A FRAGMENTAÇÃO FLORESTAL E OS IMPACTOS NA COMUNIDADE DE AVES

Veridiana Possati Vieira de Matos Tatiana Possati Vieira de Matos Mauricio Cetra Thiago Philipe de Carmargo e Timo Roberta Averna Valente Sobre os autores

RESUMO

O estudo teve por objetivo verificar os padrões da comunidade de aves associados a diferentes usos e cobertura do solo. A área de estudo foi uma unidade de conservação e faixa de entorno, utilizando-se o método dos pontos fixos para detecção das espécies de aves em 80 pontos visitados cinco vezes, durante o período de um ano. As observações foram realizadas em áreas utilizadas por usos classificados como agricultura (AGR) e floresta plantada (FP) e, também, cobertos por mata nativa (MNA) da região. Calculou-se os índices diversidade (H'), pontual de abundância (IPA), riqueza (X2) e as categorias tróficas das espécies, verificando-se a diferença entre H'e X2, em função dos usos e cobertura do solo, por meio de uma ANOVA. A partir dos dados de IPA e presença/ausência de espécies nas categorias tróficas avaliou-se, ainda, a similaridade taxonômica e funcional da comunidade de aves. MNA e FP apresentaram diferenças significativas tanto para X2 como para H', assim como entre MNA e AGRP e, entre AGRP e FP. Já para às categorias tróficas, obteve-se diferenças significativas entre MNA e AGRP e, entre FP e AGRP, em função de AGRP ser um ambiente homogêneo e, assim, com menor diversidade de recursos. Houve, portanto, similaridade entre MNA e FP, como consequência da heterogeneidade de suas estruturas que permite maior estabilidade da avifauna, em relação aos demais usos do solo. Conclui-se que a diversidade e riqueza de espécies de aves está relacionada à complexidade da estrutura da paisagem.

Palavras-Chave:
Conservação florestal; Conectividade; Diversidade de aves

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