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Educação física escolar e a educação em saúde: uma análise em dissertações e teses brasileiras

School physical education and health education: an analysis of Brazilian dissertations and theses

Educación física en la escuela y la educación en salud: un análisis de disertaciones y tesis brasileñas

RESUMO

Buscou-se investigar os diálogos estabelecidos entre a educação física escolar e a educação em saúde, em uma revisão sistemática, a partir da análise de dissertações e teses brasileiras produzidas na última década. Encontraram-se 25 pesquisas de mestrado e cinco de doutorado. Os temas mais enfatizados foram a formação de professores, a aptidão física e as Políticas Públicas de Educação em Saúde nas escolas. Houve prevalência de estudos que relacionaram o ensino da saúde na perspectiva biológica, sendo pouco abordado o ensino das questões sociais em interface à saúde.

Palavras-chave:
Educação em saúde; Educação física escolar; Ciências da saúde; Ensino

ABSTRACT

The aim was to investigate the dialogues established between school physical education and health education in a systematic review, based on the analysis of Brazilian dissertations and theses produced in the last decade. Twenty-five master's and five doctoral researches were found. The most emphasized themes were teacher training, physical fitness and Public Policies of Health Education in schools. There was a prevalence of studies that related the teaching of health from a biological perspective, with little approach to the teaching of social issues at the interface of health.

Keywords:
Health education; School physical education; Health sciences,Teaching

RESUMEN

Buscamos investigar los diálogos establecidos entre la educación física escolar y la educación para la salud, en una revisión sistemática, a partir del análisis de disertaciones y tesis brasileñas producidas en la última década. Se encontraron 25 investigaciones de máster y cinco de doctorado. Los temas más destacados fueron la formación del profesorado, la aptitud física y las políticas públicas de educación sanitaria en las escuelas. Hubo un predominio de estudios que relacionaron la enseñanza de la salud en la perspectiva biológica, mientras que se abordó poco la enseñanza de las cuestiones sociales en la interfaz con la salud.

Palabras-clave:
Educación en salud; Educación física; Ciencias de la salud; Enseñanza

INTRODUÇÃO

A Educação em Saúde, uma das ações de Promoção da Saúde, constitui-se de duas áreas com relevantes contribuições para a formação dos estudantes na educação básica. É, assim, um processo político e pedagógico, com possibilidade de ser orientada a partir de uma perspectiva transdisciplinar (Devide, 2003Devide F. A educação física escolar como via de educação para saúde. In: Palma A, Badrichevsky M, Estevão A, organizadores. A saúde em debate na educação física. Blumenau: Edibes; 2003. p. 137-50.; Falkenberg et al., 2014Falkenberg MB, Mendes TPL, Moraes EP, Souza EM. Educação em saúde e educação na saúde: conceitos e implicações para a saúde coletiva. Cien Saude Colet 2014;19(3):847-52. http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232014193.01572013. PMid:24714898.
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; Davó-Blanes et al., 2016Davó-Blanes MC, Hera MG, Parra D. Educación para la salud en la escuela primaria: opinión del profesorado de la ciudad de Alicante. Gac Sanit 2016;30(1):31-6. http://dx.doi.org/10.1016/j.gaceta.2015.07.008. PMid:26627380.
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). Além disso, práticas de educação em saúde ocorrem em outros espaços sociais.

Após a VIII Conferência Nacional de Saúde (Brasil, 1986Brasil. Ministério da Saúde. VIII Conferência Nacional de Saúde. Relatório final. Brasília: Ministério da Saúde; 1986.), uma das precursoras da Reforma Sanitária brasileira, os Parâmetros Curriculares Nacionais (Brasil, 1998, pBrasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: apresentação dos temas transversais. Brasília: Ministério da Saúde/Secretaria de Educação Fundamental; 1998.. 245) trouxeram uma proposta mais ampliada e próxima do contexto social dos estudantes ao entender a saúde como um “direito universal e como algo que as pessoas constroem ao longo de suas vidas, em suas relações sociais e culturais”.

