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A epistemologia genética e a interação social de crianças

Maria Lucia Faria Moro Sobre o autor

O artigo apresenta um estudo de caso sobre as relações da interação social de crianças com suas construções cognitivas individuais de aprendizagem da adição/subtração, segundo proposições da epistemologia genética. Os resultados vêm da análise qualitativa microgenética da seqüência completa, gravada em vídeo, dos eventos referentes às inter-relações: a) das estratégias cognitivas expressas por três meninos que, juntos, resolveram tarefas relativas ao conteúdo aritmético citado; b) daquelas estratégias com as intervenções do adulto. Os sujeitos (idades de 7,4; 8,6; e 9,1) eram alunos de primeira série de uma escola pública. Os resultados apoiam parcialmente hipóteses sobre um modelo cíclico complexo de inter-relações das realizações dos parceiros e destas com as intervenções do adulto. O modelo piagetiano da equilibração explica a complexidade das interações sociais discutidas, em suas relações necessárias mas não suficientes com as construções cognitivas individuais.

Processo de equilibração; interações sociais de crianças; aprendizagem em pequenos grupos


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