Plataforma de polímeros no sul do Brasil

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Plataforma de polímeros no sul do Brasil

A Plataforma de polímeros no Sul do Brasil (PLAPSUL) é um projeto financiado pelo MCT/PADCT com os seguintes objetivos: a) diagnosticar a situação (em termos de tecnologia) do setor industrial na região; b) estabelecer as prioridades regionais quanto a financiamento para C&T; c) detectar e estimular o desenvolvimento de parcerias e, d) atingir um maior e melhor nível de organização regional na área de materiais poliméricos.

Tendo a ABPol-Sul como proponente, e como participantes e co-executores o Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Estado do Rio Grande do Sul (SINPLAST), o Sindicato das Indústrias de Artefatos de Borracha do Estado do Rio Grande do Sul (SINBORSUL), a Universidade de Caxias do Sul, o Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET, Sapucaia do Sul), o Centro de Formação Profissional SENAI Nilo Bettanin, a Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e tendo como conveniada a Fundação de Apoio à UFRGS (FAURGS), o projeto PLAPSUL vem sendo desenvolvido desde setembro de 1998, devendo encerrar-se em julho de 1999.

A PLAPSUL realizou um extenso diagnóstico setorial através de pesquisa encomendada à América Consultoria e Projetos Internacionais abrangendo as áreas de plásticos, borrachas, tintas e adesivos. Em um primeiro momento (janeiro e fevereiro) a pesquisa foi dirigida às empresas com maior tradição em inovação tecnológica. No primeiro workshop (24/03/99), a pesquisa foi ampliada permitindo a complementação do trabalho através da participação de todas as empresas interessadas. A este evento compareceram cerca de 140 profissionais representando empresas, escolas e universidades. Durante 5 horas cada segmento avaliou suas características e suas demandas, permitindo uma excelente ampliação da pesquisa anteriormente realizada.

No RS existem mais de 700 empresas atuando na área de polímeros, sendo mais de 70% empresas de porte pequeno. A inovação tecnológica para indústrias pequenas deve envolver parcerias amplas em torno de objetivos comuns que capacitem-nas em termos competitivos de forma progressiva e duradoura. Empresas de médio e grande porte, por sua vez, são compradoras usuais de tecnologia, mas apresentam, em função desta experiência, maior disposição para a geração de tecnologia própria, quando convencidas de que podem faze-lo com sucesso, em função de seu estágio de desenvolvimento e da qualificação dos parceiros.

Em um segundo workshop (01/06/99) ao qual compareceram cerca de 200 profissionais, com expressiva participação do setor industrial, foram apresentados os resultados consolidados do diagnóstico, os principais programas de fomento e incentivos fiscais para desenvolvimento tecnológico, seguindo-se a instalação de grupos de trabalho dedicados às seguintes atividades:

a) elaboração de documento sobre demandas regionais em termos de investimentos e política de C & T.

b) desenvolvimento de novos mecanismos de cooperação, particularmente aqueles que envolvam as entidade patronais como elos de fortalecimento das relações da empresa com o setor de ensino e pesquisa.

c) detecção e divulgação de oportunidades de financiamento para desenvolvimento tecnológico.

d) grupos setoriais específicos:

d.1) grupo de reciclagem de borrachas: é um problema que preocupa o setor industrial, e que desenvolverá ações de organização e desenvolvimento cooperativo neste tema.

d.2) grupo de reciclagem de termoplásticos: justifica-se a formação deste grupo por apresentar características bem diferentes do primeiro, uma vez que envolve de forma expressiva a possibilidade de reaproveitamento de resíduos urbanos.

d.3) grupo de ampliação de infra-estrutura de serviços no segmento de borrachas: volta-se para a ampliação do Centro Tecnológico de Polímeros (CETEPO), instalado em São Leopoldo (RS) com o objetivo de melhor capacitá-lo para a prestação de serviços e desenvolvimento de produtos.

d.4) grupo de moldes e matrizes: iniciativa da CEFET/RS, que já dispõe de infra-estrutura básica nas áreas de CAD/CAE/CAM, tem por objetivo desenvolver parcerias com empresas e outras instituições visando desenvolver esta área que hoje ainda encontra sérias dificuldades em termos de inovação.

d.5) grupo denominado Centro Virtual de Pesquisa e Serviços: encarregar-se-á da instalação de bancos de dados informativos para o setor de polímeros, com acesso via Internet.

A PLAPSUL terá durante dois anos o seu site na Internet (acessível desde janeiro de 1999 no endereço http://www.ufrgs.br/plapsul), bem como de uma lista de intercâmbio e divulgação (atualmente com 170 endereços eletrônicos). Divulgação de assuntos na rede pode ser solicitada ao endereço rbaum@if.ufrgs.br, sendo que em futuro próximo a lista será aberta para divulgação automática de mensagens.

Este projeto tem uma característica altamente multi-institucional, o que se constituiu em fator decisivo para a realização dos seus objetivos. A equipe completa do projeto é constituída (o asterisco indica a composição do comitê executivo) por Ademir Zattera, Estevão Freire, Gláucio A. Carvalho e Mara Zeni Andrade (*)(UCS), Assis F. de Castilhos (*)(CEFET/RS), Eduardo Tergolina (*) e Fernando Franceschini (Ipiranga Petroquímica), Carlos A. Ferreira, Cesar L. Petzhold, Dimitrios Samios, Griselda B. Galland, Liane L. L. Freitas, Madalena C. Forte, Nilo S. Medeiros Cardozo, Norberto Holz, Marly M. Jacobi, Raquel Santos Mauler (*)(UFRGS), César R. Codorniz (CECLAP Ltda e Presidente do SINPLAST), Paulo Sérgio Dias (*)(SINPLAST), Geraldo P. R. Fonseca (Borbonite e Presidente do SINBORSUL), Eliandro Bortoluzzi (*)(SINBORSUL), Luis Carlos Fabian e Antonio Morschbacker (*)(OPP Petroquímica), Cláudio Pocos e Ney Kaminsky (*)(ULBRA), Roney Brognolli (*)(C.F.P. Nilo Betannin) e Ricardo Baumhardt Neto (IQ/UFRGS e ABPOL-Sul, coordenador do projeto).

O comitê executivo da PLAPSUL avalia neste momento a possibilidade de continuidade da plataforma como entidade supra-institucional a contribuir com a organização e articulação do setor, ao mesmo tempo em que se dedica a ampliar as possibilidades de parcerias entre empresas e instituições de ensino e pesquisa.

Notícia elaborada pelo Prof. Dr. Ricardo Baumhardt Neto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    24 Jun 2010
  • Data do Fascículo
    Jun 1999
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