Revista da Associação Médica Brasileira, Volume: 51, Issue: 3, Published: 2005
  • Check-up do check-up Editorial

    Martins, Mílton de Arruda
  • Agilizando o processo regulatório de estudos clínicos no Brasil Panorama Internacional

    Dainesi, Sonia Mansoldo
  • Tratamento clínico de fimose em crianças Panorama Internacional

    Tannuri, Uenis
  • Qual é a sobrevida na ressecção limitada do câncer de pulmão estadio I? À Beira Do Leito

    Bernardo, Wanderley Marques; Jatene, Fabio Biscegli; Nobre, Moacyr R. C.
  • Gordura abdominal visceral após a menopausa: novo tratamento? À Beira Do Leito

    Fernandes, Luiz Flávio Cordeiro; Aldrighi, Ana Paula Santos; Aldrighi, José Mendes
  • Como utilizar a dopplervelocimetria para o rastreamento do bem-estar fetal no período anteparto? À Beira Do Leito

    Miyadahira, Seizo; Francisco, Rossana Pulcineli V.; Zugaib, Marcelo
  • Tratamento e monitoramento da andropausa Diretrizes Em Foco

    Martits, Anna Maria; Costa, Elaine Maria Frade
  • Prêmio Prof. Liberato John Alphonse Di Dio Comunicação

  • "Qualidade do sono em mulheres paulistanas no climatério" Comentário

    Aloe, Flávio de
  • Toxicidade miocárdica por doxorrubicina Imagem Em Medicina

    Yu, Pai Ching; Calderaro, Daniela; Ikeoka, Dimas Tadahiro; Demarchi, Léa Maria Macruz Ferreira; Caramelli, Bruno
  • Relação médico-paciente Correspondências

    Silva, Alcino Lázaro da
  • Qualidade de vida em usuárias e não usuárias de terapia de reposição hormonal Artigo Original

    Zahar, Sílvia E. V.; Aldrighi, José M.; Pinto Neto, Aarão M.; Conde, Délio M.; Zahar, Luiz O.; Russomano, Fábio

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: Comparar a qualidade de vida de mulheres após a menopausa usuárias e não usuárias de terapia de reposição hormonal (TRH). MÉTODOS: Realizou-se um estudo de corte transversal com mulheres na pós-menopausa, com idade entre 40 e 65 anos, menopausadas há no máximo 15 anos. Consideraram-se como usuárias de TRH aquelas que faziam uso dessa terapia há pelo menos seis meses, e não usuárias aquelas que não fizeram uso dessa terapia nos últimos seis meses. Foram incluídas no estudo 207 mulheres: 106 usuárias e 101 não usuárias de TRH. Avaliaram-se as características sociodemográficas, clínicas e comportamentais. Aplicou-se o Índice de Kupperman para avaliar a intensidade dos sintomas climatéricos, e o questionário Medical Outcomes Study 36-item Short-Form Health Survey (SF-36) para avaliação da qualidade de vida. Na análise dos dados utilizaram-se os testes t de student, Qui-quadrado, exato de Fisher e Mann-Whitney. RESULTADOS: As usuárias de TRH apresentaram média etária de 52,6±4,9 anos e as não usuárias de 54,3±4,7 anos (p=0,01). Houve diferença estatisticamente significativa em relação ao estado marital (p=0,04). As usuárias relataram menor freqüência de sintomas climatéricos de intensidade moderada e acentuada (p=0,001). Dos oito domínios de qualidade de vida avaliados, apenas a vitalidade apresentou escore abaixo de 50 (45) para os dois grupos. Não houve diferenças entre os grupos em relação aos componentes do SF-36. CONCLUSÕES: As mulheres na pós-menopausa usuárias e não usuárias de TRH apresentaram boa qualidade de vida. Não houve diferenças entre usuárias e não usuárias de terapia hormonal.

