• SPIDS – simplified predictive intubation difficulty score Infographics

    Quintão, Vinícius Caldeira; Simões, Cláudia Marquez; Carmona, Maria José Carvalho
  • Serum biomarkers of brain injury: S100B protein, cognitive dysfunction, and major non-cardiac surgery Editorial

    Schmidt, André P.; Carmona, Maria José C.
  • S100B level and cognitive dysfunction after robotic-assisted laparoscopic radical prostatectomy procedures: a prospective observational study CLINICAL RESEARCH

    Ozturk, Nilgun Kavrut; Kavakli, Ali Sait; Arslan, Ulku; Aykal, Guzin; Savas, Murat

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Introdução: O presente estudo investigou a associação entre Disfunção Cognitiva Pós-Operatória (DCPO) e aumento do nível sérico de S100B após Prostatectomia Radical Laparoscópica Assistida por Robô (PRLAR). Métodos: O estudo incluiu 82 pacientes consecutivos submetidos à PRLAR. Os níveis séricos de S100B foram determinados: no pré-operatório, após indução anestésica, e aos 30 minutos e 24 horas do pós-operatório. A função cognitiva foi avaliada com testes neuropsicológicos no pré-operatório, no 7° dia pós-operatório (7 DPO) e aos 3 meses após a cirurgia (3 MPO). Resultados: Observamos 24 pacientes (29%) com DCPO no 7 DPO e 9 pacientes com DCPO (11%) após 3 meses da cirurgia. Quando comparados com os pacientes sem DCPO, os níveis séricos de S100B estavam significantemente aumentados aos 30 minutos e às 24 horas do pós-operatório nos pacientes que apresentaram DCPO no 7 DPO (p = 0,0001 para os dois momentos) e 3 meses após a cirurgia (p = 0,001 para os dois momentos) A duração anestésica também foi significantemente maior em pacientes com DCPO no 7 DPO e 3 MPO em comparação com pacientes sem DCPO (p = 0,012, p = 0,001, respectivamente), assim como a duração da posição de Trendelenburg (p = 0,025, p = 0,002, respectivamente). O escore Z composto nos testes realizados no 7 DPO foi significantemente correlacionado com a duração da posição de Trendelenburg e a duração da anestesia (p = 0,0001 para ambos). Conclusão: S100B aumenta após PRLAR e o aumento está associado ao desenvolvimento de DCPO. A duração anestésica e o tempo decorrido em posição de Trendelenburg contribuem para o desenvolvimento de DCPO. Número de registro do estudo: Clinicaltrials.gov (n° NCT03018522)

    Abstract in English:

    Abstract Background: The present study investigated the association between Postoperative Cognitive Dysfunction (POCD) and increased serum S100B level after Robotic-Assisted Laparoscopic Radical Prostatectomy (RALRP). Methods: The study included 82 consecutive patients who underwent RALRP. Serum S100B levels were determined preoperatively, after anesthesia induction, and at 30 minutes and 24 hours postoperatively. Cognitive function was assessed using neuropsychological testing preoperatively, and at 7 days and 3 months postoperatively. Results: Twenty four patients (29%) exhibited POCD 7 days after surgery, and 9 (11%) at 3 months after surgery. Serum S100B levels were significantly increased at postoperative 30 minutes and 24 hours in patients displaying POCD at postoperative 7 days (p = 0.0001 for both) and 3 months (p = 0.001 for both) compared to patients without POCD. Duration of anesthesia was also significantly longer in patients with POCD at 7 days and 3 months after surgery compared with patients without POCD (p = 0.012, p = 0.001, respectively), as was duration of Trendelenburg (p = 0.025, p = 0.002, respectively). Composite Z score in tests performed on day 7 were significantly correlated with duration of Trendelenburg and duration of anesthesia (p = 0.0001 for both). Conclusions: S100B increases after RALRP and this increase is associated with POCD development. Duration of Trendelenburg position and anesthesia contribute to the development of POCD. Trial Registry Number: Clinicaltrials.gov (N° NCT03018522).
  • Endotracheal tube cuff pressure increases in patients undergoing shoulder arthroscopy: a single cohort study Clinical Research

    Choi, Hey Ran; Kim, Seunghwan; Kim, Hyo-Jin; Ahn, Eun-Jin; Kim, Kyung Woo; Bang, Si Ra

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Justificativa e objetivos Diversas complicações das vias aéreas podem ocorrer durante a artroscopia do ombro, incluindo obstrução das vias aéreas, punção pleural e enfisema subcutâneo. Levantou‐se a hipótese de que o fluido de irrigação utilizado durante artroscopia do ombro possa aumentar a pressão do balonete do tubo endotraqueal, podendo causar edema e lesão isquêmica na mucosa traqueal. Portanto, este estudo teve como objetivo avaliar a relação entre o fluido de irrigação e a pressão do balonete do tubo endotraqueal. Métodos Participaram do estudo 40 pacientes com idades entre 20 e 70 anos com classificação do estado físico I ou II da American Society of Anesthesiologists (ASA), programados para cirurgia artroscópica do ombro, eletiva e sob anestesia geral. Registramos as pressões do balonete do tubo endotraqueal e as circunferências do pescoço a cada hora, a partir do início da cirurgia. Também registramos a duração anestésica e cirúrgica, assim como o volume total de líquido de irrigação empregado. Resultados Foi encontrada correlação positiva entre a pressão do balonete do tubo endotraqueal e a quantidade de líquido de irrigação (r = 0,385; 95% IC 0,084 a 0,62; p = 0,0141). A pressão do balonete do tubo endotraqueal registrou aumento significante 2 e 3 horas após o início da cirurgia (p = 0,0368 e p = 0,0245, respectivamente). No entanto, a circunferência do pescoço não mostrou diferença significante. Conclusões As pressões do balonete do tubo endotraqueal aumentaram com o tempo de cirurgia e com o aumento do volume de líquido de irrigação utilizado em pacientes submetidos a artroscopia do ombro. Recomendamos a monitorização rigorosa da pressão do balonete do tubo endotraqueal durante artroscopia do ombro, especialmente nos procedimentos longos em que grandes volumes de fluido de irrigação são empregados, para evitar complicações causadas por pressões elevadas do balonete.

