FREQUENTADORAS DE ACADEMIAS DE GINÁSTICA PARA MULHERES E TRADIÇÃO FAMILIAR: SUBORDINAÇÃO OU EMANCIPAÇÃO?

FREQUENTADORAS DE ACADEMIAS DE GIMNASIA PARA MUJERES Y TRADICIÓN FAMILIAR: SUBORDINACIÓN O EMANCIPACIÓN?

WOMEN WHO USE WOMEN-ONLY GYMS AND FAMILY TRADITIONS: SUBORDINATION OR EMANCIPATION?

Deimersom Pereira Frazão Neil Franco Carlos Alberto de Andrade Coelho FilhoSobre os autores

Resumo

Esta pesquisa, de natureza qualitativa, objetiva desvelar algumas das complexas estruturas de tensão presentes na trajetória de mulheres nos espaços sociais em que processos de subordinação e de emancipação podem emergir. Vinte e três frequentadoras de três academias de ginástica exclusivas para mulheres foram entrevistadas. Para tratamento dos dados coletados foi utilizada a análise de conteúdo. Concluímos que: (a) na correlação de forças que levaram algumas das entrevistadas a optarem pela academia destinada à mulher, os ciúmes de maridos e namorados tornaram-se representativos; (b) as mulheres que compõem nossa amostra demonstram investir na vida profissional e na construção de uma identidade social associada ao trabalho. Decerto, as identidades profissional, domiciliar e materna reivindicam espaço no corpo das mulheres entrevistadas e nos levam a perguntar: lidamos com um movimento que mostra uma mulher não assujeitada à moral patriarcal que flerta, em certo sentido, com valores da tradição familiar?

Palavras-chave:
mulher; autonomia; tradição familiar; gênero

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