte de tal obra esteja publicada em outra oportunidade (MATTOS; LUZ, 2009), para além das explicações eminentemente biológicas, o livro fornece indícios de forma mais ampla acerca do adoecimento e sofrimento em relação à obesidade e de que maneira suas consequências interferem na vida cotidiana do sujeito.

A ideia central que permeia o conteúdo do livro se refere à noção de como o aspecto da gordura é concebido de maneira tão negativa pela sociedade contemporânea. Por meio de um estudo socioantropológico, Mattos foca primordialmente nos sentidos e significados que os sujeitos com sobrepeso e obesidade atribuem a certas práticas de saúde. A partir de uma cosmologia relativa a um estereótipo de (im)perfeição, a obesidade é traduzida em termos de risco a um corpo considerado saudável. O corpo considerado gordo sofre um estigma perante a sociedade pela sua falência moral, bem como uma patologização por certas dimensões corpóreas definidas inadequadas biologicamente pelo referencial biomédico.

Destarte, no primeiro capítulo, "Corpo, beleza e contemporaneidade", ao buscar desnaturalizar o corpo, o autor argumenta que este é construído social e culturalmente ao longo da história. O corpo emite inúmeras ações simbólicas de um conjunto de sentidos e significados. Nesta perspectiva de compreensão de corpo do natural ao sociocultural, Mattos afirma que as representações relativas ao corpo obeso ou ao corpo magro são configuradas para além de classificações fisiológicas, isto é, "Muito mais do que uma condição orgânica, a obesidade é um fato social." (p. 26).

Ao condensar um complexo sistema de marcas sociais regentes do pensar e do agir dos sujeitos, as ideias associadas aos atributos do corpo, como a saúde e a beleza, também variam de acordo com aspectos histórico-sociais. Assim, cada grupo social interioriza certos usos do corpo de maneira singular.

Sobre o culto ao corpo na contemporaneidade, mais precisamente em relação à tensão entre a noção de músculos e de gordura, o autor pondera que a construção da identidade (social) do sujeito é permeada de juízos de valor quanto à imagem do corpo; "[...] o músculo torna-se o 'sagrado' e a gordura o 'profano'. (p. 30). Devido a imperativos sociais determinantes em valorizar certos padrões corporais em uma cultura somática (ou lipofóbica),1 1 Significa uma aversão aos lipídeos ou aos níveis de gordura corporal pelos seus riscos potenciais à saúde (CASTIEL et al., 2010). o sujeito adota um automonitoramento diante das formas do corpo. Nesse contexto, segundo o autor, a prática corporal destinada ao fitness ganha notoriedade com o intuito de servir para as modificações corporais à luz do imaginário social referente à ideias presentes em uma perspectiva narcisista e hedonista. Emerge, portanto, um estatuto moral acerca do corpo que acarreta maior cuidado de si ou autogestão constante de vigilância e de controle da aparência. No entanto, além de valorizar a estética, sabe-se que o atual culto ao corpo também está privilegiando atributos atrelados à saúde, o que é denominado de wellness (FURTADO, 2009).

Para o autor, o atual cenário da busca persecutória de saúde e de estética interfere significativamente nas relações sociais e no culto ao corpo, uma vez que, caracterizando-se por um modo de subjetivação, constitui fundamentalmente a identidade do sujeito e seu sentimento de pertencimento a determinado grupo social.

O segundo capítulo, "O corpo gordo estigmatizado", traz uma reflexão sobre as consequências da obesidade no sentido de não corresponder ao script do que seria um corpo saudável e/ou um corpo belo, considerados normais na sociedade. Baseando-se na abordagem do interacionismo simbólico de Goffman (2008), Mattos destaca que os obesos vivenciam uma estigmatização do ponto de vista de estar à margem das relações sociais pelo fato de sua forma corporal não corresponder aos atributos e aos estereótipos considerados comuns e naturais para os membros da sociedade. O sujeito visto como gordo acaba vivenciando um preconceito no contato das relações socioafetivas. Preguiçoso, fracassado, "molenga" e desleixado são apenas algumas características que definem o corpo gordo, uma vez que os grupos sociais buscam constantemente classificar e categorizar a identidade social dos sujeitos por meio de atributos físicos.