    Abstract in English:

    Abstract Background and objectives Several airway complications can occur during shoulder arthroscopy including airway obstruction, pleural puncture, and subcutaneous emphysema. It was hypothesized that the irrigation fluid used during a shoulder arthroscopic procedure might increase the cuff pressure of the endotracheal tube, which can cause edema and ischemic damage to the endotracheal mucosa. Therefore, this study aimed to evaluate the relationship between irrigation fluid and endotracheal tube cuff pressures. Methods Forty patients aged 20 to 70 years with an American Society of Anesthesiologists (ASA) score I or II, scheduled for elective arthroscopic shoulder surgery under general anesthesia, participated in our study. We recorded endotracheal tube cuff pressures and neck circumferences every hour from the start of the operation. We also recorded the total duration of the anesthesia, operation, and the total volume of fluid used for irrigation. Results A positive correlation was shown between endotracheal tube cuff pressures and the amount of irrigation fluid (r = 0.385, 95% CI 0.084 to 0.62, p = 0.0141). The endotracheal tube cuff pressure significantly increased at 2 and 3 hours after starting the operation (p = 0.0368 and p = 0.0245, respectively). However, neck circumference showed no significant difference. Conclusions Endotracheal tube cuff pressures increased with operation time and with increased volumes of irrigation fluid used in patients who underwent shoulder arthroscopy. We recommend close monitoring of endotracheal tube cuff pressures during shoulder arthroscopy, especially during long operations using a large amount of irrigation fluid, to prevent complications caused by raised cuff pressures.
  • Perineural dexamethasone in ultrasound-guided interscalene brachial plexus block with levobupivacaine for shoulder arthroscopic surgery in the outpatient setting: randomized controlled trial☆ CLINICAL RESEARCH

    Vasconcelos, Mateus Meira; Pontes, João Paulo Jordão; Rodrigues, Alexandre de Menezes; Brito, Demócrito Ribeiro de; Alves, Rodrigo Rodrigues; Silva, Fernando Cássio do Prado; Souza, Denis Fabiano de

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Justificativa e objetivos: Na artroscopia de ombro em regime ambulatorial, o paciente necessita de um bom controle da dor pós-operatória, que pode ser conseguido por meio de bloqueios regionais. A dexametasona perineural pode prolongar o efeito desses bloqueios. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da dexametasona perineural quanto ao prolongamento do bloqueio sensitivo no período pós-operatório para cirurgia artroscópica de ombro em regime ambulatorial. Métodos: Após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa e consentimento informado, foram incluídos no estudo pacientes submetidos a cirurgia artroscópica de ombro sob anestesia geral e bloqueio de plexo braquial interescalênico guiado por ultrassonografia. Eles foram randomizados nos Grupo D - bloqueio com 30 mL de levobupivacaína 0,5% com vasoconstritor e 6 mg (1,5 mL) de dexametasona, e Grupo C - bloqueio com 30 mL de levobupivacaína 0,5% com vasoconstritor e 1,5 mL solução salina. A duração do bloqueio sensitivo foi avaliada em quatro momentos pós-operatórios (0, 4, 12 e 24 horas), assim como a necessidade de analgesia de resgate, incidência de náuseas e vômitos e Escala Visual Analógica de Dor (EVA). Resultados: Setenta e quatro pacientes foram randomizados e 71 completaram o estudo (Grupo C, n = 37; Grupo D, n = 34). Observou-se um prolongamento do tempo médio de bloqueio sensitivo no Grupo D (1440 ± 0 min vs. 1267 ± 164 min; p < 0,001). Pacientes do Grupo C apresentaram maior média de escore de dor de acordo com a EVA (2,08 ± 1,72 vs. 0,02 ± 0,17; p < 0,001) e um maior número de pacientes solicitou analgesia de resgate nas primeiras 24 horas (68,4% vs. 0%; p < 0,001). A incidência de náuseas e vômitos não foi estatisticamente significante. Conclusão: A dexametasona perineural prolongou significativamente o bloqueio sensitivo da levobupivacaína no bloqueio de plexo braquial interescalênico, reduziu a intensidade de dor e a necessidade de analgesia de resgate pelo paciente no período pós-operatório.

    Abstract in English:

    Abstract Background and objectives: In shoulder arthroscopy, on an outpatient basis, the patient needs a good control of the postoperative pain that can be achieved through regional blocks. Perineural dexamethasone may prolong the effect of these blocks. The aim of this study was to evaluate the effect of perineural dexamethasone on the prolongation of the sensory block in the postoperative period for arthroscopic shoulder surgery in outpatient setting. Methods: After approval by the Research Ethics Committee and informed consent, patients undergoing arthroscopic shoulder surgery under general anesthesia and ultrasound-guided interscalene brachial plexus block were randomized into Group D - blockade performed with 30 mL of 0.5% levobupivacaine with vasoconstrictor and 6 mg (1.5 mL) of dexamethasone and Group C - 30 mL of 0.5% levobupivacaine with vasoconstrictor and 1.5 mL of 0.9% saline. The duration of the sensory block was evaluated in 4 postoperative moments (0, 4, 12 and 24 hours) as well as the need for rescue analgesia, nausea and vomiting incidence, and Visual Analog Pain Scale (VAS). Results: Seventy-four patients were recruited and 71 completed the study (Group C, n = 37; Group D, n = 34). Our findings showed a prolongation of the mean time of the sensitive blockade in Group D (1440 ± 0 min vs. 1267 ± 164 min, p < 0.001). It was observed that Group C had a higher mean pain score according to VAS (2.08 ± 1.72 vs. 0.02 ± 0.17, p < 0.001) and a greater number of patients (68.4% vs. 0%, p < 0.001) required rescue analgesia in the first 24 hours. The incidence of postoperative nausea and vomiting was not statistically significant. Conclusion: Perineural dexamethasone significantly prolonged the sensory blockade promoted by levobupivacaine in interscalene brachial plexus block, reduced pain intensity and rescue analgesia needs in the postoperative period.
  • Effectiveness of simplified predictive intubation difficulty score and thyromental height in head and neck surgeries: an observational study CLINICAL RESEARCH

    Selvi, Onur; Kahraman, Seda Tugce; Tulgar, Serkan; Senturk, Ozgur; Serifsoy, Talat Ercan; Thomas, David; Cinar, Ayse Surhan; Ozer, Zeliha

