EFICIÊNCIA DOS ÓLEOS DE ANDIROBA, COPAÍBA E PINHÃO MANSO NA MELHORIA DA RESISTÊNCIA DA MADEIRA DE Pinus elliottii A FUNGOS APODRECEDORES

Sara Freitas de Souza Juarez Benigno Paes Marina Donária Chaves Arantes Luciana Ferreira da Silva Larissa Dudecki Sobre os autores

RESUMO

Os produtos químicos não renováveis ainda são os mais utilizados para proteção da madeira, porém possuem aspectos negativos. Diversos problemas associados ao uso extensivo dessas substâncias são relatados, como a intoxicação de animais e plantas e contaminação ambiental. Isto tem levado à procura por métodos alternativos de controle que ocasionem menor impacto ao ambiente. Neste contexto, o uso de produtos naturais extraídos de diferentes plantas pode ser alternativa a esta atividade industrial. O objetivo desse trabalho foi avaliar a eficiência dos óleos de andiroba, copaíba e pinhão manso, puros ou enriquecidos com iodo (I2) para melhorar a resistência biológica da madeira de Pinus elliottii a fungos apodrecedores, causadores das podridões parda, branca e mole. Os óleos de andiroba e copaíba foram oriundos do estado do Pará e o de pinhão-manso da Paraíba. Foram realizados os ensaios de resistência ao apodrecimento acelerado em laboratório (fungos de podridão parda e branca) e ensaio de podridão mole. Na avaliação da eficiência, os óleos naturais foram empregados puros e enriquecidos com iodo sublimado. Foram avaliados os efeitos da volatilização e lixiviação na eficiência das soluções contra os fungos aprodrecedores. No ensaio biológico de apodrecimento acelerado, os óleos de andiroba e pinhão manso puros foram os menos eficientes no controle do fungo Trametes versicolor. No controle do fungo Postia placenta, a madeira tratada com o óleo de copaíba puro (situação normal) foi classificada como não resistente. No ensaio de podridão mole observou-se que com o aumento da concentração de iodo (I2) houve tendência de melhoria da resistência da madeira (situação normal).

Palavras-Chave:
Óleos vegetais; Fungos xilófagos; Ensaios biológicos

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