Avaliação de HER-2 no câncer de mama invasivo no Brasil

Victor Eduardo Arrua Arias Helenice Gobbi Sérgio Ossamu Ioshii Cristovam Scapulatempo Alexandre Rolim da Paz Vinicius Duval da Silva Diego Uchôa Claudio Zettler Fernando Augusto Soares Sobre os autores

Resumo

Objetivo:

Estimar a frequência de câncer de mama positivo para HER-2 no Brasil.

Método:

Neste estudo observacional e prospectivo, verificamos o escore de HER-2 de espécimes de câncer de mama invasivo por imuno-histoquímica automatizada (IHQ). Para amostras classificadas como 2+ por IHQ, fizemos hibridização in situ (HIS).

Resultados:

De fevereiro de 2011 a dezembro de 2012, 1.495 espécimes de mama foram registrados, e 1.310 amostras coletadas por 24 centros foram analisadas. A idade mediana das pacientes foi 54 anos, e a maioria das amostras foram obtidas a partir de mastectomia segmentar (46,9%) ou radical (34,4%). O tipo histológico predominante foi o carcinoma invasivo da mama, sem tipo especial (85%); 64,3% tinham formação de túbulos (grau 3); e os receptores de estrógeno (RE)/progesterona (RP) foram positivos em 77,4%/67,8% das amostras analisadas. Por IHQ, encontramos HER-2 negativo (0 ou 1+) em 72,2% das amostras, e 3+ em 18,5%; os 9,3% de casos classificados como 2+ foram analisados por HIS, e 15,7% deles foram positivos (assim, 20,0% das amostras foram positivas para HER-2 por qualquer método). Não encontramos associação entre escores de HER-2 e estado menopausal ou tipo histológico. Tumores classificados como 3+ vieram de pacientes mais jovens, tinham maior grau histológico e foi menos frequente a expressão de RE/RP. Na região Norte do Brasil, 34,7% das amostras foram 3+, com frequências mais baixas nas outras quatro regiões do país.

Conclusão:

Nossos resultados permitem estimar a frequência de positividade do HER-2 no Brasil, gerando a hipótese de que pode haver diferenças biológicas subjacentes à distribuição dos fenótipos de câncer de mama entre as diferentes regiões brasileiras.

Palavras-chave:
neoplasias da mama; imuno-histoquímica; hibridização in situ; erbB2; trastuzumabe; HER-2

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