GERMINAÇÃO E CRESCIMENTO INICIAL DE Sesbania punicea Benth: INFLUÊNCIA DA SALINIDADE, ALAGAMENTO E LUZ.

Bianca de Borba Barreto Sonia Marisa Hefler Emanuela Garbin Martinazzo Ioni Gonçalves Colares Sobre os autores

RESUMO

Sesbania punicea

tem sido indicada para a recuperação de áreas degradadas. Este estudo teve como objetivo verificar o efeito da salinidade na germinação de sementes de S. punicea em diferentes condições hídricas e de luminosidade, bem como avaliar a influência da salinidade e alagamento no crescimento e concentração de pigmentos fotossintéticos. Após a realização das medidas morfométricas dos frutos e sementes, realizamos testes de germinação em diferentes concentrações de sal (0, 5, 10 e 15gL-1NaCl), mantendo as sementes em um substrato úmido (normoxia) ou submersas (alagamento), na presença ou ausência de luminosidade. Houve uma diminuição na porcentagem de germinação e índice de velocidade de germinação (IVG) de sementes que foram mantidas submersas no escuro. O tempo médio de germinação (TMG) diminuiu até a concentração de 10gL-1NaCl quando as sementes foram submetidas à submersão na presença de luz. O crescimento e a produção de folhas de plântulas expostas ao alagamento diminuíram à medida que a concentração de sal aumentou. As concentrações de pigmentos fotossintéticos de plântulas de S. punicea não diferiram entre os tratamentos. Concluímos que, a colonização e ocupação de novas áreas degradadas por S. punicea pode ser limitada pela concentração de sais no solo.

Palavras-Chave:
Áreas degradadas; Plântulas; Sementes

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