    Abstract in English:

    OBJECTIVE: To compare the quality of life in postmenopausal women who were users and non-users of hormone replacement therapy (HRT). METHODS: A cross-sectional study was conducted on postmenopausal women aged between 40 and 65 years, who had been menopausal for up to 15 years. Women considered HRT users were those who had undergone this type of treatment for at least six months. Non-users of HRT were those who had not received this type of treatment during the last six months. Two hundred and seven women were included in the study: 106 users and 101 non-users of HRT. Sociodemographic, clinical and behavioral characteristics were assessed. The Kupperman Menopausal Index was applied to rate the intensity of climacteric symptoms and the Medical Outcomes Study 36-item Short-Form Health Survey (SF-36) was applied to assess women's quality of life. For data analysis, a Student's t test, a chi-square analysis, a Fisher's exact test and a Mann-Whitney test were used. RESULTS: The mean age of HRT users was 52.6 ± 4.9 years and the mean age of non-users of HRT was 54.3 ± 4.7 years (p=0.01). There was a statistically significant difference regarding marital status (p=0.04). HRT users reported a lower frequency of moderate and severe climacteric symptoms (p=0.001). Of the eight quality of life domains evaluated, only vitality scored below 50 (45) in both groups. There were no differences between groups regarding the SF-36 components. CONCLUSIONS: Postmenopausal women who were users and non-users of HRT presented a good quality of life. There were no differences between users and non-users of hormone therapy.
  • Perfil clínico e demográfico de médicos com dependência química Artigo Original

    Alves, Hamer Nastasy P.; Surjan, Juliana Canada; Nogueira-Martins, Luiz Antonio; Marques, Ana Cecília P.R.; Ramos, Sérgio de Paula; Laranjeira, Ronaldo Ramos

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: Traçar o perfil clínico e demográfico de uma amostra de médicos em tratamento por dependência química, avaliar comorbidades psiquiátricas e conseqüências associadas ao consumo. MÉTODOS: Foram coletados dados de 198 médicos em tratamento ambulatorial por uso nocivo e dependência química, através de questionário elaborado pelos autores. RESULTADOS: A maioria de indivíduos foi do sexo masculino (87,8%), casados (60,1%), com idade média de 39,4 anos (desvio padrão=10,7 anos). Sessenta e seis por cento já tinham sido internados por causa do uso de álcool e/ou drogas. Setenta e nove por cento possuía residência médica e as especialidades mais envolvidas foram: clínica médica, anestesiologia e cirurgia. Comorbidade psiquiátrica foi diagnosticada em 27,7% (Eixo I do DSM-IV)¹ e em 6% (Eixo II do DSM-IV)¹. Quanto às substâncias consumidas, o mais freqüente foi uso associado de álcool e drogas (36,8%), seguido por uso isolado de álcool (34,3%) e uso isolado de drogas (28,3%). Observou-se o intervalo de 3,7 anos em média entre a identificação do uso problemático de substâncias e a procura de tratamento. Quanto à busca por tratamento, 30,3% o fizeram voluntariamente. Quanto aos problemas sociais e legais observou-se: desemprego no ano anterior em quase 1/3 da amostra; problemas no casamento ou separação (52%), envolvimento em acidentes automobilísticos (42%), problemas jurídicos (19%), problemas profissionais (84,8%) e 8,5% tiveram problemas junto aos Conselhos Regionais de Medicina. CONCLUSÃO: Os autores recomendam medidas assistenciais e preventivas para o problema.

    Abstract in English:

    The misuse of alcohol and drugs among physicians is a common cause of malpractice, absenteeism and complaints to the Medical Councils. This problem demands more attention, because it entails risks to the population and to the physicians themselves. AIMS: To describe the clinical and demographic profile of a sample of physicians in treatment for alcohol and drug dependence also to evaluate psychiatric comorbidity and consumption-related consequences. METHODS: Data was collected from a sample of 198 physicians attending outpatient treatment by a questionnaire specifically designed for this study. RESULTS: Most of the subjects were men (87.8%), married (60.1%), with a mean age of 39.4 years (S.D. =10.7). Sixty-six per cent had already been in inpatient treatment for alcohol and drug misuse. Sixty-nine per cent were specialists practicing mainly: internal medicine, anaesthesiology and surgery. Psychiatric comorbidity was diagnosed in 27.7% for DSM-IV Axis I and in 6% for DSM-V Axis II. With regard to drugs the most frequent pattern was use of alcohol and drugs (36.8%), followed by exclusive use of alcohol (34.3%) and exclusive use of drugs (28.3%). It was observed that the mean interval between the identification of misuse of substances and the seeking of treatment was of 3.7 years. Thirty per cent tried to achieve treatment by themselves. The social and legal problems observed were: unemployment in the previous year (1/3 of the sample), marital problems and divorce (52%), car accidents (42%), legal problems (19%). 84.8% presented professional problems and 8.5% had problems within the Medical Councils. CONCLUSION: The researchers suggest supportive and preventive attitudes for this matter.
  • Prevalência de dores nas costas na gestação Artigo Original