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Justificativa e objetivos: Neste estudo, avaliamos o valor preditivo de diferentes ferramentas de avaliação das vias aéreas, incluindo componentes do Escore Simplificado Preditivo de Intubação Difícil (ESPID), o próprio ESPID e a Medida da Altura Tireomentoniana (MATM), em intubações definidas como difícies pelo Escore de Dificuldade de Intubação (EDI) em um grupo de pacientes com patologia de cabeça e pescoço. Método: Incluímos no estudo 153 pacientes submetidos a cirurgia de cabeça e pescoço. Coletamos os resultados do Teste de Mallampati Modificado (TMM), Distância Tireomentoniana (DTM), Razão Altura/Distância Tireomentoniana (RADTM), MATM, amplitude máxima de movimentação da cabeça e pescoço e da abertura da boca. Os ESPIDs foram calculados e os EDIs, determinados. Resultados: Observamos intubação difícil em 25,4% dos pacientes. Os escores de ESPID > 10 tiveram sensibilidade de 86,27%, especificidade de 71,57% e valor preditivo negativo de 91,2% (VPN). O resultado da análise da curva de operação do receptor (curva ROC) para os testes de avaliação das vias aéreas e ESPID mostrou que o ESPID tinha a maior área sob a curva; no entanto, foi estatisticamente semelhante a outros testes, exceto para o TMM. Conclusões: O presente estudo demonstra o uso prático do ESPID na previsão da dificuldade de intubação em pacientes com patologia de cabeça e pescoço. O desempenho do ESPID na predição de via aérea difícil mostrou-se tão eficiente quanto os demais testes avaliados neste estudo. O ESPID pode ser considerado ferramenta abrangente e detalhada para prever via aérea difícil.

    Abstract in English:

    Abstract Background and objectives: In this study, we aimed to investigate the predictive value of different airway assessment tools, including parts of the Simplified Predictive Intubation Difficulty Score (SPIDS), the SPIDS itself and the Thyromental Height Test (TMHT), in intubations defined as difficult by the Intubation Difficulty Score (IDS) in a group of patients who have head and neck pathologies. Methods: One hundred fifty-three patients who underwent head and neck surgeries were included in the study. The Modified Mallampati Test (MMT) result, Thyromental Distance (TMD), Ratio of the Height/Thyromental Distance (RHTMD), TMHT, maximum range of head and neck motion and mouth opening were measured. The SPIDSs were calculated, and the IDSs were determined. Results: A total of 25.4% of the patients had difficult intubations. SPIDS scores >10 had 86.27% sensitivity, 71.57% specificity and 91.2% Negative Predictive Value (NPV). The results of the Receiver Operating Curve (ROC) analysis for the airway screening tests and SPIDS revealed that the SPIDS had the highest area under the curve; however, it was statistically similar to other tests, except for the MMT. Conclusions: The current study demonstrates the practical use of the SPIDS in predicting intubation difficulty in patients with head and neck pathologies. The performance of the SPIDS in predicting airway difficulty was found to be as efficient as those of the other tests evaluated in this study. The SPIDS may be considered a comprehensive, detailed tool for predicting airway difficulty.
  • Effect of pre-administered flurbiprofen axetil on the EC50 of propofol during anesthesia in unstimulated patients: a randomized clinical trial Clinical Research

    Ma, Jing; Peng, Mian; Wang, Fei; Chen, Lei; Zhang, Zong-Ze; Wang, Yan-Lin

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Justificativa e objetivos A administração pré‐operatória de Flurbiprofeno Axetil (FA) é amplamente usada para a modulação da analgesia. No entanto, a relação entre FA e fármacos sedativos permanece obscura. Neste estudo, nosso objetivo foi investigar os efeitos de diferentes doses de FA na Concentração Efetiva mediana (CE50) do propofol. Métodos Noventa e seis pacientes (ASA I ou II, com idades de 18–65 anos) foram alocados aleatoriamente em quatro grupos na proporção de 1:1:1:1. Dez minutos antes da indução, o Grupo A (grupo controle) recebeu 10 mL de Intralipid, enquanto os grupos B, C e D receberam FA na dose de 0,5 mg.kg‐1; 0,75 mg.kg‐1 e 1 mg.kg‐1, respectivamente. A profundidade da anestesia foi medida pelo Índice Bispectral (BIS). O método up‐and‐down foi usado para calcular a CE50 do propofol. Durante o período de equilíbrio, se o valor do BIS fosse ≤ 50 ou BIS > 50, o próximo paciente tinha a infusão de propofol ajustada para uma concentração alvo‐controlada 0,5 µg.mL‐1 inferior ou superior, respectivamente. Os dados hemodinâmicos foram registrados no início do estudo, 10 minutos após a administração de FA, após a indução, após a intubação e 15 minutos após a intubação. Resultados A CE50 do propofol foi menor no Grupo C (2,32 µg.mL‐1, Intervalo de Confiança de 95% [95% IC] 1,85–2,75) e D (2,39 µg.mL‐1, 95% IC 1,91–2,67) do que no Grupo A (2,96 µg.mL‐1; 95% IC 2,55–3,33) (p = 0,023, p = 0,048, respectivamente). Não houve diferenças significantes na CE50 entre o Grupo B (2,53 µg.mL‐1, 95% IC 2,33–2,71) e o Grupo A (p > 0,05). Não houve diferenças significantes na Frequência Cardíaca (FC) entre os grupos A, B e C. A FC foi significantemente menor no grupo D do que no grupo A após a intubação (66 ± 6 vs. 80 ± 10 bpm, p < 0,01) e 15 minutos após a intubação (61 ± 4 vs. 70 ± 8 bpm, p < 0,01). Não houve diferenças significantes entre os quatro grupos na Pressão Arterial Média (PAM) em qualquer momento. A PAM dos quatro grupos foi significantemente menor após a indução, após a intubação e 15 minutos após a intubação do que na linha de base (p < 0,05). Conclusão FA em altas doses (0,75 mg.kg‐1 ou 1 mg.kg‐1) reduz a CE50 do propofol, e 1 mg.kg‐1 de FA reduz a FC durante níveis adequados de anestesia em pacientes não estimulados. Embora esse resultado deva ser investigado na presença de estimulação cirúrgica, sugerimos que a pré‐administração de FA pode reduzir a necessidade de propofol durante anestesia cuja profundidade seja monitorada pelo BIS.