Entre as disciplinas obrigatórias da educação básica brasileira, tem-se a Educação Física. No que diz respeito à saúde, ressalta-se, como tema transversal, seja nos Parâmetros Curriculares Nacionais (Brasil, 1998Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: apresentação dos temas transversais. Brasília: Ministério da Saúde/Secretaria de Educação Fundamental; 1998.), e recentemente, nos Temas Contemporâneos Transversais da Base Nacional Comum Curricular (Brasil, 2019Brasil. Temas contemporâneos transversais na BNCC: prática de implementação. Brasília: Ministério da Educação; 2019.). Por outro lado, historicamente, a relação entre educação física escolar e saúde foi construída através de discursos e práticas médico-militares, justificadas pela construção de corpos fortes e saudáveis, intimamente pautados na eugenia e no higienismo (Antunes e Furtado, 2021Antunes PC, Furtado RP. Para pensar a saúde na educação física escolar: a linha de chegada é a mesma da largada? In: Costa JM, Maciel ES, Brito LX, editores. O tema saúde na educação física escolar: propostas pedagógicas (críticas) a partir da saúde coletiva. Niterói: Eduff; 2021. p. 18-32.).

No que diz respeito à formação dos professores de Educação Física para a Educação em Saúde, ainda existem lacunas que deem conta do preparo mais próximo do contexto social dos estudantes (Carvalho et al., 2021Carvalho PHM, Alexandria DB, Rocha MB, Palma A, Malacarne JAD. A saúde coletiva nos cursos de educação física das universidades públicas do Rio de Janeiro. Rev Bras Ciênc Esporte 2021;43:e007921. http://dx.doi.org/10.1590/rbce.43.e007921.
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). A disciplina, desde seus primeiros currículos em escolas superiores brasileiras, enfatiza os aspectos biológicos associados à saúde e tende a negligenciar os diálogos pautados nas Ciências Humanas e Sociais (Palma, 2020Palma A. Saúde na educação física escolar: diálogos e possibilidades a partir do conceito ampliado de saúde. Temas Educ Fís Esc 2020;5(2):5-15. http://dx.doi.org/10.33025/tefe.v5i2.3025.
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).

No contexto da formação continuada, chama-se atenção para a produção científica que ocorre através das pesquisas nos cursos de Pós-graduação, seja em nível Lato sensu ou Stricto sensu. Entende-se necessário a formação de professores/pesquisadores envolver propostas críticas para o ensino da Educação em Saúde. Por outro lado, não se encontraram, na literatura nacional, até o momento, revisões de dissertações e teses na perspectiva da educação física escolar e da educação em saúde. Desta forma, o presente estudo busca responder a questão: como a educação em saúde tem sido abordada nas dissertações e teses brasileiras que envolvem a educação física escolar?

Assim, o objetivo deste trabalho foi investigar os possíveis diálogos entre a educação física escolar e a educação em saúde a partir da análise de dissertações e teses brasileiras.

METODOLOGIA

Realizou-se uma revisão sistemática de dissertações e teses brasileiras. As revisões sistemáticas sintetizam estudos realizados sobre um tema, reforçando sua importância, e apontando lacunas existentes sobre o mesmo (Galvão e Ricarte, 2019Galvão MCB, Ricarte ILM. Revisão sistemática de literatura: conceituação, produção e publicação. Logeion 2019;6(1):57-73. http://dx.doi.org/10.21728/logeion.2019v6n1.p57-73.
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). Utilizou-se a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações. A plataforma abrange trabalhos de 127 instituições e é composta por 491.428 dissertações e 177.109 teses. Para delimitação temporal da pesquisa, foram selecionados trabalhos no período de 2012 a 2021, analisando a produção da última década.

No campo busca avançada, os termos “Educação em Saúde” e “Educação Física” foram combinados. Esses termos poderiam estar presentes tanto nos títulos, quanto nos resumos e nas palavras-chave das pesquisas. Uma busca mais ampla, com o termo “educação física”, forneceu dados importantes para compreender como o trabalho da educação em saúde ocorre em diferentes âmbitos da/para a educação formal, seja nas escolas ou nas universidades (formação de licenciados).