    Martins, Roseny Flávia; Silva, João Luiz Pinto e

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVOS: Avaliar a prevalência destas algias na coluna vertebral, identificar sua localização e a associação entre idade, idade gestacional, acometimento nervoso e a presença de dor anterior à gravidez. MÉTODOS: A dor nas costas foi identificada através de estudo descritivo, no qual se realizaram entrevistas através de um questionário estruturado pelos autores a 203 gestantes, selecionadas em salas de espera de Unidades Básicas de Saúde da cidade de Paulínia (Estado de São Paulo), no momento em que chegavam para a assistência pré-natal, entre janeiro e dezembro de 2001. RESULTADOS: A prevalência de dor nas costas foi de 79,8%, a região lombar foi referida por 80,8% e a sacroilíaca por 49,1% das gestantes. A dor foi mais freqüente entre as gestantes mais jovens. A prevalência de dor nas costas não aumentou com o avanço da idade gestacional. Os sintomas de acometimento nervoso foram relatados por 47,7% das gestantes, sem relação com o local da dor na coluna vertebral. CONCLUSÃO: Cerca de 80% das gestantes relataram dor na coluna vertebral em algum período da gravidez, sendo que os locais mais referidos foram as regiões lombar e/ou sacroilíaca. A dor foi mais freqüente entre as mulheres mais jovens. Metade das grávidas apresentou sintomas de acometimento nervoso.

    Abstract in English:

    OBJECTIVES: To evaluate the prevalence of back pains, identify their location and the association between age, time of pregnancy, nervous injury and the presence of pain prior to pregnancy. METHODS: Back pain was identified by means of a descriptive study. From January to December of 2001, using a questionnaire structured by the authors, 203 pregnant women arriving for Pre-natal care were interviewed after selection in the waiting rooms of the Primary Health care Units of the city of Paulínia (state of São Paulo). RESULTS: Prevalence of back pain was of 79.8%; of these location in the lumbar region was reported by 80.8% and in the sacroiliac by 49.1% of the pregnant women. Pain was more frequent among younger women. Prevalence of back pain did not increase with progress of pregnancy. Symptoms of nervous injury not related to the site of the back pain were reported by 47.7% of those pregnant. CONCLUSION: Almost 80% of the pregnant women reported back pain at some time during pregnancy. The most often reported sites were the lumbar and sacroiliac. Pain was more frequent among the younger women. Half of the pregnant women reported symptoms of nervous injury.
  • A relação entre as características sociais e comportamentais da adolescente e as doenças sexualmente transmissíveis Artigo Original

    Taquette, Stella R.; Andrade, Renata Bessa de; Vilhena, Marília M.; Paula, Mariana Campos de

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: Conhecer algumas características sociais e comportamentais das adolescentes do sexo feminino com DST e compará-las com as adolescentes sem DST atendidas no NESA-UERJ (Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente da Universidade Estadual do Rio de Janeiro) para identificação de possíveis fatores de risco às DST. MÉTODOS: Foi realizado um estudo observacional, transversal, através de entrevistas semi-estruradas com adolescentes que procuraram atendimento no NESA entre agosto/01 e julho/02. Na análise dos dados, computamos a freqüência das variáveis e fizemos comparações entre os dois grupos de adolescentes, com e sem DST, aplicando-se o teste Qui-quadrado com nível de signficância de 5%. RESULTADOS: Entrevistamos 251 adolescentes, sendo 78 (31,1%) sexualmente ativas portadoras de DST, 83 (33,1%) sexualmente ativas sem DST e 90 (35,8%) ainda virgens. O primeiro coito ocorreu em média aos 15 anos em ambos os grupos de sexualmente ativas e o diagnóstico de vulvovaginite revelou-se com mais freqüência. Comparando as jovens com DST com as que não tinham, observou-se, respectivamente, atraso escolar em 41% e 23,1% (p<0,05), uso de bebidas alcoólicas no último mês em 43,6% e 25,4% (p<0,05), consumo de outras de drogas em 15,4% e 2,9% (p<0,05), não viviam com ambos os pais 73,1% e 46,8% (p<0,05), violência intrafamiliar em 52,6% e 38,1% (p<0,05), sofreram abuso sexual 33,3% e 11,6% (p<0,05) e não utilizaram preservativo nas relações sexuais 80,3% e 59% (p<0,05). CONCLUSÕES: Os resultados indicam uma multiplicidade de fatores de risco às DST entre as adolescentes estudadas. Pensamos que a intervenção das equipes de saúde no sentido de diminuir a incidência das DST na adolescência deve incidir primordialmente na promoção do uso constante do preservativo em todas as relações sexuais, visto que a redução dos outros fatores de risco parece depender mais de ações que ultrapassam o âmbito da saúde.

