Respostas morfológicas e anatômicas de Tessaria absinthioides (Hook. et Arn.) DC. à salinidade

CLAUDIA A. M. DEGANO Sobre o autor

T.absinthioides, Inulae, Compositae, é uma espécie que se encontra difundida como erva daninha na área de irrigação do Rio Colorado, Argentina, tanto em solos salinos como normais. A fim de determinar a capacidade de adaptação da espécie a diferentes condições de salinidade, foram montados experimentos onde a planta foi submetida a dois tipos de sais, cloreto de sódio e sulfato de sódio, com três níveis de potencial osmótico: -0,4, -0,8 e -1,5 MPa, em cultura hidropônica, utilizando a solução de Hoagland como meio de cultura. O experimento foi avaliado com base nas variações quantitativas dos caracteres morfológicos e anatômicos. Os resultados mostram que o diâmetro das raízes aumenta quando o potencial osmótico dos sais é -0,4 MPa; isto é devido ao aumento de tamanho das células da casca nas plantas submetidas ao NaCl ou ao aumento da atividade cambial nas colocadas em Na2 SO4. No caule diminui o número e o comprimento dos entrenós, mas as diferenças observadas não são estatisticamente significativas. Tanto o diâmetro do caule, como o da raiz, aumentam quando o potencial osmótico atinge -0,4MPa, e diminuem com a redução do mesmo. Quando o potencial osmótico é -0,4 MPa, a folha diminui de comprimento, aumenta sua largura e o número de pêlos; o parênquima paliçádico mostra-se menos desenvolvido em condições de salinidade. T. absinthioides mostra-se como semihalófita devido ao grau de tolerância à salinidade. O mecanismo de resposta das plantas ao NaCl é a produção de raízes suculentas e a redução do crescimento, enquanto que a presença de Na2SO4 produz caracteres haloxeromórficos.


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