    Abstract in English:

    Abstract Background and objectives Preoperative use of flurbiprofen axetil (FA) is extensively adopted to modulate the effects of analgesia. However, the relationship between FA and sedation agents remains unclear. In this study, we aimed to investigate the effects of different doses of FA on the median Effective Concentration (EC50) of propofol. Methods Ninety-six patients (ASA I or II, aged 18–65 years) were randomly assigned into one of four groups in a 1:1:1:1 ratio. Group A (control group) received 10 mL of Intralipid, and groups B, C and D received 0.5 mg.kg−1, 0.75 mg.kg−1 and 1 mg.kg−1 of FA, respectively, 10 minutes before induction. The depth of anesthesia was measured by the Bispectral Index (BIS). The “up-and-down” method was used to calculate the EC50 of propofol. During the equilibration period, if BIS ≤ 50 (or BIS > 50), the next patient would receive a 0.5 µg.mL−1-lower (or -higher) propofol Target-Controlled Infusion (TCI) concentration. The hemodynamic data were recorded at baseline, 10 minutes after FA administration, after induction, after intubation and 15 minutes after intubation. Results The EC50 of propofol was lower in Group C (2.32 µg.mL−1, 95% Confidence Interval [95% CI] 1.85–2.75) and D (2.39 µg.mL−1, 95% CI 1.91–2.67) than in Group A (2.96 µg.mL−1, 95% CI 2.55–3.33) (p = 0.023, p = 0.048, respectively). There were no significant differences in the EC50 between Group B (2.53 µg.mL−1, 95% CI 2.33–2.71) and Group A (p > 0.05). There were no significant differences in Heart Rate (HR) among groups A, B and C. The HR was significantly lower in Group D than in Group A after intubation (66 ± 6 vs. 80 ± 10 bpm, p < 0.01) and 15 minutes after intubation (61 ± 4 vs. 70 ± 8 bpm, p < 0.01). There were no significant differences among the four groups in Mean Arterial Pressure (MAP) at any time point. The MAP of the four groups was significantly lower after induction, after intubation, and 15 minutes after intubation than at baseline (p < 0.05). Conclusion High-dose FA (0.75 mg.kg−1 or 1 mg.kg−1) reduces the EC50 of propofol, and 1 mg.kg−1 FA reduces the HR for adequate anesthesia in unstimulated patients. Although this result should be investigated in cases of surgical stimulation, we suggest that FA pre-administration may reduce the propofol requirement when the depth of anesthesia is measured by BIS.
  • Comparison between subarachnoid morphine and femoral nerve block for analgesia after knee ligament reconstruction: a randomized clinical trial Scientific Articles

    Fiorentin, Joana Zulian; Martins, Alexandre Vieira; Cañola, Juan Manuel Vélez; Gutierrez, Linda Cecilia; Perches, Fábio; Sakae, Thiago Mamôru; Tenório, Sérgio Bernardo

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Justificativa e objetivos Não há consenso sobre qual é a técnica ideal para prover analgesia em reconstruções ligamentares de joelho. Objetivou‐se comparar a intensidade da dor pós‐operatória desses pacientes sob diferentes modalidades de analgesia. Método Ensaio clínico randomizado e controlado de pacientes submetidos à reconstrução do ligamento cruzado anterior com tendões flexores entre dezembro de 2013 e 2014. Todos os pacientes foram submetidos a raquianestesia e analgesia de resgate com tramadol. Compararam‐se os grupos C, M, R0,375 e R0,25; aos quais se ofertou apenas a técnica anteriormente descrita, morfina subaracnóidea (100 µg) ou bloqueio de nervo femoral com 25 mL de ropivacaína 0,375% e 0,25%, respectivamente. Avaliou‐se intensidade da dor em 6, 12 e 24 horas, idade, sexo, analgesia de resgate, reações adversas e satisfação. Resultados Entre os 83 pacientes elegíveis, observou‐se predomínio do sexo masculino (85,7%) entre 28 e 31 anos. O Grupo C solicitou mais opioide (27,3%) do que os demais grupos, sem significância quando comparados. Não houve diferenças significativas na intensidade da dor em 6, 12 e 24 horas. Houve maior incidência de retenção urinária no Grupo M (23,8%) do que no R0,375 (0%) e de bloqueio motor prolongado do quadríceps no Grupo R0,375 (30%) do que nos Grupos M e C (0%), com significância estatística (p < 0,05). Conclusão Não houve diferença na intensidade da dor pós‐operatória nos pacientes submetidos à reconstrução de ligamento cruzado anterior com tendões flexores sob as modalidades analgésicas avaliadas, apesar do predomínio de retenção urinária no Grupo M e bloqueio motor no Grupo R0,375.

    Abstract in English:

    Abstract Background and objectives There are no consensus of the ideal technique to provide analgesia in knee ligament reconstructions. The aim of this study was to compare the intensity of postoperative pain in these patients under different modalities of analgesia. Method Randomized and controlled clinical trial of patients undergoing reconstruction of the Anterior Cruciate Ligament (ACL) with flexor tendons between December 2013 and 2014. All patients underwent spinal anesthesia and rescue analgesia with tramadol. The groups C, M, R0,375 and R0,25 was compared with only the previously described technique, subarachnoid morphine (100░µg), or Femoral Nerve Block (BNF) with 25░mL of 0.375% ropivacaine and 0.25%, respectively. Pain intensity at 6, 12 and 24░hours, age, sex, rescue analgesia, adverse reactions and satisfaction were evaluated. Results Among the 83 eligible patients, a predominance of males (85.7%) was observed, between 28 and 31 years. The group C requested more opioid (27.3%) than the other groups, without significance when compared. There were no significant differences in pain intensity at 6, 12 and 24░hours. There was a higher incidence of urinary retention in the M group (23.8%) than in the R0,375 (0%) and prolonged quadriceps motor block in the R0,375 group (30%) than in the M and C groups (0%), with statistical significance (p░<░0.05). Conclusion There was no difference in the intensity of postoperative pain in patients submitted to ACL reconstruction with flexor tendons under the analgesic modalities evaluated, despite the predominance of urinary retention in the M group and motor block in the R0,375 group.
  • Propofol-ketamine versus dexmedetomidine-ketamine for sedation during upper gastrointestinal endoscopy in pediatric patients: a randomized clinical trial Clinical Research

    Amer, Akram M.; Youssef, Azza M.; El-Ozairy, Hala S.; El-Hennawy, Ahmed M.