Os critérios de inclusão dos trabalhos foram: a) dissertações e teses publicadas no período de 2012-2021 que abordaram a Educação Física e a Educação em Saúde. Por outro lado, excluíram-se: a) trabalhos que abordaram a educação física e a educação em saúde em espaços informais e não formais de ensino; b) trabalhos não disponibilizados na íntegra.

A leitura e seleção dos materiais ocorreram nos meses de março e abril de 2022. Inicialmente, foram encontrados 3.171 trabalhos. Após a leitura dos títulos, reduziu-se o número de trabalhos para 75. Posteriormente, com a leitura dos resumos e, em alguns casos, o documento na íntegra, 30 trabalhos foram elegíveis para a revisão. Em todas as etapas, dois pesquisadores, paralelamente, fizeram a seleção. Quando havia alguma discordância, um terceiro pesquisador, colaborador, ajudou no processo de inclusão/exclusão.

Foram analisados os padrões de descritores gerais e específicos, conforme disposto por Teixeira e Megid (2006)Teixeira PMM, Megid J No. Investigando a pesquisa educacional: um estudo enfocando dissertações e teses sobre o ensino de biologia no Brasil. Investig Ensino Ciênc 2006;11(2):261-82.. Os descritores gerais analisados foram: autor do trabalho (dissertação ou tese); ano da defesa; orientador da pesquisa; universidade de filiação; programa de Pós-graduação; Departamento Federativo do Programa; tema das pesquisas e suas palavras-chave. Os descritores específicos analisados foram: objetivo principal do trabalho e a metodologia utilizada.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Descritores gerais

Entre os trabalhos analisados, 25 (vinte e cinco) foram dissertações e 5 (cinco) foram teses. No Quadro 1, têm-se os descritores gerais.

Quadro 1
Descritores gerais das pesquisas realizadas sobre Educação Física e Educação em Saúde no Brasil.

Observa-se a predominância de pesquisas realizadas nos estados do Ceará e do Rio Grande do Sul (n=7 em cada), com destaque para a Universidade Federal de Pelotas e para a Universidade Estadual do Ceará. Percebe-se, ainda, a necessidade de aprofundamento do tema através de teses em cursos de doutorado.

Os Programas de Pós-graduação que pesquisam sobre o tema são os de Educação Física (40%), Mestrado Profissional em Ensino da Saúde (20%), Ciências do Movimento Humano (6,7%), Ciências do Exercício e do Esporte (3,3%), Ciências da Motricidade Humana (3,3%), Mestrado Profissional em Educação Física na Rede Nacional (3,3%) – esses que são avaliados na Área 21 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) (exceto o Mestrado Profissional em Ensino da Saúde) – bem como os Programas de Biociências da Saúde (6,7%), Educação (6,7%), Ciências da Saúde (3,3%), Ensino em Educação Básica (3,3%) e Interdisciplinar em Ciências da Saúde (3,3%).

É interessante perceber que cerca de 40% das pesquisas envolvendo a Educação Física Escolar e a Educação em Saúde é proveniente de outros programas (externos à Área 21), o que pode configurar importantes articulações para o do ensino da saúde. Ademais, a produção científica sobre o tema ocorre quase que completamente em Universidades Públicas (97%), tanto em Instituições Federais (53%) quanto em Estaduais (44%).

Outros descritores gerais analisados nas dissertações e teses foram as palavras-chave que fizeram parte do resumo das investigações, conforme apresentado na Figura 1.

Figura 1
Nuvem de palavras criada a partir dos descritores presentes nos resumos das dissertações e teses.