Em decorrência de uma marca social pejorativa, o sujeito gordo tenta esquadrinhar sua aparência corporal eliminando o excesso de gordura. Nas palavras de Goffman (2002), busca-se criar uma "fachada" para emitir sinais simbólicos com o intuito de transmitir ao outro um perfil de corpo socialmente aceito.

Mattos menciona que o sujeito estigmatizado pela sua dimensão corporal se vê entremeado a uma série de discursos acerca do que ele deveria pensar de si ou como se configuraria a identidade do seu eu. Tanto os meios de comunicação, como alguns trabalhos detectaram (SERRA; SANTOS, 2003; SUDO; LUZ, 2007), quanto os profissionais de saúde prescrevem normas e juízos de valor acerca das relações entre saúde, estética e comportamentos que deveriam ser adotados ou ajustados para um bem-viver legítimo cientificamente distante dos males da obesidade. O autor ainda discute que há um componente mercadológico que atrai os sujeitos que desejam "corrigir" sua aparência à luz de ideais de emagrecimento.

Embora grande parte dos obesos declare a preocupação com a estética, o autor ressalva que o engajamento e a manutenção na realização de práticas corporais se voltam também para outras finalidades, como a solidariedade estabelecida entre seus pares e o aprimoramento da capacidade funcional para realizar atividades cotidianas. O desejo de emagrecimento, portanto, ultrapassa a ideia de moldar a aparência corporal ou de melhorar a saúde. Os laços sociais construídos por redes de ajuda mútua nos espaços das práticas corporais e estar livre de incapacidades físicas pelo excesso de gordura são significativamente importantes, fatos estes, muitas vezes, não compreendidos por profissionais de saúde, conforme afirma Mattos.

Já no terceiro capítulo, "O habitus corporal e os campos do fitness e da qualidade de vida e promoção da saúde", são abordados os conceitos de habitus e de campo delineados pela teoria de Pierre Bourdieu visando relacioná-los à corporeidade dos indivíduos com sobrepeso ou obesidade. Mattos estabelece que a categoria de habitus do corpo gordo subsidia a compreensão sobre os sentidos atribuídos pelos sujeitos a determinadas práticas corporais e a noção de campo fornece uma análise acerca do fitness, da promoção da saúde e da qualidade de vida. Com base no conceito de habitus, Mattos afirma que o sujeito interioriza e internaliza determinadas linguagens corporais desenvolvidas a partir da sua história de vida e do grupo social na qual está inserido, podendo, assim, se expressar nos seus padrões alimentares, na sua prática regular de atividade física, etc.

Segundo Mattos, a posição na estrutura social do sujeito define as representações do obeso acerca da comida e da prática corporal, uma vez que a vivência de certos modos de usos do corpo interiorizada ao longo da vida é determinante na constituição da subjetividade das percepções e ações de/no mundo. Como Mauss (2003) aponta, "Em toda sociedade, todos sabem e devem saber e aprender o que devem fazer em todas as condições." (p. 420). E ainda problematiza sobre as dificuldades das mudanças no estilo de vida dos obesos, pois a interiorização de valores e desejos está fortemente enraizada no pensar e no agir dos sujeitos. O autor sugere que a estratégia para o emagrecimento se consolidaria, em parte, no plano da ressignificação em torno do comer e do se exercitar. Ou seja, os modos de lidar com o corpo podem variar em função da posição social e do capital cultural acumulado ao longo da vida (BOURDIEU, 1983; BOLTANSKI, 1984).

Mattos discute que, em relação ao campo do fitness, há uma valorização do culto ao corpo no sentido estético e se torna um espaço de violência simbólica, classificando os sujeitos e atribuindo usos e tipos do corpo considerados legítimos (musculosos, magros e sadios) e ilegítimos (feios, fracos, molengas, incapazes e gordos). Ao debater sobre o campo da promoção da saúde e da qualidade de vida, o autor consolida seu pensamento de que os estigmatizados corporalmente, como os obesos, se sentem alinhados as práticas corporais voltadas ao bem-estar geral, ultrapassando a hegemonia dos saberes biomédicos que tornam o corpo como uma máquina eminentemente constituída de mecanismos morfofisiológicos visando ao aprimoramento da aparência.

