Patogenicidade In Vivo e In Vitro de Amostras de Escherichia Coli de Origem Aviária

Patogenicity In Vivo and In Vitro of Escherichia Coli Samples from Avian Origin

O objetivo desse trabalho consistiu em determinar a patogenicidade in vivo e in vitro de 25 amostras de Escherichia coli obtidas de aves com Síndrome da Cabeça Inchada (SCI). A patogenicidade in vivo foi determinada pela inoculação em pintos SPF de um dia de idade, utilizando-se quatro vias de inoculação: intracardíaca, saco aéreo, oral e traqueal. As aves foram avaliadas quanto à mortalidade a cada 12 horas, por um período de sete dias. Os resultados desse estudo demonstraram que as 25 amostras de E. coli, isoladas de aves com SCI, causaram mortalidade mais elevada em pintos de um dia de idade quando foram inoculadas pelas vias intracardíaca (73,6%) e saco aéreo (68%). As menores taxas de mortalidade em pintos de um dia de idade foram obtidas pelas vias intratraqueal (13,6%) e oral (10,8%). Não foi observada diferença estatisticamente significativa entre a taxa de mortalidade de pintos de um dia inoculados com amostras produtoras (44,8%) e não (32,3%) de verotoxina. As amostras de E. coli, isoladas nesse estudo, quando foram utilizadas as vias de inoculação intracardíaca e saco aéreo, mostraram ser mais patogênicas para pintos de um dia de idade. A capacidade de produzir verotoxina não influenciou na taxa de mortalidade.

Escherichia coli; colibacilose; pintos; Síndrome da cabeça inchada; Verotoxina


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