Relação entre testes de resistência de força com o kimono com parâmetros isocinéticos em atletas de jiu jitsu

Bruno Follmer Rodolfo André Dellagrana Emerson Franchini Fernando Diefenthaeler Sobre os autores

Resumo

O objetivo do presente estudo foi correlacionar dois testes de força (Kimono Grip Strength Tests - KGST) com parâmetros isocinéticos de flexores e extensores do cotovelo em atletas de Jiu Jitsu (JJ). Quinze praticantes do sexo masculino, faixa azul à preta, participaram do estudo. Os dois KGST foram: máximo tempo de sustentação (MTS), e o máximo número de repetições (MNR), ambos com a pegada no kimono enrolado em uma barra fixa. O protocolo isocinético consistiu em três séries de 5 s de contração voluntária isométrica máxima (CVIM) para flexores e extensores do cotovelo, em três ângulos articulares (45, 90 e 120°), e duas séries de cinco contrações dinâmicas no modo concêntrico-excêntrico a 60°∙s-1, para determinação do pico de torque (PT). Os valores absolutos do MTS e MNR foram 41,4 ± 16,2 s e 10 ± 5 repetições, respectivamente, e apresentaram uma correlação quase perfeita (r=0.91; p<0.001). Correlações significativas foram encontradas entre MNR e PT durante a CVIM de flexores a 45° e 90°, extensores a 120° e em contrações concêntricas e excêntricas para flexores e extensores. Portanto, os KGST foram altamente correlacionados com parâmetros isocinéticos, e com correlação quase perfeita entre si, concluindo que apenas um dos testes pode ser utilizado para avaliar força em atletas de JJ. O teste MNR parece apresentar maiores correlações quando comparado ao MTS e fornecer informações significantes sobre força muscular em atletas de JJ.

Palavras-chave:
Artes marciais; Dinamômetro de força muscular; Esportes

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