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Justificativa e objetivos A sedação ambulatorial pediátrica é um desafio. A dexmedetomidina é um analgésico sedativo que não induz à depressão respiratória. Comparamos a dexmedetomidina ao propofol quando associados à cetamina para sedação durante endoscopia pediátrica, quanto ao tempo de recuperação e às alterações hemodinâmicas. Métodos Foram recrutados 120 pacientes (2−7 anos de idade) que foram aleatoriamente alocados em dois grupos. Cada paciente recebeu cetamina IV na dose de 1 mg.kg‐1, além de propofol (1 mg.kg‐1) ou dexmedetomidina (0,5 µg.kg‐1). Comparamos o tempo de recuperação. A hemodinâmica, saturação de oxigênio, necessidade de doses adicionais, complicações pós‐operatórias e satisfação do endoscopista foram monitoradas. Resultados Não houve diferença significante entre os grupos no que diz respeito à hemodinâmica. O grupo Propofol‐Cetamina (P‐C) apresentou tempos de recuperação significantemente mais curtos do que o grupo Dexmedetomidina‐Cetamina (D‐C) (21,25 e 29,75 minutos respectivamente, p < 0,001). Observou‐se frequência maior de dessaturação de oxigênio no grupo P‐C. Onze e 6 pacientes apresentaram SpO2 < 92% nos grupos P‐C e D‐C, respectivamente. Uma diferença significante foi observada em relação à necessidade de doses adicionais; 10% dos pacientes no grupo D‐C precisaram de uma dose extra e 5% precisaram de duas doses extras, em comparação com 25% e 20% no grupo P‐C, respectivamente (p = 0,001). O grupo P‐C apresentou menos náuseas e vômitos após o procedimento. Não houve diferença estatisticamente significante entre os dois grupos em relação à satisfação do endoscopista. Conclusões A combinação P‐C foi associada a tempo mais curto de recuperação na endoscopia digestiva alta pediátrica, enquanto a combinação D‐C mostrou menor necessidade de doses adicionais. Número de registro Clinical trials.gov (NCT02863861).

    Abstract in English:

    Abstract Background and objectives Day-case pediatric sedation is challenging. Dexmedetomidine is a sedative analgesic that does not induce respiratory depression. We compared dexmedetomidine to propofol when it was added to ketamine for sedation during pediatric endoscopy, regarding recovery time and hemodynamic changes. Methods We enrolled 120 patients (2−7 years in age) and randomly assigned them into two groups. Each patient received intravenous (IV) ketamine at a dose of 1 mg.kg-1 in addition to either propofol (1 mg.kg-1) or dexmedetomidine (0.5 µg.kg-1). The recovery time was compared. Hemodynamics, oxygen saturation, need for additional doses, postoperative complications and endoscopist satisfaction were monitored. Results There was no significant difference in hemodynamics between the groups. The Propofol-Ketamine (P-K) group showed significantly shorter recovery times than the Dexmedetomidine-Ketamine (D-K) group (21.25 and 29.75 minutes, respectively, p < 0.001). The P-K group showed more oxygen desaturation. Eleven and 6 patients experienced SpO2 < 92% in groups P-K and D-K, respectively. A significant difference was noted regarding the need for additional doses; 10% of patients in the D-K group needed one extra dose, and 5% needed two extra doses, compared to 25% and 20% in the P-K group, respectively (p = 0.001). The P-K group showed less post-procedure nausea and vomiting. No statistically significant difference between both groups regarding endoscopist satisfaction. Conclusions The P-K combination was associated with a shorter recovery time in pediatric upper gastrointestinal endoscopy, while the D-K combination showed less need for additional doses. Registration number Clinical trials.gov (NCT02863861).
  • Autophagy activation attenuates the neurotoxicity of local anesthetics by decreasing caspase-3 activity in rats Pictorial Review

    Xue, Xing; Lv, Ying; Leng, Yufang; Zhang, Yan

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Introdução e objetivos Os mecanismos de neurotoxicidade dos anestésicos locais são complexos. A apoptose e a autofagia são mecanismos altamente organizados que mantêm a homeostase celular durante o estresse. Estudos revelam que a ativação da autofagia atua como mecanismo de proteção in vitro. Não está claro se a autofagia também desempenha essa função in vivo. O objetivo deste estudo foi analisar o papel da autofagia na neurotoxicidade induzida por anestésico local e esclarecer o mecanismo dessa neurotoxicidade utilizando um modelo de injeção intratecal em ratos. Métodos Dezoito ratos Sprague‐Dawley machos adultos saudáveis foram divididos aleatoriamente em três grupos. Antes de receber a injeção intratecal de bupivacaína a 1%, cada rato recebeu injeção intraperitoneal de veículo ou rapamicina (1 mg.kg‐1) uma vez ao dia durante 3 dias. As alterações patológicas foram examinadas por coloração com Hematoxilina e Eosina (HE). A apoptose foi analisada por coloração com o método dUTP Nick‐End Labeling (TUNEL) mediado por TdT. A expressão de caspase‐3, Beclin1 e LC3 foram examinadas por coloração Imunohistoquímica (IHQ). A expressão de Beclin1 e LC3 e a razão LC3‐II/LC3‐I foram detectadas por análise de western blot. Resultados Após a injeção intratecal de bupivacaína, ocorreu lesão patológica nos neurônios da medula espinhal e os níveis de apoptose e caspase‐3 aumentaram. A ativação da autofagia causada pela rapamicina mitigou de forma expressiva as alterações patológicas e diminuiu os níveis de apoptose e caspase‐3, aumentando a expressão de LC3 e Beclin1 e a razão LC3‐II/LC3‐I. Conclusões O aumento da autofagia diminui a apoptose dependente da caspase‐3 e melhora a sobrevivência neuronal in vivo. A ativação da autofagia pode ser uma estratégia terapêutica potencial para a neurotoxicidade induzida por anestésicos locais.