Há prevalência de termos como saúde, escola, atividade física, formação e ensino médio, ao passo que descritores como “educação em saúde” ou “educação para a saúde” pouco aparecem (6% dos trabalhos). Esses dados reforçam a necessidade de aproximação do campo da educação física com o da educação em saúde, sobretudo pelo seu viés pedagógico, entendendo que a saúde na escola precisa ser abordada em seu aspecto didático-político e não de forma isolada e/ou reduzida (Devide, 2003Devide F. A educação física escolar como via de educação para saúde. In: Palma A, Badrichevsky M, Estevão A, organizadores. A saúde em debate na educação física. Blumenau: Edibes; 2003. p. 137-50.; Davó-Blanes et al., 2016Davó-Blanes MC, Hera MG, Parra D. Educación para la salud en la escuela primaria: opinión del profesorado de la ciudad de Alicante. Gac Sanit 2016;30(1):31-6. http://dx.doi.org/10.1016/j.gaceta.2015.07.008. PMid:26627380.
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; Martins, 2019Martins I. Educação em ciências e educação em saúde: breves apontamentos sobre histórias, práticas e possibilidades de articulação. Ciênc Educ 2019;25(2):269-75. http://dx.doi.org/10.1590/1516-731320190020001.
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).

Descritores específicos

Embora existam diferentes conceitos para o ensino da saúde – dependendo do ambiente em que ela está sendo ensinada -, apoiado nos referencial de Falkenberg et al. (2014)Falkenberg MB, Mendes TPL, Moraes EP, Souza EM. Educação em saúde e educação na saúde: conceitos e implicações para a saúde coletiva. Cien Saude Colet 2014;19(3):847-52. http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232014193.01572013. PMid:24714898.
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, no campo da Saúde Coletiva, e nos descritores sugeridos nas ciências sociais e da saúde, utiliza-se o termo educação em saúde, mais próximo ao ensino da saúde na educação formal. Um trabalho (Lopes, 2016Lopes IE. Percepção de professores de educação física sobre a promoção da saúde e o eixo de práticas corporais no programa saúde na escola do Distrito Federal [dissertação]. Brasília: Universidade de Brasília; 2016.), entre os analisados, apropriou-se do conceito supracitado para conduzir sua investigação. Outro trabalho (Oliveira, 2014Oliveira VJ. Saúde na educação física escolar: ambilavência e prática pedagógica [dissertação]. Vitória: Universidade Federal do Espírito Santo; 2014.), utilizou o termo “educação para a saúde”, tal como disposto pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (Brasil, 1998Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: apresentação dos temas transversais. Brasília: Ministério da Saúde/Secretaria de Educação Fundamental; 1998.). A partir da Tabela 1, têm-se ênfases que foram abordadas nos estudos.

Tabela 1
Ênfase* das pesquisas realizadas na Educação Física em interface à Educação em saúde.

O tema mais investigado foi a formação de professores. Além da formação inicial, pesquisas se preocuparam com a continuada, inclusive, com professores que formam professores e também pesquisadores. Há algum tempo, autores discutem a importância da formação em educação física contemplar a Educação em Saúde, sobretudo com seus aspectos sociais, pedagógicos e culturais (Devide, 2003Devide F. A educação física escolar como via de educação para saúde. In: Palma A, Badrichevsky M, Estevão A, organizadores. A saúde em debate na educação física. Blumenau: Edibes; 2003. p. 137-50.). Ainda assim, trabalhos recentes explicitam a negligência desses conteúdos na formação dos professores, o que se torna mais um desafio para a educação em saúde nas escolas (Malacarne et al., 2021Malacarne JAD, Alexandria DB, Carvalho PHM, Palma A. A abordagem sobre “saúde” nos cursos de educação física da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Arq Mov 2021;17(1):202-19.; Carvalho et al., 2021Carvalho PHM, Alexandria DB, Rocha MB, Palma A, Malacarne JAD. A saúde coletiva nos cursos de educação física das universidades públicas do Rio de Janeiro. Rev Bras Ciênc Esporte 2021;43:e007921. http://dx.doi.org/10.1590/rbce.43.e007921.
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).

O mais recente embate, de acordo com Palma (2020)Palma A. Saúde na educação física escolar: diálogos e possibilidades a partir do conceito ampliado de saúde. Temas Educ Fís Esc 2020;5(2):5-15. http://dx.doi.org/10.33025/tefe.v5i2.3025.
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diz respeito à atualização das Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Educação Física, do ano de 2018, em que nos eixos específicos de cada modalidade (licenciatura e bacharelado), quando abordado os conteúdos para os licenciandos não é feita menção à saúde, dando a entender que a escola não tem o objetivo de colaborar com a promoção da saúde.