No quarto capítulo, intitulado "A patologização do corpo gordo: seria a obesidade uma doença?", o autor centra sua análise da obesidade em torno do referencial teórico de Georges Canguilhem acerca da compreensão de que a saúde e a doença não podem ser compreendidas de forma quantitativa. Nessa direção, salienta-se a crítica relativa ao critério quantitativo de diferenciar o normal e o patológico.

Em termos gerais, o autor questiona a premissa estatístico-biomédica de que o obeso deveria buscar práticas de ascese, a fim de se distanciar do seu status anormal ou patológico para viver de maneira mais saudável. A partir da teoria de Georges Canguilhem, Mattos registra e relativiza que a vida constitui as próprias normas, sendo o ser humano quem determina o que é normal e saudável em determinada situação ou meio social. A vida é continuum entre o aumento e a diminuição da normatividade biológica na medida em que o movimento ininterrupto de autossuperação e autopreservação é indelével. O obeso é anômalo e não anormal, pois, a depender do grau de quantidade gordura, não se situa em condições incompatíveis com vida, mas apenas na sua capacidade de ampliar normas para si que varia.

O autor chama a atenção para que os profissionais de saúde não compreendam o sujeito obeso como um doente, já que este se situa no nível da anomalia (diferença) e raramente na anormalidade (patologia), pois poucos são os casos em que a normatividade do sujeito fica reduzida. Ao refletir que é preciso relativizar as pesquisas biomédicas que ditam, por meio de critérios quantitativos, o que seria saudável, o autor sugere uma compreensão socioantropológica e sócio-histórica da doença e do paciente.

O quinto capítulo, desenvolvido com base em Michel Foucault, sob o título "A biopolítica da obesidade", trata do possível controle de massa corporal que se sedimenta como uma forma de controle dos corpos. A ideia de medir os sujeitos a partir de parâmetros que definem supostas médias da espécie humana hierarquiza formas de corpo que são (des)qualificadas social e culturalmente, segundo Mattos. O corpo gordo se torna um desvio do padrão dito normal - leia-se aparentemente belo e saudável, valores esses compartilhados e perseguidos pela sociedade contemporânea.

Posteriormente, no sexto capítulo, "Racionalidades médicas", Mattos define o conceito que é todo sistema médico complexo construído racional e empiricamente em cinco dimensões teórico-conceituais: morfologia humana (anatomia), uma dinâmica vital (fisiologia), uma doutrina médica, um sistema diagnóstico e um sistema terapêutico. O autor aprofunda de maneira densa a discussão sobre os paradigmas de saúde que se apresentam nas racionalidades médicas: o vitalista (olhar acerca do equilíbrio saudável entre o aspecto físico, mental, afetivo, social e espiritual) e o da biomedicina (análise biomecânica de um corpo ausente de sintomas, logo saudável e sem doenças), relacionando-os com a obesidade.

No último capítulo, acerca da "Promoção da saúde e qualidade de vida para obesos", o autor destaca, em primeiro lugar, que a saúde pode ser entendida por obesos como autonomia. O sujeito gordo se depara com a diminuição da capacidade funcional e da liberdade de vivenciar a atividades cotidianas, isto é, um modo de viver permeado de uma vulnerabilidade psicofísica e social. As condições corporais limitantes podem gerar angústia e sofrimento do sujeito, fazendo com que a busca de práticas corporais seja indispensável para melhorar o quadro clínico. Ao traçar a história e a historiografia da Educação Física como pano de fundo da discussão, o autor pontua e caracteriza a recente tendência do desenvolvimento de práticas corporais voltadas à saúde e à qualidade de vida.