    Abstract in English:

    OBJECTIVES: To learn about some social and behavioral characteristics of female adolescents with Sexually Transmitted Diseases (STD), to compare them with adolescents without STD attended at NESA-UERJ (Adolescent Health Study Center of the State University of Rio de Janeiro) and to identify possible risk factors related to STD. METHODS: A cross-sectional study was performed by interviewing adolescents that sought care at NESA between August/2001 and July/2003. For data analysis, we computed the frequency of variables and compared the two groups of adolescents, with and without STD, performing chi-square test, with a 5% level of significance. RESULTS: We interviewed a group of 251 adolescents of which 78 (31.1%) were sexually active and had STD, 83 (33.1%) were sexually active and did not have STD and 90 (35.8%) had never experienced sexual intercourse. The mean age of the first sexual intercourse of the sexually active adolescents was of 15 years. Vulvovaginitis was the most frequent diagnosis. Comparing girls with STD to those without STD we found respectively, school setback in 41% and 23.1% (p<0.05), alcohol use in the last month in 43.6% and 25.4% (p<0.05), drug abuse in 15.4% and 2.9% (p<0.05), live away from both parents 73.1% and 46.8% (p<0.05), family violence in 52.6% and 38.1% (p<0.05), sexual abuse in 33.3% and 11.6% (p<0.05) and failure to use a condom during sexual intercourse in 80.3% and 59% (p<0.05). CONCLUSIONS: Results indicate that there are multiple STD risk factors in both groups. We believe that intervention of the health services for the purpose of reducing incidence of STD in adolescents should be concentrated on the continued encouragement for the use of a condom at each sexual intercourse, as the decrease of other risk factors seems to rest upon actions that are beyond the health ambit.
  • A relação médico-paciente em Rio Branco/AC sob a ótica dos pacientes Artigo Original

    Pereira, Maria das Graças Alves; Azevêdo, Eliane S.

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: Avaliar, em uma Unidade de Saúde de Rio Branco, o nível de satisfação dos pacientes com a relação médico-paciente (RMP) praticada. MÉTHODS: Estudo descritivo-analítico. Foram entrevistados 50 pacientes egressos de internação recente na Fundação Hospital Estadual do Acre (FUNDHACRE), com idades entre 18 e 50 anos. Foram excluídos pacientes em diálise ou UTI, com estado de consciência alterado, portadores de deficiência mental, impossibilitados de comunicação verbal e que não concordaram em participar. O teste de Qui-quadrado (chi2) foi usado para comparação entre as variáveis categóricas, com grau de significância para p<0,05. A variável-dependente "avaliação da RMP" foi associada a variáveis ligadas ao modo de comunicação praticado entre médico e paciente. Essa avaliação foi baseada em conceitos, considerando "bom" e "ótimo" como satisfação. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da FUNDHACRE. RESULTADOS: O tempo médio de visita médica foi de 4,61 minutos, variando entre 0 (zero) e 15; cinco (10%) dos pacientes estudados não receberam visitas médicas durante a internação. Com relação à comunicação, 35 (70%) pacientes não consideraram suficientes as informações oferecidas pelos médicos. Para 32 (64%) pacientes, a RMP interfere diretamente na evolução do caso. Em seus casos particulares, 62% avaliaram que houve interferência da RMP na evolução de seu tratamento. Quanto à avaliação geral, 35 (70%) pacientes consideraram-se satisfeitos com a RMP praticada. CONCLUSÕES: A satisfação com a RMP apontada tem associação com variáveis que são ligadas ao modo de comunicação praticado entre o médico e o paciente.