Ademais, não se podem negar os retrocessos que vêm ocorrendo nas Políticas Públicas de Educação em Saúde na educação brasileira. Malacarne et al. (2022)Malacarne JAD, Carvalho PHM, Alexandria DB, Palma A, Rocha MB. Educação em saúde no Rio de Janeiro: avanços ou retrocessos? Ensino, Saúde Ambiente 2022;14(2):913-30. http://dx.doi.org/10.22409/resa2021.v14i2.a49905.
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perceberam que, recentemente, na Base Nacional Curricular Comum (Brasil, 2019Brasil. Temas contemporâneos transversais na BNCC: prática de implementação. Brasília: Ministério da Educação; 2019.), a saúde, enquanto Tema Transversal Contemporâneo, está descrita como “educação nutricional e alimentar”. De modo diferente, o documento dedicado à saúde como Tema Transversal nos Parâmetros Curriculares Nacionais (Brasil, 1998Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: apresentação dos temas transversais. Brasília: Ministério da Saúde/Secretaria de Educação Fundamental; 1998.), ainda que se tenha passado algum tempo, representou certo avanço ao alocar a educação física na área de linguagens e tentar distanciar a disciplina da ênfase biomédica hegemônica (Aguiar e Neira, 2016Aguiar CA, Neira MG. O ensino da Educação Física: dos métodos ginásticos à perspectiva cultural. In: Neira MG, editor. Educação física cultural. São Paulo: Editora Blucher; 2016. p. 69-86.).

O segundo conteúdo mais abordado na Educação em Saúde diz respeito ao uso das aulas de Educação Física como mecanismo de estímulo dos escolares à atividade física, atendendo às diretrizes para se manterem fisicamente ativos. Nesse sentido, houve destaques para dissertações da Universidade Federal de Pelotas, caracterizados como estudos experimentais, propondo intervenções escolares – que envolveram, também, a formação de professores – para alcançarem esse objetivo. Os resultados, apesar de não aumentar os níveis de atividade física das crianças e adolescentes, melhorou o desempenho escolar nas questões envolvendo anatomia humana, primeiros socorros, entre outros.

A partir do Quadro 2, tem-se o público-alvo (sujeitos) que participaram das pesquisas.

Quadro 2
Público alvo das investigações.

As pesquisas tiveram como sujeitos, majoritariamente, os professores de educação física, sobretudo os que estão em exercício da profissão nas escolas. Tais aspectos poderiam ir de encontro a um movimento contra hegemônico para a formação continuada no sentido de reflexão do trabalho pedagógico para a ressignificação do ensino da saúde. Por outro lado, observam-se intervenções baseadas em manuais de “treinamento” dos docentes para o uso de estratégias diante da inatividade física dos estudantes/população.

É necessário refletir sobre os esforços e sentidos dados à educação em saúde e quais as contribuições que a educação física escolar pode trazer nesse contexto. Por isso, de repente, ainda que com uma quantidade menor de prevalência nas investigações, tenha se começado as pesquisas com professores que estão em formação (inicial).

Percebeu-se, ainda, um crescimento gradual das pesquisas em relação às etapas da educação básica brasileira. Um trabalho se apropriou da educação física e da saúde na modalidade de ensino da Educação de Jovens e Adultos (EJA) (Lemes, 2017Lemes VB. Relatos de uma proposta de educação física escolar: a promoção da saúde na Educação de Jovens e Adultos (EJA) [dissertação]. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 2017.). Ainda assim, a pesquisa foi delimitada à investigação de aspectos fisiológicos associados à saúde, com a aplicação de questionários e instrumentos de medidas antropométricas para correlação desses fatores.

No que diz respeito aos delineamentos das investigações realizadas, verificou-se a prevalência de pesquisas documentais, descritivo-exploratórias e experimentais. Além disso, também foram desenvolvidos estudos de caso, transversais, de pesquisa-ação, etnográficos e avaliativos. Assim, encaixam-se em dois grupos percebidos por Oliveira et al. (2017)Oliveira JP, Paiva AC, Melo MCT, Brasileiro LT, Souza MS Jr. Os saberes escolares em saúde na educação física. Motricidade 2017;13:113-26. http://dx.doi.org/10.6063/motricidade.12939.
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, em revisão sistemática do tema educação física escolar e saúde, realizada em periódicos, no período de 2008 a 2014: estudos epidemiológicos e estudos pedagógicos. Importante destacar que tais delineamentos não foram excludentes, existindo, por exemplo, em uma mesma pesquisa, a combinação de métodos.

