Estudo da eficácia e tolerabilidade do salmeterol comparativamente ao salbutamol em pacientes com asma brônquica

Efficacy and safety of inhaled salmeterol compared to salbutamol in patients with mild-to-moderate asthma

Os beta2-agonistas constituem um dos pilares do tratamento da asma brônquica, porém sua curta duração de ação exige uso freqüente e a associação com outras drogas broncodilatadoras. O surgimento dos beta2-agonistas de longa ação pode representar um avanço na terapêutica da asma brônquica. OBJETIVO: O presente estudo propõe-se a avaliar, em nosso meio, a eficácia e a tolerabilidade do salmeterol (SM), comparativamente ao salbutamol (SB), em pacientes com asma leve e moderada. MÉTODOS: Após uma etapa de estabilização de duas semanas, os pacientes utilizaram salmeterol 50mcg duas vezes ao dia, e salbutamol 200mcg quatro vezes ao dia, durante o período de quatro semanas, seguindo um esquema duplo cego, aleatório, de grupos paralelos. Foram estudados 60 pacientes que preencheram os seguintes critérios de inclusão: VEF1(Volume Expiratório Forçado no 1º segundo) >50%; variação diurna do PFE (Pico do Fluxo Expiratório) > 15% ou resposta do VEF1 ao BD >15%, gradação de sintomas >2 (escala de 0 a 5 ) em quatro dos últimos sete dias. RESULTADOS: Dos 60 pacientes estudados, sete foram excluídos no período de tratamento (ver Métodos), sendo concluído o estudo com 25 pacientes no grupo salmeterol e 28 no grupo salbutamol. No período de estabilização, não houve diferença significante entre os grupos, comparando-se os valores de VEF1 em % do prev., PFE matinal, gradação de sintomas e gravidade da asma. O percentual de melhora do VEF1 e do PFE matinal nos pacientes que receberam salmeterol foi significantemente mais elevado entre 2 e 4 semanas de tratamento, em relação aos pacientes que receberam salbutamol (p<0,05). Da mesma forma, o grupo salmeterol apresentou redução significante nos valores médios dos sintomas no período noturno na 1º quinzena de tratamento. Em relação ao número de inalações de socorro utilizadas, efeitos colaterais, freqüência cardíaca, pressão arterial sistêmica e dosagem de potássio, não houve diferença significante entre os grupos. CONCLUSÃO: Este estudo demonstrou que, em pacientes com asma leve e moderada, o salmeterol na dose de 100mcg/dia elevou o VEF1, o PFE matinal e apresentou diminuição significantemente maior dos sintomas noturnos em relação aos observados no grupo salbutamol, e que a tolerância aos medicamentos estudados foi semelhante nos dois grupos.

Asma; Salmeterol


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