Aspectos da flexibilidade de mulheres com síndrome de fibromialgia

Marcos Bezerra de Almeida Mônica Oliveira Santos Sobre os autores

Resumo

Exercícios físicos em mulheres com síndrome de fibromialgia (SFM) têm apresentado efeitos na força e potência aeróbica, contudo, os resultados acerca da flexibilidade têm sido controversos. Além disso, os estudos têm avaliado articulações específicas ou testes que envolvam apenas um único movimento corporal. Objetivou-se comparar o perfil de flexibilidade global de mulheres acometidas pela SFM e assintomáticas a partir de um protocolo de teste mais abrangente quanto ao número de movimentos e articulações envolvidas. Participaram da pesquisa 30 mulheres divididas em dois grupos: assintomáticas (n = 15; 50,2 ± 8,2 anos; 63,0 ± 9,6 kg; 157 ± 6 cm) e fibromiálgicas (n = 15; 47,3 ± 9,4 anos; 61,9 ± 12,2 kg; 159 ± 7 cm). A flexibilidade medida pelo Flexiteste foi avaliada pelo índice global de flexibilidade (flexíndice) e pelos cinco índices de variabilidade da mobilidade articular: intermovimentos (IVIM), intra-articulação (IVIA), flexão-extensão (IVFE), entre segmentos (IVES) e distal-proximal (IVDP). Todos os índices foram calculados com base nos resultados dos 20 movimentos do flexiteste. Não houve diferença no flexíndice entre os grupos (44,4 ± 3,7 vs 45,7 ± 4,1 pontos, para assintomáticas e fibromiálgicas respectivamente; p=0,379; IC95% = -4,2 a 1,6). A maioria da amostra (83%) apresentou nível de flexibilidade considerado na média da população para o gênero feminino e para cada faixa etária específica. Entre os índices de variabilidade da mobilidade articular apenas o IVIM apresentou diferença significativa. Mulheres assintomáticas e fibromiálgicas apresentam níveis globais de flexibilidade similares, mas com perfis diferentes.

Palavras-chave:
Amplitude de movimento; Articulações; Dor crônica

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