Com base primordialmente na empiria, o autor discute sobre a importância terapêutica da ludicidade durante a realização das práticas corporais e os aspectos espaço-temporais próprios que as envolvem para além dos efeitos orgânico-funcionais. Mais do que benefícios fisiológicos e psicológicos, as atividades do jogo comportam construções simbólicas e (re)interpretações sobre a obesidade. O jogo proporciona ao obeso (isolado socialmente) a consciência coletiva por meio das suas práticas corporais que reforçam os laços de pertencimento traduzidos na coesão do grupo. Dessa forma, o autor pontua que é nesse contexto que surgem novas maneiras de pensar, sentir e agir no social.

O autocontrole e a autoconsciência provindos do treinamento de força representados na busca da harmonia entre as partes e o equilíbrio de tensões também são indispensáveis nas práticas terapêuticas,2 2 O autor ainda pondera sobre o que seria considerado "sagrado" ou "profano" no âmbito das práticas corporais voltadas para os obesos. mas Mattos descreve os modus operandi para se alcançar esse olhar holístico do corpo. O autor acrescenta que saúde ainda pode significar acolhimento, cuidado e atenção por parte do sujeito obeso na medida em que o corpo gordo sofre por ser considerado um doente, condição frágil e de vulnerabilidade social e cultural esta que deve ser compreendida pelo profissional de saúde. Mattos afirma que é preciso cuidar da pessoa e não apenas do corpo dito doente, ou seja, é preciso que o obeso elabore estratégias de ressignificação da vida.

Nesse contexto, de acordo com o autor, a construção de laços sociais também é fundamental para o obeso sobreviver diante do estigma da gordura e do adoecimento causado pelo sobrepeso na sociedade contemporânea capitalista. Para Mattos, o obeso pode se situar em uma instabilidade emocional, um isolamento social e um desamparo que são produtos da competição da vida social, do sucesso como uma vitória pessoal, do individualismo como condição de sucesso, do lucro e a vantagem sobre o outro, etc.

À guisa de conclusão, breve e criticamente, na linha das propostas de investigação de alguns estudos (QUEIROZ; CANESQUI, 1986; UCHÔA; VIDAL, 1994; BRICEÑO-LEÓN, 2003; BARROS; NUNES, 2009), Mattos pondera sobre a importância de estudos socioantropológicos na área da saúde. Buscar compreender as concepções e a lógica dos pacientes, bem como pensar sobre as representações e as práticas dos profissionais de saúde face ao corpo, podem revelar aspectos constitutivos do processo saúde-doença em determinado espaço social e cultural em determinada época.

O autor se direcionou especificamente aos possíveis significados e sentidos de sujeitos obesos perante as práticas corporais realizadas na contemporaneidade. Do ponto de vista social e histórico, saúde e estética corporal ainda são os principais temas que atravessam e desafiam o cotidiano do sujeito com excesso de gordura, uma vez que podem sofrer um processo de estigmatização e de patologização representado em um sofrimento físico, social, afetivo, psíquico e moral.

Estratégias que ultrapassam a prescrição de exercícios físicos visando ao emagrecimento no que diz respeito às alterações exclusivamente biológicas do corpo parecem ser fundamentais para o sujeito obeso. Isso se justifica, pois, do ponto de vista de Carvalho e Martins (2004), a obesidade não é apenas uma questão de ingerir menos comida e gastar mais em exercício físico, mas também de um complexo multifatorial determinante para o excesso de peso. Dessa forma, Mattos aponta que os vínculos sociais e a ludicidade engajam e mantêm os sujeitos no processo de realização das práticas corporais, ressignificando o sofrimento dos males da obesidade. O autor afirma que o ser humano dá um novo sentido ao viver saudável e aos supostos ideais hegemônicos de beleza.

