Toxicidade miocárdica por doxorrubicina

Pai Ching Yu Daniela Calderaro Dimas Tadahiro Ikeoka Léa Maria Macruz Ferreira Demarchi Bruno Caramelli Sobre os autores

IMAGEM EM MEDICINA

Toxicidade miocárdica por doxorrubicina

Pai Ching Yu; Daniela Calderaro; Dimas Tadahiro Ikeoka; Léa Maria Macruz Ferreira Demarchi; Bruno Caramelli

Unidade Clínica de Medicina Interdisciplinar em Cardiologia - InCor - HCFMUSP, São Paulo, SP

Paciente de 58 anos, sexo feminino, com diagnóstico de linfoma de baixo grau foi submetida a quimioterapia (QT) com esquema CHOP que incluía doxorrubicina em 2002. Dois meses após a última dose de QT, a paciente queixou-se de cansaço e dispnéia aos esforços, sendo feito diagnóstico de insuficiência cardíaca e provável miocardiopatia por doxorrubicina. Ecocardiograma realizado na época constatava disfunção ventricular, de forma difusa, e fração de ejeção do ventrículo esquerdo igual a 40%.

A miocardiopatia dilatada por doxorrubicina tem incidência aproximada de 1,7% a partir do primeiro mês da última dose de quimioterápico recebido e usualmente é relacionada à dose acumulada (> 500mg por m2 ) do medicamento. Entre os fatores de risco para desenvolvimento de cardiomiopatia por doxorrubicina destaca-se a idade maior que 70 anos, quimioterapia combinada, radioterapia mediastinal (prévia ou concomitante), doença cardíaca prévia, hipertensão arterial sistêmica e doença hepática. O diagnóstico definitivo é realizado por meio de biópsia miocárdica com achado de lesões características da toxicidade miocárdica por doxorrubicina: perda de miofibrilas e vacuolização do citoplasma.

Referência

Singal PK, Iliskovic N. Doxorubicin-induced cardiomyopathy. N Eng J Med 1998; 339:900-5.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    04 Jul 2005
  • Data do Fascículo
    Jun 2005
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