Endarterectomia de artérias coronárias: técnicas e resultados em estudo com grupo controle

OBJETIVO: Os resultados descritos das endarterectomias de artérias coronárias (EAC) refletiam as experiências iniciais e demonstravam uma maior morbidade pós-operatória e mortalidade imediata, tornando seu valor controverso. Com o aprimoramento técnico, o papel da EAC vem sendo revisto. O presente estudo tem como objetivo avaliar os nossos resultados com a EAC e apresentar a nossa conduta frente aos pacientes com doença coronariana difusa. MÉTODO: De um total de 278 pacientes submetidos a revascularização isolada, entre janeiro de 2000 e dezembro de 2001, 32 (11,5%) foram endarterectomizados formando o grupo EAC. O grupo controle foi formado por pacientes com características semelhantes a cada paciente do primeiro grupo. RESULTADOS: O tempo médio de acompanhamento foi de 9,9 meses. Os dois grupos demonstraram diferença estatística quanto ao número de infartos prévios. Foram realizadas 38 endarterectomias, 78,75% nos ramos coronarianos esquerdos e 21,05% nos ramos coronarianos direitos. No acompanhamento pós-operatório, não se encontrou diferença significativa entre as variáveis estudadas de morbi-mortalidade, embora uma maior utilização de balão intra-aórtico no grupo EAC tenha sido observada. CONCLUSÕES: Demonstrou-se que a EAC deve ser aplicada aos pacientes com doença coronariana difusa, visando uma revascularização miocárdica completa, com resultados comparáveis aos pacientes submetidos a operação convencional. O acompanhamento em longo prazo irá determinar o comportamento destas artérias e de seus enxertos.

Coronariopatia; Revascularização miocárdica; Endarterectomia


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