    Abstract in English:

    Abstract Background and objectives The mechanisms by which local anesthetics cause neurotoxicity are very complicated. Apoptosis and autophagy are highly coordinated mechanisms that maintain cellular homeostasis against stress. Studies have shown that autophagy activation serves as a protective mechanism in vitro. However, whether it also plays the same role in vivo is unclear. The aim of this study was to explore the role of autophagy in local anesthetic-induced neurotoxicity and to elucidate the mechanism of neurotoxicity in an intrathecally injected rat model. Methods Eighteen healthy adult male Sprague-Dawley rats were randomly divided into three groups. Before receiving an intrathecal injection of 1% bupivacaine, each rat received an intraperitoneal injection of vehicle or rapamycin (1 mg.kg-1) once a day for 3 days. The pathological changes were examined by Haematoxylin and Eosin (HE) staining. Apoptosis was analysed by TdT-mediated dUTP Nick-End Labelling (TUNEL) staining. Caspase-3, Beclin1 and LC3 expression was examined by Immunohistochemical (IHC) staining. Beclin1 and LC3 expression and the LC3-II/LC3-I ratio were detected by western blot analysis. Results After bupivacaine was injected intrathecally, pathological damage occurred in spinal cord neurons, and the levels of apoptosis and caspase-3 increased. Enhancement of autophagy with rapamycin markedly alleviated the pathological changes and decreased the levels of apoptosis and caspase-3 while increasing the expression of LC3 and Beclin1 and the ratio of LC3-II to LC3-I. Conclusions Enhancement of autophagy decreases caspase-3-dependent apoptosis and improves neuronal survivalin vivo. Activation of autophagy may be a potential therapeutic strategy for local anaesthetic-induced neurotoxicity.
  • Effects of rocuronium, sugammadex and rocuronium-sugammadex complex on coagulation in rats EXPERIMENTAL TRIALS

    Cavalcanti, Ismar Lima; Braga, Estêvão Luiz Carvalho; Verçosa, Nubia; Schanaider, Alberto; Barrucand, Louis; Boer, Hans Donald de; Vane, Luiz

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Introdução e objetivos: O sugamadex é uma substância farmacológica alternativa capaz de reverter o bloqueio neuromuscular sem as limitações apresentadas pelos anticolinesterásicos. Entretanto, há relatos de transtornos de coagulação relacionados ao tratamento com sugamadex sem que mecanismos exatos de seus efeitos sobre a coagulação sejam totalmente compreendidos. O objetivo da presente pesquisa foi avaliar os efeitos do rocurônio, sugamadex e do complexo rocurônio-sugamadex sobre a coagulação em um modelo experimental com ratos. Métodos: Este é um estudo randomizado experimental animal. Ratos Wistar foram aleatoriamente designados aos seguintes grupos: grupo controle; Grupo Ssal - 0,5 mL de solução salina intravenosa; Grupo sugamadex - sugamadex intravenoso (100 mg.kg-1); e Grupo rocurônio-sugamadex - solução intravenosa com rocurônio (3,75 mg.kg-1) e sugamadex (100 mg.kg-1). A anestesia foi realizada utilizando-se isoflurano com ventilação controlada. Os fatores de coagulação foram medidos 10 minutos após o final do preparo pré-operatório e 30 minutos após a administração de drogas de acordo com os grupos escolhidos. Resultados: Contagem de plaquetas, tempo de protrombina e tempo de tromboplastina parcial ativada foram semelhantes entre os grupos e entre os momentos dentro de cada grupo. Houve redução nos níveis de fibrinogênio plasmático entre os tempos 1 e 2 no grupo rocurônio-sugamadex (p = 0,035). Conclusões: O complexo rocurônio-sugamadex promoveu reduções na contagem de fibrinogênio plasmático, apesar de os níveis continuarem dentro dos limites normais.

    Abstract in English:

    Abstract Background and objectives: Sugammadex is an alternative pharmacological drug capable of reversing neuromuscular blockades without the limitations that are presented by anticholinesterase drugs. Coagulation disorders that are related to treatment with sugammadex were reported. The exact mechanism of the effects on coagulation are not fully understood. The objective of this research is to evaluate the effects of rocuronium, sugammadex and the rocuronium-sugammadex complex on coagulation in an experimental model in rats. Methods: This is an experimental randomized animal study. Wistar rats were randomly assigned into the following groups: the Control Group; the Ssal Group - 0.5 mL of intravenous saline; the Sugammadex Group - intravenous sugammadex (100 mg kg−1); and the Rocuronium-Sugammadex Group - intravenous solution with rocuronium (3.75 mg kg−1) and sugammadex (100 mg kg−1). Anesthesia was performed by using isoflurane with controlled ventilation. Coagulation factors were measured 10 minutes after the end of the preoperative preparation and 30 minutes after the administration of the drugs in accordance with the chosen groups. Results: Platelet counts, prothrombin times, and activated partial thromboplastin times were similar between the groups and between the moments within each group. There were reductions in the plasma fibrinogen levels between sample times 1 and 2 in the Rocuronium-Sugammadex group (p = 0.035). Conclusions: The rocuronium-sugammadex complex promoted reductions in plasma fibrinogen counts, although the levels were still within normal limits.
  • Update on perioperative hypersensitivity reactions: joint document from the Brazilian Society of Anesthesiology (SBA) and Brazilian Association of Allergy and Immunology (ASBAI) - Part II: etiology and diagnosis Narrative Review

    Solé, Dirceu; Spindola, Maria Anita Costa; Aun, Marcelo Vivolo; Araújo Azi, Liana Maria Tôrres de; Bernd, Luiz Antonio Guerra; Garcia, Daniela Bianchi; Capelo, Albertina Varandas; Cumino, Débora de Oliveira; Lacerda, Alex Eustáquio; Lima, Luciana Cavalcanti; Morato, Edelton Flávio; Nunes, Rogean Rodrigues; Rubini, Norma de Paula Motta; Silva, Jane da; Tardelli, Maria Angela; Watanabe, Alexandra Sayuri; Curi, Erick Freitas; Sano, Flavio

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Este segundo documento, escrito por especialistas da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) e da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) interessados no tema anafilaxia perioperatória, tem por objetivo revisar os mecanismos fisiopatológicos, agentes desencadeantes (em adultos e crianças), assim como a abordagem diagnóstica durante e após o episódio. Por se tratar de uma avaliação abrangente, a identificação das medicações, antissépticos e outras substâncias usadas em cada região, registros detalhados, e nomenclatura padronizada são pontos fundamentais para a obtenção de dados epidemiológicos mais fidedignos sobre a anafilaxia perioperatória.