    Abstract in English:

    BACKGROUND: The main objective of the present paper is to evaluate the satisfaction levels with the physician-patient relationship (PPR) practiced at a health care unit of Rio Branco, Acre, Brazil. Interviews were carried out right after patients' dismissal from the "Fundação Hospital Estadual do Acre". METHODS: Descriptive and analytical analyses were performed. Fifty patients 18 to 50 years of age were studied. Semi-structured questionnaires were used. Patients with altered states of consciousness, mental deficiency or verbal communication impairment and those who were not willing to participate in the research were excluded. Descriptive data were appraised for SPSS®. RESULTS: Sixty-four percent of the patients (32/50) believe that the physician- patient relationship interferes with patients' improvement; Seventy percent (35/50) evaluated their physician-patient relationship as satisfactory and seventy two percent (36/50) considered positive, the attention received from physicians. Albeit results are in accordance with the cultural expectations, further research on this subject is recommended. CONCLUSIONS: the satisfaction with PPR, showed association with the variables related to the personal form of communication practiced between physicians and patients.
  • Comparação entre o custo do transplante hepático cadavérico e o intervivos Artigo Original

    Coelho, Julio Cezar Uili; Trubian, Paula Suzin; Freitas, Alexandre Coutinho Teixeira de; Parolin, Mônica Beatriz; Schulz, Gustavo Justo; Martins, Eduardo Lopes

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: Comparar o custo do transplante hepático cadavérico com o transplante intervivos em adultos. MÉTODOS: O custo total de 25 transplantes hepáticos cadavéricos e 22 transplantes intervivos de adultos foi considerado do dia da internação hospitalar até o dia da alta hospitalar. Os custos das complicações pós-transplante e de seguimento do doador não foram incluídos. RESULTADOS: Não houve diferença na duração da internação hospitalar entre os receptores de transplante cadavérico (13,2± 4,1 dias) e os de transplante intervivos (15,4± 4,5 dias). O custo com a retirada do fígado para o transplante intervivos (US$ 4.975,08± 565,34) foi mais elevado do que para o transplante cadavérico (US$ 3.081,73± 305,57) (p<0,001). O custo de implantação do fígado foi similar para os dois tipos de transplante. O custo do uso do centro cirúrgico e de materiais foi maior para o transplante intervivos e o de medicações, exames complementares e derivados de sangue foi maior para o transplante cadavérico. O item mais caro no transplante hepático, tanto no cadavérico como no intervivos, foi o custo com medicamentos. O custo total foi maior no transplante intervivos (US$ 22.986,60± 1.477,09) do que no transplante cadavérico (US$ 21.582,90± 1.818,11) (p=0,0022). CONCLUSÕES: O custo do transplante hepático intervivos é mais elevado do que o cadavérico em adultos.

    Abstract in English:

    OBJECTIVE: To compare the cost of cadaveric liver transplantation with adult-adult right hepatic lobe living-donor transplantation. METHOD: Total cost of 25 cadaveric liver transplantations and 22 adult-adult right hepatic lobe living-donor transplantations was considered from the day of hospital admission until the day of discharge. Professional fees and expenses due to postransplant complications and donor follow-up were not included. RESULTS: There was no difference in hospital stay between recipients of cadaveric transplantation (13.2± 4.1 days) and those of living-donor transplantation (15.4± 4.5 days). Costs of living-donor organ acquisition (US$ 4,975.08± 565.34) were higher than those of cadaveric organ donation (US$ 3,081.73± 305.57) (p<0.001). Implantation costs were similar for cadaveric and living-donor transplantation. Operating room and material costs were higher for living-donor transplantation and medications, exams and blood components costs were higher for cadaveric transplantation. The most expensive component of both cadaveric and living-donor liver transplantation was the cost of medications. Total cost was higher for living-donor transplantation (US$ 22,986.60± 1,477.09) than for cadaveric transplantation (US$ 21,582.90± 1,818.11) (p= 0.0022). CONCLUSIONS: Total cost of living-donor liver transplantation is higher than that of cadaveric transplantation.
  • O gene do angiotensinogênio (M235T) e o infarto agudo do miocárdio Artigo Original

    Araújo, Messias Antônio; Menezes, Bruno Soares; Lourenço, Clauber; Cordeiro, Elisângela Rosa; Gatti, Renata Ríspoli; Goulart, Luiz Ricardo

