Infecção por Babesia canis vogeli em cães e carrapatos de uma região semiárida de Pernambuco

Andreina C. Araujo Júlia A.G. Silveira Sérgio S. Azevedo Fernanda A. Nieri-Bastos Múcio F.B. Ribeiro Marcelo B. Labruna Mauricio C. Horta Sobre os autores

Resumo:

Este trabalho objetivou avaliar a prevalência de Babesia canis vogeli em cães e carrapatos de áreas urbanas e rurais do município de Petrolina, Pernambuco, Nordeste do Brasil. Amostras de soro e sangue periférico de 404 cães foram testadas pela Reação de Imunoflorescência Indireta (RIFI), e por esfregaço sanguíneo. A presença de infestação por carrapatos foi avaliada, e alguns espécimes foram submetidos à amplificação do DNA pela Reação em Cadeia pela Polimerase (PCR). A presença de anticorpos anti-B. canis vogeli foi determinada em 57,9% (234/404) dos cães. A soroprevalência em áreas urbanas e rurais foi 48,5% e 67,3%, respectivamente. A detecção direta de Babesia spp foi obtida em 0,5% dos cães pela visualização de formas intraeritrocitárias. A infestação pelo carrapato Rhipicephalus sanguineus foi observada em 54,5% (220/404) dos cães. DNA de Babesia canis vogeli obtido pela PCR foi 6% (3/50) em carrapatos processados individualmente e 8,7% (7/80) em pools. Os fatores de risco para presença de anticorpos anti- B. canis vogeli utilizando modelo de regressão logística (P < 0,05) foram porte médio (P <0,001), contato com áreas de floresta (P = 0,021), e acesso dos cães à rua (P = 0,046). Este estudo descreve pela primeira vez a confirmação da infecção de Babesia canis infectando cães e carrapatos em uma região semiárida de Pernambuco, Brasil.

Termos de Indexação:
Babesiose; Rhipicephalus sanguineus; imunofluorescência indireta; PCR; Pernambuco

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