Verificou-se, ainda, diversidade no que diz respeito à abordagem utilizada para o tratamento dos dados, em que 53% foram qualitativos, 33% quanti-qualitativo e 14% quantitativo. Embora se entenda a necessidade de aproximação da Educação Física e da Educação em Saúde com as Ciências Humanas e Sociais, percebe-se que ambas as Ciências – e suas abordagens – não se excluem ou contrapõem, mas têm potencial para o entendimento dos fenômenos (Minayo e Sanches, 1993Minayo MCS, Sanches O. Quantitativo-qualitativo: posição ou complementaridade? Cad Saude Publica 1993;9(3):237-48. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X1993000300002.
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).

O mesmo se pode trazer ao debate dos estudos que envolvem a Educação Física, seja nas escolas, ou não, e a Educação em Saúde. Portanto, dados epidemiológicos ou números isolados parecem não dar conta de explicar a realidade subjetiva. É necessário ir além: saber o perfil desses estudantes, sua classe social, suas necessidades básicas e seus gostos e preferências (Palma, 2020Palma A. Saúde na educação física escolar: diálogos e possibilidades a partir do conceito ampliado de saúde. Temas Educ Fís Esc 2020;5(2):5-15. http://dx.doi.org/10.33025/tefe.v5i2.3025.
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).

As pesquisas documentais, com ênfase em Projetos Políticos Pedagógicos, ementas de disciplinas dos cursos de Educação Física e Diretrizes para a Educação em Saúde nas escolas também foi recorrente nas investigações. Nesse sentido, percebe-se a importância da análise teórica e epistemológica que orientam a formação de professores – e nesse caso, os resultados encontraram pressupostos biomédicos positivistas nas disciplinas e programas. É importante, adiante, que estudos avancem, também, na investigação de como o trabalho desses conteúdos ocorre nas práticas docentes (Carvalho et al., 2021Carvalho PHM, Alexandria DB, Rocha MB, Palma A, Malacarne JAD. A saúde coletiva nos cursos de educação física das universidades públicas do Rio de Janeiro. Rev Bras Ciênc Esporte 2021;43:e007921. http://dx.doi.org/10.1590/rbce.43.e007921.
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).

Assim, Oliveira (2018)Oliveira VJ. Sobre as presenças e ênfases dadas ao tema da saúde na formação inicial em educação física no centro de educação física e desportos da Universidade Federal do Espírito Santo [tese]. Vitória: Universidade Federal do Espírito Santo; 2018., cuja tese está descrita nos Quadros como “T22”, transcendeu a análise documental ao acompanhar 4 (quatro) disciplinas do curso de Educação Física na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). O autor, baseado nos currículos dos professores, nos concursos para docente e através de entrevistas semiestruturas com 10 deles, percebeu que as práticas docentes podem ir de encontro à reestruturação do ensino, promovendo um sentido mais complexo à saúde (em conflito com a lógica biomédica vigente) ou, ainda, continuar em consenso com a compreensão deste fenômeno exclusivamente pelos parâmetros biológicos.

Não se pretende, no entanto, fazer juízo de valor sobre as metodologias que são empregadas nos estudos. Contudo, entende-se que a saúde, a educação, a Educação em Saúde (nas escolas) e as atividades físicas/práticas corporais são fenômenos complexos, interdependentes e que sofrem determinação/influência de outros fatores, como o “nível de pobreza, educação, trabalho, acesso aos serviços de saúde, alimentação, violência, moradia, entre outros aspectos que constituem uma dada sociedade” (Palma, 2020, pPalma A. Saúde na educação física escolar: diálogos e possibilidades a partir do conceito ampliado de saúde. Temas Educ Fís Esc 2020;5(2):5-15. http://dx.doi.org/10.33025/tefe.v5i2.3025.
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. 12).