    Abstract in English:

    Abstract This second joint document, written by experts from the Brazilian Association of Allergy and Immunology (ASBAI) and Brazilian Society of Anesthesiology (SBA) concerned with perioperative anaphylaxis, aims to review the pathophysiological reaction mechanisms, triggering agents (in adults and children), and the approach for diagnosis during and after an episode of anaphylaxis. As anaphylaxis assessment is extensive, the identification of medications, antiseptics and other substances used at each setting, the comprehensive data documentation, and the use of standardized nomenclature are key points for obtaining more consistent epidemiological information on perioperative anaphylaxis.
  • Patent blue V dye anaphylaxis: a case report and literature review Systematic Review

    Costa, Diogo; Mendonça, Mauro; Lopes, Michael; Fernandes, Ana Luísa; Nunes, Sara; Müller, Sofia

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Introdução: A anafilaxia pode ocorrer durante o período perioperatório devido à exposição a diversos agentes capazes de induzir reações de hipersensibilidade. O corante sintético Azul Patente V (APV), também conhecido como Sulfan Blue, é usado na pesquisa de linfonodo sentinela em cirurgia de mama, e é responsável por 0,6% dos eventos anafiláticos relatados. Descrevemos o caso de uma paciente de 49 anos de idade submetida à tumorectomia de mama esquerda com estadiamento de linfonodo sentinela, em que se empregou o APV e que apresentou reação anafilática. Método: Por meio do PubMed, pesquisamos publicações que documentavam relatos de casos, séries de casos, revisões e revisões sistemáticas desde 2005, usando as palavras-chave “anaphylaxis” e “patent blue”. Em seguida, incluímos artigos encontrados na lista de referências dessas publicações. Resultados: Encontramos 12 publicações relevantes sobre o tópico. Os principais achados estão resumidos, com informações do quadro clínico, tratamento e protocolo de investigação. A hipotensão foi a manifestação clínica mais frequente. De forma geral, o quadro clínico tem início tardio quando comparado à anafilaxia por outros agentes e, ocasionalmente, as manifestações cutâneas estão ausentes. Os pacientes podem ter tido exposição prévia ao APV, que também é usado como corante de alimentos, roupas e medicamentos. Conclusão: O diagnóstico de anafilaxia em pacientes sob sedação ou anestesia geral pode ser difícil devido às peculiaridades do contexto perioperatório. Segundo a literatura publicada, a apresentação da reação é semelhante na maioria dos casos e um discernimento clínico aguçado é fundamental para enfrentar o evento adequadamente. Encontrar o agente responsável pela reação alérgica é essencial para a prevenção de futuros episódios.

    Abstract in English:

    Abstract Background: Anaphylaxis is a constant perioperative concern due to the exposure to several agents capable of inducing hypersensitivity reactions. Patent blue V (PBV), also known as Sulfan Blue, a synthetic dye used in sentinel node research in breast surgery, is responsible for 0.6% of reported anaphylactic conditions. We present a case of a 49-year-old female patient who underwent left breast tumorectomy with sentinel lymph node staging using PBV and experienced an anaphylactic reaction. Methods: We conducted a literature search through PubMed for case reports, case series, review and systematic reviews since 2005 with the keywords “anaphylaxis” and “patent blue”. We then included articles found in these publications’ reference sections. Results: We found 12 relevant publications regarding this topic. The main findings are summarized, with information regarding the clinical presentation, management, and investigation protocol. Hypotension is the most common clinical manifestation. The presentation is usually delayed when compared with anaphylaxis from other agents and cutaneous manifestations are occasionally absent. Patients may have had previous exposure to the dye, used also as a food, clothes and drug colorant. Conclusion: The diagnosis of anaphylaxis in patients under sedation or general anesthesia may be difficult due to particularities of the perioperative context. According to the published literature, the presentation of the reaction is similar in most cases and a heightened clinical sense is key to address the situation appropriately. Finding the agent responsible for the allergic reaction is of paramount importance to prevent future episodes.
  • A comparison of ramping position and sniffing position during endotracheal intubation: a systematic review and meta-analysis Review Article

    Tsan, Samuel Ern Hung; Ng, Ka Ting; Lau, Jiaying; Viknaswaran, Navian Lee; Wang, Chew Yin

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Objetivos A posição do paciente durante a Intubação Traqueal (IT) é fundamental para o sucesso do procedimento. Nosso objetivo foi determinar se a posição de rampa melhorou a visualização laríngea e o êxito na primeira tentativa de intubação quando comparada à posição olfativa. Métodos Os bancos de dados PubMed, EMBASE e Cochrane CENTRAL foram pesquisados de forma sistemática a partir da data em que os bancos de dados foram estabelecidos até janeiro de 2020. Nossos desfechos primários incluíram a visualização laríngea avaliada como Cormack‐Lehane Grau 1 ou 2 (CLG 1/2), Cormack‐Lehane Grau 3 ou 4 (CLG 3/4) e o êxito na primeira tentativa de intubação. Os desfechos secundários foram o tempo de intubação, uso de dispositivos adjuvantes para manuseio de vias aéreas, manobras auxiliares e complicações durante a IT. Resultados Sete estudos preencheram nossos critérios de inclusão, dos quais 4 eram Estudos Clínicos Randomizados (ECR) e 3 eram estudos de coorte. A meta‐análise foi conduzida combinando as estimativas de efeito para todos os 4 ECR incluídos (n = 632). Não foram encontradas diferenças entre as posições de rampa e olfativa para razão de chances de CLG 1/2, CLG 3/4, sucesso na primeira tentativa de intubação, tempo de intubação, uso de manobras auxiliares das vias aéreas e uso de dispositivos adjuvantes de vias aéreas, havendo evidência de alta heterogeneidade nos estudos. No entanto, a posição de rampa em pacientes cirúrgicos está associada com maior probabilidade de CLG 1/2 (OR = 2,05; 95% IC 1,26 a 3,32; p = 0,004) e menor probabilidade de CLG 3/4 (OR = 0,49; 95% IC 0,30 a 0,79; p = 0,004), com qualidade moderada de evidência. Conclusão Nossa meta‐análise demonstrou que a posição de rampa pode beneficiar pacientes cirúrgicos submetidos a IT, melhorando a visualização laríngea. ECR multicêntricos bem projetados com amostras grandes devem ser realizados para esclarecer ainda mais os benefícios da posição de rampa nos pacientes cirúrgicos e na unidade de terapia intensiva.

