Open-access Modelos de organização de escolas de Educação Bilíngue de Surdos: experiências em três instituições do estado de São Paulo

Modelos de organización de escuelas de educación bilingüe para sordos: experiencias en tres instituciones del estado de São Paulo

Embora o Brasil tenha mais de quarenta escolas de Educação Bilíngue de Surdos (EBS), a literatura sobre como essas instituições organizam a sua prática é escassa. Este artigo objetiva apresentar três modelos de organização de EBS localizados em cidades de grande porte do estado de São Paulo, com base em dados produzidos durante o minicurso “Modelos de organização de escolas de EBS: três experiências distintas”, realizado na Semana de Educação da Universidade de São Paulo (USP). Foi possível identificar as principais características de cada modelo, as metodologias utilizadas, as estratégias de apoio às famílias e os desafios para garantir o direito linguístico dos estudantes surdos. Apesar das diferenças de contexto (instituição privada e escolas públicas municipais), os três modelos convergem na defesa da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua (L1) e do português escrito como segunda língua (L2), na prioridade à aquisição precoce da linguagem e na articulação com a comunidade surda. As experiências analisadas demonstram que escolas bilíngues de surdos não são espaços de segregação, mas territórios linguísticos que asseguram equidade e identidade.

Palavras-chave
direitos linguísticos; práticas pedagógicas bilíngues; escolas-polo; escolas bilíngues de surdos; Libras

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