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Ablação da atividade simpática renal com cateter de ponta irrigada: uma opção atraente?

INTRODUÇÃO: A denervação simpática renal por meio de cateteres surgiu como estratégia adjunta para o controle da hipertensão arterial resistente. Nenhum estudo até o momento comparou os efeitos teciduais de diferentes cateteres, potências e tempos de aplicação da radiofrequência, objetivo do presente estudo. MÉTODOS: Seis artérias renais de porco foram seccionadas em seu eixo longitudinal e colocadas em uma câmara projetada para simular condições fisiológicas de fluxo renal. Os cateteres foram posicionados obliquamente à artéria, mantendo-se pressão de contato constante. Aplicações de radiofrequência foram realizadas utilizando-se três diferentes dispositivos: eletrodo de ponta sólida 4 mm/5 F, eletrodo de ponta sólida 4 mm/7 F, e eletrodo com ponta aberta irrigada 4 mm/7 F. Duas energias foram aplicadas (8 W e 15 W), durante 30 segundos, 60 segundos e 120 segundos. RESULTADOS: No total foram realizadas 18 aplicações. Injúria neural renal mais significativa foi observada utilizando-se cateter 4 mm/5 F e energia de 8 W apenas quando a duração da aplicação foi estendida a 120 segundos. Por outro lado, significante dano neural foi observado com o cateter 4 mm/7 F com todas as potências (8 W e 15 W) e durações testadas (30 segundos, 60 segundos e 120 segundos). Lesões mais profundas foram notadas quando o cateter irrigado foi utilizado, independentemente da potência e da duração da aplicação. CONCLUSÕES: O cateter com ponta irrigada produz lesões mais profundas que os cateteres de ponta sólida e seu uso pode ser mais vantajoso na denervação simpática renal. A aplicabilidade clínica desses resultados, entretanto, deve ser confirmada.

Hipertensão; Artéria renal; Simpatectomia; Ablação por cateter


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