    Abstract in English:

    Abstract Objectives Positioning during endotracheal intubation (ETI) is critical to ensure its success. We aimed to determine if the ramping position improved laryngeal exposure and first attempt success at intubation when compared to the sniffing position. Methods PubMed, EMBASE, and Cochrane CENTRAL databases were searched systematically from inception until January 2020. Our primary outcomes included laryngeal exposure as measured by Cormack-Lehane Grade 1 or 2 (CLG 1/2), CLG 3 or 4 (CLG 3/4), and first attempt success at intubation. Secondary outcomes were intubation time, use of airway adjuncts, ancillary maneuvers, and complications during ETI. Results Seven studies met our inclusion criteria, of which 4 were RCTs and 3 were cohort studies. The meta-analysis was conducted by pooling the effect estimates for all 4 included RCTs (n = 632). There were no differences found between ramping and sniffing positions for odds of CLG 1/2, CLG 3/4, first attempt success at intubation, intubation time, use of ancillary airway maneuvers, and use of airway adjuncts, with evidence of high heterogeneity across studies. However, the ramping position in surgical patients is associated with increased likelihood of CLG 1/2 (OR = 2.05, 95% CI 1.26 to 3.32, p = 0.004) and lower likelihood of CLG 3/4 (OR = 0.49, 95% CI 0.30 to 0.79, p = 0.004), moderate quality of evidence. Conclusion Our meta-analysis demonstrated that the ramping position may benefit surgical patients undergoing ETI by improving laryngeal exposure. Large scale well designed multicentre RCTs should be carried out to further elucidate the benefits of the ramping position in the surgical and intensive care unit patients.
  • Guiding opioid-free intravenous antinociception with the Analgesia Nociception Index: a case report Case Reports

    Coeckelenbergh, Sean; Estebe, Jean-Pierre

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Introdução A anestesia sem opioides diminui a incidência de eventos adversos associados aos opioides, mas a profundidade antinociceptiva ideal dessa abordagem não está claramente definida. Personalizar a infusão intraoperatória sem opioides com o uso de monitor de nocicepção pode ser a solução. Relato de caso Descrevemos a viabilidade e as eventuais limitações da titulação da antinocicepção sem opioides por meio do uso do Índice de Analgesia/Nocicepção (Mdoloris, Lille, França) durante cirurgia abdominal de grande porte em paciente com obesidade. Depois de estabilizar o equilíbrio nocicepção-antinocicepção da paciente no intraoperatório, revertemos rapidamente a anestesia e a paciente não precisou de opioides no pós-operatório. Conclusão A personalização da antinocicepção sem opioides por meio do emprego de monitor de nocicepção é factível. A abordagem pode otimizar a antinocicepção intraoperatória e melhorar o conforto pós-operatório.

    Abstract in English:

    Abstract Background: Opioid-free anesthesia decreases the incidence of opioid adverse events, but its optimal antinociceptive depth has not been clearly defined. Personalizing intraoperative opioid-free infusions with a nociception monitor may be the solution. Case report: We describe the feasibility and potential limitations of titrating opioid-free antinociception during major abdominal surgery using the Analgesia Nociception Index (Mdoloris, Lille, France) in an obese patient. After stabilizing the patient’s nociception-antinociception balance intraoperatively we quickly reversed anesthesia and the patient did not require postoperative opioids. Conclusion: Personalizing opioid-free antinociception with a nociception monitor is feasible. It may optimize intraoperative antinociception and improve postoperative comfort.
  • Opioid-free general anesthesia and induced recovery from anesthesia in a patient with myotonic dystrophy type-1: a case report CASE REPORTS

    Gurbuz, Hande; Saracoglu, Kemal Tolga

    Abstract in Portuguese:

    Resumo A Distrofia Miotônica (DM) tipo-1 (Doença de Steinert) é uma doença multissistêmica progressiva autossômica dominante em que a crise miotônica pode ser desencadeada por vários fatores, incluindo dor, estresse emocional, hipotermia, tremores e estímulo mecânico ou elétrico. O presente relato descreve anestesia geral realizada com dexmedetomidina em combinação com peridural torácica para colecistectomia laparoscópica em paciente com Doença de Steinert. Para evitar laringoscopia, a intubação traqueal foi realizada utilizando cateter de intubação Aintree guiado por broncofibroscopia óptica. Os efeitos anestésicos prolongados do propofol foram revertidos e a recuperação anestésica foi acelerada pelo uso de infusão intravenosa de teofilina.

    Abstract in English:

    Abstract Myotonic dystrophy type-1 (Steinert disease) is an autosomal dominant, progressive multisystem disease in which myotonic crisis can be triggered by several factors including pain, emotional stress, hypothermia, shivering, and mechanical or electrical stimulation. In this report, dexmedetomidine-based general anesthesia, in combination with a thoracic epidural for laparoscopic cholecystectomy in a patient with Steinert disease, is presented. An Aintree intubation catheter with the guidance of a fiberoptic bronchoscope was used for intubation to avoid laryngoscopy. Prolonged anesthetic effects of propofol were reversed, and recovery from anesthesia was accelerated using an intravenous infusion of theophylline.
  • Response to: Preemptive nebulized ketamine for pain control after tonsillectomy in children: randomized controlled trial Letters to the Editor

    Medina, Matheus; Dokkedal-Silva, Vinícius; Tufik, Sergio; Andersen, Monica Levy
  • Occupational team safety in ECT practice during the COVID-19 pandemic LETTER TO THE EDITOR

    Araujo, Renato Ferreira; Quites, Lucio de Oliveira
  • COVID-19 pandemic: demand creates its own supply in a residency program Letters to the Editor

    Zarezadeh, Yadolah; Nasseri, Karim
  • Safety sequence intubation: the 10 “P's” algorithm and cognitive aid for airway management in COVID-19 patients LETTER TO THE EDITOR

    Arora, Poonam; Kabi, Ankita; Dhar, Mridul; Bhardwaj, Bharat Bhushan
Sociedade Brasileira de Anestesiologia R. Professor Alfredo Gomes, 36, 22251-080 Botafogo RJ Brasil, Tel: +55 21 2537-8100, Fax: +55 21 2537-8188 - Campinas - SP - Brazil
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