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: Estudar o efeito do polimorfismo M235T do gene do angiotensinogênio na doença arterial coronariana e na sua gravidade em pacientes com e sem infarto agudo do miocárdio. MÉTODOS: Estudo transversal com 305 indivíduos de raça branca que foram alocados em 2 grupos. O primeiro com 201 pacientes com doença arterial coronariana comprovada pela angiografia (lesão obstrutiva > 50%), sendo 110 com infarto agudo do miocárdio e 91 sem infarto. O segundo, 104 indivíduos controles com artérias coronárias normais. O polimorfismo M235T do angiotensinogênio foi analisado através da genotipagem pela reação em cadeia da polimerase seguida da digestão pela enzima de restrição. RESULTADOS: A freqüência dos genótipos TT, MT e MM do angiotensinogênio não foi estatisticamente diferente entre os pacientes com doença arterial coronariana e os controles (chi2 = 0,123; p = 0,939) bem como nos grupos de infartados e não infartados (chi2 = 2,171; p = 0,338). O risco relativo de desenvolver doença arterial coronariana e de apresentar infarto analisado entre os genótipos TT vs MM, MT vs MM e TT+MT vs MM não foi significante. A análise da gravidade da doença aterosclerótica no grupo de pacientes com doença arterial coronariana mostrou não haver correlação com os genótipos; resultado semelhante foi encontrado na comparação entre os grupos com e sem infarto. CONCLUSÕES: Não há associação entre o polimorfismo M235T do gene do angiotensinogênio com a doença arterial coronariana, com a sua gravidade e nem com o infarto agudo do miocárdio.

    Abstract in English:

    OBJECTIVE: To study the effect of the angiotensinogen gene M235T polymorphism on coronary artery disease and its severity in patients with and without acute myocardial infarction. METHODS: A cross sectional study was carried out with 305 Caucasians who were divided into two groups. One group with 201 patients with coronary artery disease proven by coronary angiography (obstructive lesion > 50%) was further divided into two subgroups; 110 patients with acute myocardial infarction and 91 without it. The control group consisted of 104 individuals with normal coronary arteries. Three angiographic criteria were evaluated to determine severity of the coronary artery disease: number of diseased vessels, morphology of the atherosclerosis plaque and jeopardy score. Risk factors were also analyzed. Gene polymorphism was evaluated by the polymerase chain reaction followed by restriction endonuclease digestion. RESULTS: The angiotensinogen gene TT, MT and MM genotypic frequencies were neither statistically different between coronary artery disease patients and controls (?2 = 0.123; p = 0.939) nor between the acute myocardial infarction subgroup (?2 = 2.171; p = 0.338). The coronary artery disease and acute myocardial infarction risk analyzed between TT vs. MM, MT vs. MM and TT+MT vs. MM genotypes were not significant. The severity of atherosclerotic disease analysis within the group of patients with coronary artery disease showed no correlation with the genotypes. Similar results were found between groups with and without acute myocardial infarction. CONCLUSIONS: No association was found between the angiotensinogen gene M235T polymorphism and coronary artery disease, neither with its severity nor with acute myocardial infarction.
  • Qualidade do sono em mulheres paulistanas no climatério Artigo Original

    Souza, Carmen Lúcia; Aldrighi, José Mendes; Lorenzi Filho, Geraldo

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: O climatério é um período de grandes transformações em que a qualidade do sono usualmente se deteriora. O objetivo foi avaliar subjetivamente a qualidade do sono em mulheres no climatério (35 a 65 anos). MÉTODOS: Um questionário contendo informações pessoais, hábitos/saúde, sexualidade e sono foi aplicado a 271 mulheres. RESULTADOS: A amostra estudada constituiu-se principalmente de mulheres casadas, ativas profissionalmente, de alta condição econômica e escolaridade, não usuárias de terapêutica hormonal da menopausa (THM), com hábito freqüente de ingerir café e com pouco consumo de álcool/tabaco. A maioria das participantes tinha hábito de jantar e de praticar atividade física. A avaliação subjetiva da qualidade do sono foi considerada ruim por 29% das mulheres da amostra. A menopausa e a autopercepção de saúde foram as únicas variáveis que exibiram relação estatisticamente significante com a qualidade do sono. Mulheres na perimenopausa (ou seja, entre 45 anos e até um ano após a menopausa) e após menopausa cirúrgica declararam a pior qualidade de sono, enquanto mulheres na pré-menopausa revelaram a melhor qualidade de sono. Mulheres que se consideravam saudáveis informaram melhor qualidade de sono do que as que declararam problemas de saúde. CONCLUSÃO: A qualidade do sono piora durante o climatério e nas mulheres que se percebem doentes; ademais, há um grande desconhecimento de regras básicas de higiene do sono entre as mulheres.