Por fim, tendo em vista as instigantes reflexões teóricas e as contribuições empíricas delineadas de forma imperiosa pela obra Sobrevivendo ao estigma da gordura, pode-se destacar que o livro colabora sobremaneira para o desenvolvimento acadêmico-profissional do campo da Saúde Coletiva. Uma contribuição importante do autor é que ele faz uma leitura da obesidade à luz de diferentes autores e escolas da sociologia e da antropologia, o que permite revisitá-los(as) diante de um exemplo concreto. O livro reitera e avança nas análises e nas temáticas relativas ao corpo e à prevenção, à promoção, à proteção e à reabilitação da saúde, a partir dos referenciais teóricos eivados pelas discussões socioantropológicas.3 3 Ambos os autores foram responsáveis pela idealização e participaram igualmente de todas as etapas de elaboração desta resenha.

Notas

  • BARROS, N. F.; NUNES, E. D. Sociologia, medicina e a construção da sociologia da saúde. Revista de Saúde Pública. São Paulo, v. 43, n. 1, p. 169-175, 2009.
  • BOLTANSKI, L. As classes sociais e o corpo 2. ed. Rio de Janeiro: Graal, 1984.
  • BOURDIEU, P. Questões de sociologia Rio de Janeiro: Marco Zero, 1983.
  • BRICEÑO-LEÓN, R. Las ciencias sociales y la salud: un diverso y mutante campo teórico. Ciência & Saúde Coletiva. Rio de Janeiro, v. 8, n. 1, p. 33-45, 2003.
  • CARVALHO, M. C.; MARTINS, A. A obesidade como objeto complexo: uma abordagem filosófico-conceitual. Ciência & Saúde Coletiva Rio de Janeiro, v. 9, n. 4, p. 1003-1012, 2004.
  • CASTIEL, L. D.; GUILAM, M. C. R.; FERREIRA, M. S. Correndo o risco: uma introdução aos riscos em saúde. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2010.
  • FURTADO, R. P. Do fitness ou wellness: os três estágios de desenvolvimento das academias de ginástica. Pensar a Prática Goiânia, v. 12, n. 1, p. 1-11, jan-abr 2009.
  • GOFFMAN, E. A representação do eu na vida cotidiana 10. ed. Petrópolis: Vozes, 2002.
  • GOFFMAN, E. Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. 4. ed., Rio de Janeiro: LTC, 2008.
  • MATTOS, R. S.; LUZ, M. T. Sobrevivendo ao estigma da gordura: um estudo socioantropológico sobre obesidade. Physis: Revista de Saúde Coletiva Rio de Janeiro, v. 19, n. 2, p. 489-507, 2009.
  • MAUSS, M. As técnicas do corpo. In: ______. Sociologia e Antropologia São Paulo: Cosac Naify, 2003.
  • QUEIROZ, M. S.; CANESQUI, A. M. Antropologia da medicina: uma revisão teórica. Revista de Saúde Pública São Paulo, v. 20, n. 2, p. 152-164, 1986.
  • SERRA, G. M. A.; SANTOS, E. M. Saúde e mídia na construção da obesidade e do corpo perfeito. Ciência & Saúde Coletiva Rio de Janeiro, v. 8, n. 3, p. 691-701, 2003.
  • SUDO, N.; LUZ, M. O gordo em pauta: representações do ser gordo em revistas semanais. Ciência & Saúde Coletiva Rio de Janeiro, v. 12, n. 4, p. 1033-1040, 2007.
  • UCHÔA, E.; VIDAL, J. M. Antropologia médica: elementos conceituais e metodológicos para uma abordagem da saúde e da doença. Cadernos de Saúde Pública Rio de Janeiro, v. 10, n. 4, p. 497-504, out-dez 1994.

  • Gordura corporal: entre a patologização e a falência moral
    Alan Camargo SilvaI; Jaqueline Teresinha FerreiraII
  • 1
    Significa uma aversão aos lipídeos ou aos níveis de gordura corporal pelos seus riscos potenciais à saúde (CASTIEL
    et al., 2010).
  • 2
    O autor ainda pondera sobre o que seria considerado "sagrado" ou "profano" no âmbito das práticas corporais voltadas para os obesos.
  • 3
    Ambos os autores foram responsáveis pela idealização e participaram igualmente de todas as etapas de elaboração desta resenha.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    09 Maio 2013
  • Data do Fascículo
    2013
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