Parece, portanto, que ainda é necessária a aproximação entre a perspectiva educacional da saúde nas aulas de educação física. Isso, também, na própria produção científica que entende e associa as aulas como potenciais meios de promoção da saúde. Assim, algumas contradições que permeiam a prática de exercícios físicos, como exemplo, os sentidos sociais atribuídos a eles por diferentes grupos, bem como, o processo de alargamento das escolhas “vitais” e “adicionais” que os envolvem (Palma, 2020Palma A. Saúde na educação física escolar: diálogos e possibilidades a partir do conceito ampliado de saúde. Temas Educ Fís Esc 2020;5(2):5-15. http://dx.doi.org/10.33025/tefe.v5i2.3025.
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). Além disso, os próprios professores de educação física precisam refletir sobre as concepções de saúde que são construídas junto aos estudantes e que fundamentam o seu trabalho (Devide, 2003Devide F. A educação física escolar como via de educação para saúde. In: Palma A, Badrichevsky M, Estevão A, organizadores. A saúde em debate na educação física. Blumenau: Edibes; 2003. p. 137-50.).

Pretende-se, assim, fomentar o debate da Educação Física pautada na Educação em Saúde. Nesse contexto, refletir sobre algumas das muitas questões emergentes pode direcionar tanto a prática docente, quanto, também, as pesquisas científicas. Quais fatores podem estar influenciando para que os estudantes sejam/estejam fisicamente ativos/inativos? Ser fisicamente ativo é uma necessidade emergente dos alunos? O contexto político, social, econômico e cultural brasileiro é favorável à prática de atividades físicas? Como estudantes pobres, negros, residentes em áreas de extrema violência e precariedade, meninas, LGBTQIA+, refugiados estão tendo acesso às atividades físicas?

Interessante, ainda, perceber que os resultados obtidos nesta revisão, em dissertações e tese, vão de encontro aos da revisão integrativa de Mantovani et al. (2021)Mantovani TVL, Maldonado DT, Freire ES. A relação entre saúde e educação física escolar: uma revisão integrativa. Movimento 2021;27:e27008. http://dx.doi.org/10.22456/1982-8918.106792.
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, ao perceber que diferentes temas têm envolvido a produção entre educação física e saúde, mas com predominância dos conhecimentos sobre as implicações biológicas do exercício físico, ainda que alguns estudos tenham adotado a perspectiva da promoção da saúde e evidenciando a polissemia do termo.

Nesse sentido, é necessário da Educação em Saúde, na Educação Física, reflexões mais críticas e próximas do contexto dos estudantes. Para tanto, um olhar das possibilidades diante da realidade, e não objetivos distantes, incompatíveis com as condições sociais vigentes.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Considerando a revisão realizada, grande parte das pesquisas que envolvem a educação física escolar e educação em saúde possui influência dos referenciais biomédicos ao trabalhar o tema. Contudo, alguns estudos avançaram tanto em termos conceituais quanto metodológicos, ao transcender as análises sobre múltiplos fatores: documentos, entrevistas e acompanhamento de disciplinas na formação de professores. Sendo assim, é importante que essas estratégias sejam apropriadas também nas análises do cotidiano escolar.

Entende-se, ainda, que para além de uma questão conceitual – e que de repente pode influenciar a prática dos professores – a educação em saúde, com ênfase nas práticas corporais, deve ser abordada em seu sentido pedagógico, ou seja, nas potencialidades de compreensão da realidade – em sua totalidade – e de como o contexto social, político, econômico e ambiental podem influenciar nas possibilidades de acesso nestas atividades.

  • FINANCIAMENTO

    O presente trabalhou contou com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

REFERÊNCIAS

  • Aguiar CA, Neira MG. O ensino da Educação Física: dos métodos ginásticos à perspectiva cultural. In: Neira MG, editor. Educação física cultural. São Paulo: Editora Blucher; 2016. p. 69-86.
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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    06 Fev 2023
  • Data do Fascículo
    2023

Histórico

  • Recebido
    31 Out 2022
  • Aceito
    12 Dez 2022
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