    Abstract in English:

    OBJECTIVE: To subjectively evaluate the quality of sleep in menopausal women (35 to 65 years of age) METHOD: A questionnaire about personal information, habits/health, sexuality and sleep was administered to 271 women. RESULTS: The sample under study included mostly married women, professionally active with a higher education and financial status, not using menopause hormone therapy, (MHT) habitual coffee drinkers and limited users of alcohol/tobacco. Most participants habitually had dinner and practiced physical exercises. Subjective evaluation of the quality of sleep was considered poor by 29% of the women in this sample. Menopause and self- awareness of health were the only variables that had a statistically significant relation with the quality of sleep. Perimenopausal women (that is to say from 45 years until one year after menopause) and those after surgical menopause stated the worst quality of sleep, while women at pre-menopause disclosed the best quality of sleep. Women who deemed themselves healthy reported a better quality of sleep than those that mentioned health problems. CONCLUSION: quality of sleep worsens during the climacterium and in women that consider themselves sick. Furthermore, there is a considerable lack of knowledge about the basic rules of sleep hygiene among women.
  • Associação entre alergia prévia, infertilidade e abortamento Artigo Original

    Zac, Renata Indelicato; Machado, Valeska Marques de Menezes; Alberti, Luiz Ronaldo; Petroianu, Andy

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: Verificar a existência de associação entre alergia e abortamentos ou infertilidade. MÉTODOS: O estudo retrospectivo do tipo caso-controle foi conduzido por meio de entrevistas com 250 mulheres. Dentre 40 e 60 anos, distribuídas em dois grupos: Grupo 1 (n = 162): mulheres com relato de alergia e Grupo 2 (n = 148): mulheres sem passado alérgico. As entrevistadas foram aleatoriamente abordadas pelos autores nos ambulatórios de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital das Clínicas da UFMG. Todas foram identificadas de acordo com a idade e a cor da pele. Avaliou-se a incidência de abortamentos e a infertilidade. Foram excluídas pacientes quando houve dúvida em relação às respostas. Os resultados foram comparados por meio do teste Qui-quadrado. As diferenças foram consideradas significativas para valores correspondentes a p < 0,05. RESULTADOS: Houve maior incidência de abortamentos detectados no grupo de pacientes com história positiva para alergia, porém sem significância estatística. Elas também tiveram maior dificuldade para engravidar. Em ambos os grupos, os abortamentos e a infertilidade foram mais freqüentes nas mulheres feodérmicas, seguidas pelas leucodérmicas e melanodérmicas. Em 44,4% das pacientes do Grupo 1 houve piora das manifestações alérgicas. CONCLUSÕES: Os resultados encontrados sugerem que a alergia relaciona-se com maior freqüência de infertilidade.

    Abstract in English:

    BACKGROUND: To verify the relation between allergy and abortion or infertility. METHODS: A retrospective study was carried out by interviewing 250 women between 40 and 60 years of age, divided into two groups: Group 1 (n = 162): allergic women and Group 2 (n = 148): women with no record of allergy. Patients were randomly assessed at the Gynecology and Obstetric day care units of the "Hospital das Clínicas - UFMG". Women in both groups were identified according to their age and skin color. Previous abortion episodes and difficulty to become pregnant were recorded. Doubts related to these replies excluded the woman from this study. Results were compared using the chi-square test. Differences were considered significant for values corresponding to p < 0.05. RESULTS: A higher incidence of difficulty to become pregnant was observed among the allergic patients in comparison to those non-allergic. In both groups, abortion and infertility were more frequent in Mulatto, followed by Caucasians and Black women. In 44.4% of the patients of group 1 the allergic manifestations worsened. CONCLUSIONS: The presence of allergy seems to be related to a higher rate of infertility.
  • Correção Artigo Original

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